CIÊNCIA

Apoios às empresas: "Banca está a ser egoísta"

O presidente da Associação de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo da Região de Leiria (Acilis) disse hoje que o dinheiro está a demorar a chegar às empresas afetadas pelo mau tempo, considerando que é um problema da banca.
“O dinheiro chegar às empresas, o apoio à tesouraria, que é aquilo que as pessoas neste momento precisam mais, não está a chegar, está a demorar“, afirmou à Lusa Lino Ferreira.O presidente da Acilis participou esta tarde, em Pombal, num debate regional sobre o programa PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência, organizado pela Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria.Para Lino Ferreira, o Governo “tem tido uma proximidade com as empresas” que “é muito boa”, considerando que a demora “é mais por causa da banca”.
“A banca está a ser um bocadinho egoísta. O Governo agilizou processos, pôs o Banco de Fomento a trabalhar, o Banco de Fomento está a por no terreno o apoio que tem dado, que é as garantias reais, mas depois a banca cria alguns problemas”, indicou, exemplificando com o pedido de avais.Para o presidente da Acilis, a “banca devia ser mais rápida e mais eficiente, até nos seus processos”.Na sua intervenção, esta tarde, o dirigente sublinhou que, ainda assim, “não há despedimentos nem encerramentos de empresas”, salientando que o ‘lay-off’ “está a funcionar bem”.Alertou também para a situação das pequenas microempresas em todo o concelho de Leiria, que “têm alguns problemas”.“No Norte do distrito, Castanheira [de Pera], Figueiró, Ansião, Alvaiázere, e até Pombal, há pequenos negócios em que as pessoas estão a passar dificuldade. Ficaram sem comunicações, sem energia, os produtos que têm foram todos destruídos e muitas destas empresas fazem um trabalho social”, referiu.
O debate desta tarde contou a presença do vice-presidente da CIM da Região de Leiria e autarca de Pombal, Pedro Pimpão, do presidente da Câmara de Castanheira de Pera, António Henriques, do presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Carlos Rabadão, e dos deputados da Assembleia da República Ricardo Carvalho (PSD), Catarina Louro (PS) e Luís Paulo Fernandes (Chega).Esteve ainda presente o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes.Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadasMYME // RBF

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