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CPMZ lança expansão do oleoduto Moçambique-Zimbabwe

A Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe (CPMZ) lança, na próxima quarta-feira, a primeira pedra em Nhamatanda, província de Sofala, para assinalar o início da construção de duas novas estações de bombagem em Nhamatanda, e em Messica, em Manica.

Uma nota da CPMZ salienta que o desenvolvimento irá aumentar a capacidade anual de transporte do oleoduto Beira-Feruka de três para cinco milhões de metros cúbicos até ao final de 2027. Novas estações de bombagem vão aumentar em 67% a capacidade do corredor Beira-Harare, apoiando a procura crescente na região da SADC

A expansão está a ser sincronizada com a modernização da Linha Petrozim, entre Feruka e Harare, criando um corredor energético alinhado e de maior capacidade, desde o Porto da Beira até ao interior da África Austral. A rota apoia a segurança energética não só em Moçambique e no Zimbábwe, mas também em mercados sem litoral, incluindo a Zâmbia, o Malawi, o Botswana e a República Democrática do Congo.

“O projecto surge na sequência do aumento bem-sucedido da capacidade do oleoduto pela CPMZ, de dois para três milhões de metros cúbicos anuais, em 2024. A construção e o arranque das novas estações de bombagem decorrerão sem interromper as operações diárias do oleoduto nem o abastecimento de combustível aos mercados regionais”, lê-se na nota da CPMZ.

Na cerimónia prevê-se a presença dos Chefes de Moçambique, Daniel Chapo, e do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa.

O oleoduto Beira-Feruka, com 294 quilómetros de extensão, é um elemento fundamental do Corredor da Beira, que liga o Porto da Beira ao Zimbábwe e ao restante hinterland da África Austral.

“A CPMZ e o Governo do Zimbabwe partilham uma visão de longo prazo de fazer do eixo Beira-Harare uma das principais rotas de abastecimento energético da África Austral, com Harare a assumir-se como um importante centro regional de distribuição”, sublinha a nota.

O planeamento de longo prazo inclui estudos para a substituição da actual linha por um oleoduto de maior diâmetro, capaz de satisfazer a procura de combustível projectada para a região até 2050. Está também a ser ponderada uma eventual extensão do eixo Harare-Lusaka até ao Copperbelt da Zâmbia.

Através destes investimentos, a CPMZ afirma estar a contribuir para a construção de uma rede regional de abastecimento de combustível mais resiliente, eficiente e integrada, apoiando a actividade económica, o comércio e a segurança energética em toda a SADC. 

Fundada em 1982, a Companhia do Pipeline Moçambique-Zimbabwe, Lda. opera segundo um modelo de governação público-privada, que reúne o Estado moçambicano e investidores privados.

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