SUS vai usar WhatsApp para agendar e reagendar consultas
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O SUS terá um sistema para agendar e reagendar consultas pelo WhatsApp. Criada pela Integra Saúde Digital, a ferramenta poderá atender 20,4 milhões de usuários nos municípios que adotarem a tecnologia.Continua após a publicidadeSegundo o Estadão Conteúdo, a solução ainda está em fase piloto e deve começar a operar oficialmente no próximo trimestre. A ideia é facilitar o contato com os pacientes, diminuir faltas e aproveitar melhor os horários disponíveis na rede pública.
A tecnologia busca reduzir faltas e evitar que horários de consultas sejam desperdiçados na rede pública de saúde. Imagem: Cassiano Correia/ShutterstockConsulta poderá ser confirmada pelo celularO paciente poderá confirmar uma consulta ou pedir o reagendamento diretamente pelo WhatsApp. Não será necessário conversar com um operador para realizar essas etapas.
Atualmente, o atendimento com especialistas depende do encaminhamento de um clínico. O agendamento é integrado ao sistema utilizado pelo SUS e pode ser acessado pelo aplicativo do sistema local.A novidade entra em uma etapa específica desse fluxo: a comunicação com o paciente. O WhatsApp será usado para automatizar confirmações e reagendamentos.Desistências podem liberar novas vagasA ferramenta também foi pensada para lidar com consultas que acabam não sendo realizadas.Se o paciente desistir ou avisar que não poderá comparecer, a automação poderá disponibilizar novamente aquele horário para outro usuário. Com isso, uma vaga que seria perdida pode retornar à rede de atendimento.A gestão dos horários não muda. As secretarias municipais de Saúde continuarão responsáveis pela regulação e pelo controle das vagas.Entre os pontos que serão acompanhados estão:
Taxa de absenteísmo;
Tempo médio de agendamento;
Ocupação das vagas;
Satisfação dos pacientes.
A ferramenta não assume a regulação: as secretarias municipais continuam responsáveis pela gestão das vagas. Imagem: Korawat photo shoot/ShutterstockO sistema está sendo experimentado em cidades parceiras. Antes da operação oficial, os responsáveis vão analisar o desempenho da ferramenta e a resposta dos pacientes.Continua após a publicidadeLeia mais:A taxa de faltas será um dos indicadores observados. Também serão considerados o tempo necessário para conseguir um agendamento, o aproveitamento das vagas e a satisfação dos usuários.Os resultados do piloto devem mostrar se a automação consegue, de fato, melhorar esse trecho do atendimento público.Apesar do uso do WhatsApp, a tecnologia não assume a regulação das consultas. As secretarias municipais de Saúde permanecem responsáveis pela organização das vagas e pelo encaminhamento dos atendimentos.A previsão é que o serviço entre oficialmente em funcionamento no próximo trimestre. Até lá, os testes devem ajudar a definir como a ferramenta se comportará na rotina dos municípios participantes.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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