CIÊNCIA

Na Amadora o Chega não chega

Perante a vaga crescente da imigração em massa, Portugal tem-se vindo a afundar na mais abjeta criminalidade, com cidadãos justamente preocupados a serem fustigados por setores da esquerda ao som de acusações raciais. Os meios de comunicação social, de orientação progressivamente propagandística, difundem com fervor a febre da destruição, com rápida proliferação, destruindo o vínculo cultural que liga o presente aos nossos mais remotos antepassados, com o maior dos entusiasmos.
Menciono estes aspetos porque Amadora, infame pela sua criminalidade e pelas taxas de pobreza em rápido aumento, representa aquilo que a esquerda trouxe para Portugal: figura entre as 20 cidades mais perigosas da Europa, pois a decência e o bom senso emigraram, enquanto a decadência e a pobreza económica impulsionaram o aumento da violência, do roubo e do tráfico de droga, invadindo bairros inteiros – Cova da Moura, Buraca, Reboleira, Santa Filomena – num espectro de insegurança.Os únicos culpados residem não apenas no governo central, mas também nas sucessivas vereações de comunistas e socialistas, que enredaram a população com subsídios e favores, tão familiares para aqueles excluídos da elite babélica. Sem pausas intermédias, travaram de forma virulenta o desenvolvimento dos concelhos para satisfazerem as suas necessidades pessoais.É, portanto, com grande tristeza que constato que o Chega – cujas vitórias nas eleições autárquicas de 2025 eu festejei – tem vindo a desiludir com as suas decisões e políticas a nível local, de norte a sul do país. A hemiplegia ideológica do partido, votando em questões sociais e económicas em alinhamento com a esquerda, reanimando o corpo doente do socialismo, afastou-o das pessoas, deixando de ressoar junto da população que o elegeu.
O partido em Amadora tornou-se irrelevante, não por escolha, mas por ignorância. Em vez de propor políticas sensatas, continua a contribuir para o declínio da Amadora ao encistar o município com mais burocracia.Um exemplo claro é a política fiscal, uma vez que o partido se absteve de votar contra o orçamento socialista – uma avultada de 176 milhões de euros, um aumento de 19,6% num único ano – sem apresentar uma política alternativa de redução do IMI, da redundância de trabalhadores públicos desnecessários e de redução da despesa, nem qualquer menção à privatização de serviços municipais. Nenhum dos vereadores da Câmara reconhece que todo o poder público é coercivo, e que as suas receitas são obtidas de forma ímpia sem recorrer à violência e à tributação, esmagando os criadores de riqueza, os produtores, e mantendo muitos na pobreza. O ciclo de suborno emocional prevalece.Mesmo no que toca ao crime e à corrupção, o Chega propôs a criação de um Gabinete Municipal da Transparência, uma Linha de Denúncia Anónima e um Portal da Transparência, esquecendo que, no caso do gabinete municipal da transparência, quem irá fiscalizar os próprios fiscalizadores no poder? Propôs mais poderes de fiscalização habitacional: as alterações aos artigos 14.º e 18.º do RMAAH implicam que famílias sobrelotadas sejam expulsas para a rua, e a grave crise da habitação – criada pelo Estado – está longe de terminar; a pobreza não desaparecera, nem a dignidade é garantida.O Chega também pretende propor um referendo local sobre quem tem acesso à habitação pública. Deixando de lado a ideia em si, o partido, tal como um sistema comunista, quer racionar a habitação entre a população (quem descontou para a segurança social), em vez de reduzir o IMI ou o IMT para construir mais casas que o mercado livre tornaria acessíveis, eliminando a necessidade de subsidiar as pessoas. Recordo Vasco Pulido Valente, que escreveu com razão que, com a melhoria do nosso nível de vida, a necessidade de um Estado social deveria desaparecer, sendo a sua continuação, no mínimo, paradoxal: a expansão do welfare em Portugal multiplicou o sedentarismo, uma máquina que deve ser desmontada por fomentar a dependência.
Ao reforçar o município socialista, o Chega – enquanto defensor da família e do localismo – está a enfraquecer a sua própria estrutura central, desrespeitando a autonomia das comunidades locais para prosperarem e tomarem decisões, precisamente o oposto do que defende a nível nacional. A família do pai substituído pelo pai estatal. Criticam o desperdício socialista, mas contribuíram igualmente para o aumento da despesa ao reforçar instrumentos municipais, que foram aprovados pelo próprio PS.As decisões constituem uma acusação infeliz da falta de cultura política ao nível autárquico, e a Amadora é o seu epítome. Pergunto aos cidadãos do concelho: a vida melhorou realmente? Deixo a resposta ao critério de cada um, mas, da minha parte, é um não claro. Onde esta a verdadeira oposição?

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