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Chapo quer contractos e investimentos a sair da FACIM

O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta segunda-feira, em Marracuene, que a Feira Internacional de Maputo (FACIM) deve deixar resultados concretos na economia, através de contractos, novos projectos, investimentos e parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras.

Na abertura da 61.ª edição da FACIM, em Ricatla, distrito de Marracuene, província de Maputo, sul de Moçambique, Chapo afirmou que a feira deixou de ser apenas um espaço de exposição e deve funcionar como plataforma de negócios, aproximando produtores dos mercados e empresas moçambicanas de investidores.

“Queremos ver contractos assinados, projectos lançados, empresas internacionalizadas, joint-ventures estabelecidas, tecnologias partilhadas e investimentos concretizados”, disse.

O Presidente atribuiu ao sector privado um papel central na transformação da economia, considerando que são as empresas que criam postos de trabalho, pagam salários e geram rendimento. Ao Estado, acrescentou, cabe criar condições para o desenvolvimento da actividade empresarial.

Chapo disse que o Governo está a simplificar procedimentos administrativos, digitalizar serviços públicos, reduzir custos e reforçar a previsibilidade regulatória. O objectivo, afirmou, é eliminar os “complicómetros” que dificultam o investimento e a actividade das empresas.

O Chefe do Estado defendeu também uma maior participação das empresas moçambicanas nos grandes investimentos previstos para o país. Segundo Chapo, uma economia forte não deve ser medida apenas pelo volume de investimento que consegue atrair, mas também pelo número de empresas nacionais que esse investimento faz crescer, pelos empregos que cria e pelo valor que permanece em Moçambique.

Neste quadro, apontou a Lei do Conteúdo Local, as leis de Minas e de Petróleos e a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique como instrumentos para aumentar a participação nacional na economia.

Chapo dirigiu ainda uma mensagem aos empresários sobre a criação de riqueza. “Um Moçambicano tem direito de ser rico, desde que seja com actividades lícitas, honestas, íntegras”, afirmou, acrescentando que o Estado deve criar condições para que os moçambicanos possam gerar riqueza.

A FACIM decorre sob o lema “Transformação Digital e Energética Rumo a uma Economia Sustentável”. Chapo disse esperar que a edição deste ano seja recordada não apenas pelo que foi exposto nos pavilhões, mas pelos negócios, investimentos, empresas, empregos e exportações que dela resultarem.

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