Resumo do OD: “água-viva” voadora em Marte, cidade perdida na Amazônia e conspiração de IAs
Uma foto de Marte serviu de combustível para teorias da conspiração na internet. A Flávia Correia contou essa história para assinantes do Clube Olhar Digital.Continua após a publicidadeOVNI? Captura feita por rover da NASA em Marte cria teoria da conspiração na internetUma imagem desfocada, um detalhe de poucos pixels em uma paisagem desértica e a promessa de uma descoberta revolucionária. Esse é o combustível que alimenta um dos fenômenos mais recorrentes da internet: transformar borrões e detalhes banais registrados no espaço em supostas evidências de um Objeto Voador Não Identificado (OVNI). O caso mais recente envolve uma fotografia capturada em 20 de agosto de 2023 pela câmera de navegação (NavCam) do rover Curiosity, da NASA, na Cratera Gale. O registro mostra um pequeno borrão escuro com silhueta vagamente semelhante a uma água-viva pairando sobre uma crista rochosa.A imagem voltou aos holofotes após ser republicada no X pelo perfil de @KariSivertzen – conta conhecida na comunidade de “garimpeiros” digitais que vasculham arquivos brutos de agências espaciais em busca de anomalias.O padrão de viralização segue uma fórmula bem definida: o registro bruto é ressuscitado nas redes sociais com enquadramentos sugestivos e migra para canais do YouTube, onde ganha uma roupagem de análise técnica rigorosa para validar teses sobre a presença de um OVNI no espaço.A reportagem completa está aqui.Outros destaques da terça-feiraLaser revela civilização perdida na AmazôniaA Amazônia abrigou uma civilização antiga e sofisticada. Eles desenhavam enormes formas geométricas no solo na mesma época em que os gregos desenvolviam a geometria na Europa. Conhecido como Aquiry, esse povo viveu no sudoeste da floresta entre os anos 600 a.C. e 900 d.C. Um estudo recente revela a verdadeira dimensão dessa sociedade, que deixou marcas gigantescas escavadas na terra, chamadas de geóglifos.Segundo a pesquisa, publicada na revista Nature, a região habitada pelos Aquiry abrange cerca de 183 mil quilômetros quadrados e pode abrigar entre 24 mil e 30 mil dessas estruturas. Os cientistas estimam que, no auge dessa civilização, entre os anos 100 e 300 d.C., a área reuniu entre 1,25 milhão e 3 milhões de habitantes. É uma densidade populacional muito maior do que a ciência julgava ser possível para a floresta na época.
Nós conversamos com Alceu Ranzi, presidente do Instituto Geoglifos da Amazônia e coordenador da pesquisa no Brasil.Mais detalhes estão aqui.Mapeamento a laser encontrou área que pode ter abrigado civilização antiga e sofisticada na Amazônia – Imagem: Olhar Digital via ChatGPTMil IAs em rede tomam decisões sem nenhum humano no controleQuando você usa alguma ferramenta com inteligência artificial (IA) generativa, como ChatGPT, Claude e Gemini, pode ser alvo de “bajulação algorítmica”. É a tendência de o chatbot concordar com equívocos do usuário para agradá-lo. Mas esse problema tem uma escala coletiva também. Um estudo publicado na revista Science Advances revelou que, quando centenas ou milhares de agentes de IA interagem em rede, eles passam a seguir a maioria. E entram em consenso sozinhos.Quando você usa alguma ferramenta com inteligência artificial (IA) generativa, como ChatGPT, Claude e Gemini, pode ser alvo de “bajulação algorítmica”. É a tendência de o chatbot concordar com equívocos do usuário para agradá-lo. Mas esse problema tem uma escala coletiva também. Um estudo publicado na revista Science Advances revelou que, quando centenas ou milhares de agentes de IA interagem em rede, eles passam a seguir a maioria. E entram em consenso sozinhos.Continua após a publicidadePara entender como esse fenômeno acontece, pesquisadores criaram ambientes simulados com até mil agentes de IA alimentados por modelos das famílias Claude (Anthropic), GPT (OpenAI) e Llama (Meta). Saiba mais!Por que prever chuva não é o mesmo que prever um desastre?Se a previsão indica uma chuva muito forte para uma determinada região, isso significa que existe também um risco de enchente ou deslizamento? A resposta é: não necessariamente. Entre prever um fenômeno meteorológico e prever os impactos que ele pode provocar, há uma série de informações que precisam ser analisadas.A quantidade de chuva é uma das informações usadas nesse processo, mas não é a única. Para entender o que um determinado fenômeno pode provocar, os órgãos de monitoramento precisam relacionar os dados meteorológicos às características de cada região e às condições que podem favorecer ou agravar seus efeitos.Continua após a publicidadeConfira a reportagem completa.O que acontece com o corpo quando você fica tempo demais sentado?Para quem trabalha diante do computador, passa horas estudando ou dirige por longos períodos, ficar sentado durante boa parte do dia pode parecer inevitável. A falta prolongada de movimento, porém, não afeta apenas o gasto de energia: ela também altera a atividade dos músculos, a circulação nas pernas e a forma como o organismo lida com a glicose.Esse comportamento é chamado de comportamento sedentário. A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o termo como qualquer comportamento durante a vigília em que a pessoa permanece sentada, reclinada ou deitada e gasta até 1,5 MET de energia. Comportamento sedentário e inatividade física não são sinônimos: uma pessoa pode fazer exercícios regularmente e, ainda assim, passar muitas horas do restante do dia sentada.Continua após a publicidadeNo Brasil, uma análise da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 estimou que 30,1% dos adultos relataram seis horas ou mais por dia de comportamento sedentário. O dado foi obtido por autorrelato, portanto não corresponde a uma medição direta do tempo que cada participante permaneceu sentado.A matéria completa está aqui.Para ficar de olho
Bruno Capozzi
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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