Angola livre de minas em 2027
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Angola poderá ser considerada um país livre de minas a partir de 2027, a julgar pela intensificação da desminagem em curso em todo o território nacional, declarou sexta-feira na cidade do Huambo (centro), o ministro angolano da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, João Ernesto dos Santos.
Discursando no mesmo dia no acto de encerramento do Curso Técnico de Pesquisa e Mapeamento de Áreas Minadas, o governante anunciou que o país deverá apresentar, em 2027, dados fiáveis para a sua declaração como “livre de áreas minadas”.
“O engajamento exemplar das brigadas de desminagem está a tornar o país cada vez mais livre de minas e de outros engenhos explosivos”, garantiu Jão Ernesto dos Santos. “Para que possamos atingir esses desideratos, de deixar Angola sem minas em 2027, é crucial mantermos a actuação com elevado grau de empenho, dedicação e disciplina, bem como a aplicação estrita dos conhecimentos adquiridos, observando as normas de segurança estabelecidas pelos padrões internacionais de desminagem”, referiu.
Exortou especialistas do Centro Nacional de Desminagem (CND) e do sector de engenharia e infra-estruturas das Forças Armadas Angolanas (FAA) a prosseguirem com as acções que visam confirmar as áreas já desminadas.
João Ernesto dos Santos assegurou que o Executivo vai continuar a mobilizar recursos adicionais para que aos especialistas não lhes faltem a logística, meios de locomoção adequados, bem como equipamentos indispensáveis para o cumprimento do seu trabalho durante a desminagem no país.
As áreas livres de minas, disse o ministro, vão dar lugar a espaços para a construção de infra- -estruturas sociais, económicas e agro-industriais, que vão gerar um impacto directo na melhoria da qualidade de vida das populações antes afectadas por este problema.
O curso técnico de Pesquisa e Mapeamento de Áreas Minadas, que contou com a participação de 43 especialistas de brigadas de desminagem do CND e de engenharia e infra-estruturas das FAA, teve início no dia 10 de Março corrente.
Durante a acção formativa, ministrado por módulos, os formandos foram capacitados em matéria de gestão de campo, de informação, de leitura de carta topográfica e de técnica de pesquisa no terreno.
A formação contemplou, igualmente, matérias sobre execução de esboços, cujo objectivo visou o aperfeiçoamento em técnicas de aplicação de metodologias modernas de desminagem. O governador da província do Huambo, Pereira Alfredo, enalteceu a realização da formação, sublinhando que as técnicas de desminagem devem ser sempre actualizadas, o que, frisou, exige maior investimento.
“O objectivo é assegurar às unidades de desminagem capacidades logística e técnica suficientes, para atenderem às intervenções nas áreas ainda afectadas”, declarou o governador. Defendeu, por isso, a necessidade de recursos adequados, para manterem estáveis as equipas, veículos, equipamentos de detecção e armazenamento de materiais adequados. Também são necessários para a mesma meta sistemas de monitoramento que permitam avaliar o progresso de cada operação, segundo o responsável.
Além disso, ressaltou Pereira Alfredo, o apoio financeiro e institucional é fundamental para manter a mobilização comunitária, a segurança das populações locais e a confiança no facto de que o país caminha cada vez mais livre de minas.










