Alemanha acusa cidadão ucraniano de sabotagem do Nord Stream
▲Até agora, nenhuma pessoa tinha sido formalmente acusada no processo
Danish Defence Command / HANDOUT/EPA
A Procuradoria-Geral Federal da Alemanha apresentou uma acusação formal contra um cidadão ucraniano suspeito de envolvimento na sabotagem do gasoduto Nord Stream, em setembro de 2022. A informação foi avançada pela estação pública alemã ARD (Tagesschau).
O arguido, identificado como Serhii Kuznietsov, foi extraditado para a Alemanha em novembro de 2025 e encontra-se detido em Hamburgo, onde deverá ser julgado.Esta é a primeira vez que as autoridades alemãs apresentam uma acusação formal relacionada com os ataques que destruíram três das quatro condutas dos gasodutos Nord Stream 1 e Nord Stream 2, infraestruturas que ligavam a Rússia à Alemanha através do Mar Báltico.Segundo a Procuradoria, Kuznietsov é acusado de ataques contra infraestruturas energéticas civis, um crime de guerra ao abrigo do direito internacional.
CIA sabia de sabotagem ao gasoduto russo Nord StreamOs investigadores alemães alegam que o antigo militar ucraniano liderava o grupo responsável pela operação. De acordo com a investigação, comandava o iate Andromeda, a partir do qual uma equipa de mergulhadores terá executado os explosivos colocados nos gasodutos.As autoridades sustentam, ainda, que o suspeito se incriminou em várias conversas telefónicas com amigos e conhecidos. Além disso, afirmam ter encontrado no telemóvel de Kuznietsov elementos de prova que o ligam diretamente à operação de sabotagem.
As explosões registadas em setembro de 2022 deram origem a uma das investigações mais complexas dos últimos anos, alimentando especulações e acusações entre vários países sobre a autoria do ataque às infraestruturas energéticas. Até agora, nenhuma pessoa tinha sido formalmente acusada no processo.Sabotagem do Nord Stream levou à maior libertação de metano pelo homemA sabotagem dos gasodutos russos Nord Stream em 2022 resultou na maior libertação de metano provocada pelo homem no planeta, indicou esta segunda-feira a Organização das Nações Unidas (ONU), referindo-se às conclusões de um estudo no qual participaram dezenas de cientistas.
Cerca de 70 cientistas de 30 organizações de investigação participaram no estudo que concluiu que a variação plausível da fuga registada no Nord Stream foi de 445.000 a 485.000 toneladas de metano — quantidade que representa mais do dobro do que se pensava anteriormente.De acordo com os especialistas, a curto prazo, essa fuga de metano — muito prejudicial para o ambiente — contribuiu para o aquecimento global na medida equivalente à utilização de oito milhões de automóveis num ano.










