TECNOLOGIA

Sol está sem manchas pela primeira vez em mais de seis meses

O Sol completou seu primeiro dia sem nenhuma mancha visível na sexta-feira (18), o que não acontecia desde fevereiro. Neste sábado (19), a estrela manteve a face limpa pelo segundo dia seguido, marcando uma pausa em sua rotina agitada. Continua após a publicidadeApesar da aparência atual tranquila, cientistas confirmam que ainda existem manchas no lado oculto do astro. Conforme o Sol realiza seu movimento de rotação, girando em torno do próprio eixo, essas regiões ativas devem reaparecer nos próximos dias. Spotless sun! The daily sunspot number has crashed to zero, we have a spotless sun. No sunspots on the near side. pic.twitter.com/vKVvT0Iv0n— Jure Atanackov (@JAtanackov) September 18, 2026Em resumo:
O Sol completou dois dias sem manchas visíveis;

Regiões ativas reaparecerão com a rotação solar;

O magnetismo do astro bloqueia o calor e cria pontos escuros;

As manchas medem o nível de atividade do Sol;

Essa calmaria sinaliza o fim do ciclo solar atual.
Como o magnetismo e a temperatura geram as manchas solaresEssas marcas no Sol parecem pontos escuros porque são áreas significativamente menos quentes que o restante do disco. Enquanto a superfície geral atinge cerca de 5.500°C, as manchas variam entre 3.500°C e 4.500°C. Essa variação de temperatura cria o forte contraste visual que é observado da Terra por meio de telescópios específicos.A origem do fenômeno está no poderoso campo magnético gerado pelo plasma, um gás quente de partículas eletricamente carregadas que se move continuamente. Quando essas forças se concentram muito em determinado ponto, elas bloqueiam o fluxo de calor vindo do interior da estrela. Com menos energia alcançando a superfície, aquela área específica esfria e ganha o aspecto escuro.Quando há acúmulo excessivo de energia nessas zonas, ocorrem fortes explosões conhecidas como erupções solares. Esses eventos lançam nuvens de partículas pelo espaço que chegam à Terra, podendo afetar satélites, sistemas de navegação por GPS e redes elétricas. Em compensação, além dos transtornos tecnológicos, esse processo também produz o belo espetáculo visual das auroras boreais e austrais nas regiões polares.Manchas solares de 1º a 31 de agosto de 2024, mês recorde no número de regiões ativas no Sol desde 2001. – Crédito: SDO/Şenol Şanlı/Uğur İkizler

Leia mais:O que a calmaria atual indica para o futuro do Sol Por causa dessas dinâmicas, a quantidade de manchas solares funciona como um termômetro direto da atividade do astro. O pico mais alto do atual Ciclo Solar 25 foi registrado em 8 de agosto de 2024. Naquele dia, o Centro de Previsão do Tempo Espacial (SWPC), ligado à Administração Oceanográfica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), estimou 337 manchas solares, a maior marca diária observada desde março de 2001.A quantidade dessas formações varia ao longo de um ciclo natural com duração média de 11 anos. Esse ciclo oscila entre o Máximo Solar, repleto de tempestades e instabilidades, e o Mínimo Solar, período em que a estrela entra em repouso. No último mínimo registrado, entre os anos de 2018 e 2020, o Sol chegou a acumular mais de 700 dias totalmente limpos.Continua após a publicidadeDe acordo com a plataforma de meteorologia e climatologia espacial Spaceweather.com, a ausência temporária de manchas reforça a avaliação de que o Ciclo Solar 25 caminha gradualmente para o seu encerramento. Embora a rotação deva trazer novos pontos escuros muito em breve, essa calmaria pontual funciona como um prenúncio do comportamento mais pacífico e estável que o astro tende a apresentar com maior frequência durante os próximos anos.


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