Deram uma mão para a redenção (mas ainda falta o resto)
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Para ser perfeito, mesmo perfeito, só faltava mesmo aquele livre trabalhado à entrada da área na segunda parte ter acabado com o hat-trick de Cristiano Ronaldo (do mal o menos, o aparatoso choque do avançado com o guarda-redes Abduvohid Nematov não deixou “marcas” aparentes). De resto, entre a frágil oposição de Uzbequistão, Portugal teve a melhor resposta possível após as críticas que surgiram na sequência de uma estreia em falso no Mundial com a RD Congo: goleada por números que podiam ser mais dilatados, um bis de Ronaldo, uma exibição gigante de Nuno Mendes entre vários destaques, elogios de Roberto Martínez sem esquecer “algum barulho e críticas sem sentido”, ambiente mais leve entre os jogadores após levarem “muita porrada”, trabalho com resultados de um herói invisível chamado Austin MacPhee, treinador que prepara as bolas paradas. Quer isso dizer que a redenção foi alcançada? Em parte, sim – mas ainda falta o resto.
O deslize inicial com a RD Congo fez com que a “normalidade” fosse quebrada. E que normalidade era essa? Portugal e Colômbia entrariam na última jornada com seis pontos, com vantagem nacional pela diferença de golos que fazia com que bastasse apenas um empate para carimbar o primeiro lugar. Assim, o topo do grupo K está à distância de uma vitória. É assim tão importante? Sim, mais do que parece. Falando num plano que é ainda meramente teórico, e que ficará definido até à madrugada de domingo (a Seleção joga no domingo às 00h30 em Miami com os cafeteros), se Portugal acabar em primeiro terá um adversário mais “acessível” nos 16 avos, foge a candidatos nos oitavos e, no máximo, pode defrontar a Argentina nos quartos. Já se acabar em segundo deve cruzar com Gana ou Croácia e corre o risco de ter a Espanha pela frente nos oitavos. Nada se ganha e nada se perde passando em primeiro ou segundo do grupo K mas ainda assim…
A questão dos emparelhamentos é agora a chave para os próximos passos do Campeonato do Mundo, com encontros já definidos nos 16 avos que podiam ser apenas mais um jogo da fase de grupos, como o EUA-Bósnia ou o Canadá-África do Sul, e outros que podiam representar duelos dos oitavos ou dos quartos, como Países Baixos-Marrocos ou Brasil-Japão. Pode acompanhar aqui tudo sobre o Mundial-2026, incluindo liveblogs diários, reportagens nos EUA ou as crónicas de todas as partidas numa semana que ficou marcada pelo regresso de Neymar no triunfo do Brasil frente à Escócia, pela reviravolta do Equador diante da Alemanha, pela estreia de Ochoa pelo México, pela celebração da Noruega após novo sucesso frente ao Senegal e de mais noites de sonho de Lionel Messi, Haaland e Kylian Mbappé (num jogo com quatro horas).
Nas modalidades, e na antecâmara da apresentação das equipas do Tour no final da semana, arranca em Londres o terceiro Grand Slam da temporada no ténis. Nuno Borges e Jaime Faria, que passou o qualifying, são os dois jogadores nacionais a marcar presença em Wimbledon, numa edição mais aberta do que nunca que tem como grande destaque o regresso de Serena Williams, segunda tenista com Majors de sempre (a um de Margaret Court), aos 44 anos. Este sábado, devido ao início da prova em relva, jogam-se já as finais dos quatro torneios da semana, entre os ATP de Eastbourne e Maiorca e os WTA de Eastbourne e Bad Homburg.
Este fim de semana terá mais cinco grandes destaques, das pistas às estradas passando pelos pavilhões: o Grande Prémio da Áustria em Fórmula 1, depois de um triunfo de Lewis Hamilton 686 dias depois em Barcelona (qualificação no sábado às 15h, corrida no domingo às 14h); o Grande Prémio dos Países Baixos em MotoGP, numa semana em que a Ducati anunciou a saída do bicampeão Pecco Bagnaia no final da época (sprint no sábado às 14h, corrida no domingo às 13h); o decisivo jogo 5 da final da Liga de futsal na Luz entre Benfica e Sporting, na sequência do triunfo dos encarnados no jogo 3 e da vitória dos leões no jogo 4 (domingo, 20h); o Campeonato Nacional de Estrada de elites masculinas, em ciclismo (domingo, 12h); e a passagem da Liga Diamante de atletismo por Paris, um dos pontos de maior interesse (domingo, 17h).
1
Depois de uma primeira parte “morna”, golos de João Rodrigues e Viti no último minuto antes do intervalo desequilibraram em definitivo jogo 3 da final, que carimbou o título com invencibilidade (3-1).
2
Ciclista esloveno Tadej Pogacar venceu a quinta e última etapa da Volta à Suíça. Torna-se assim o vencedor da prova e assinala a 12.ª vitória de etapa nesta temporada.
3
O piloto espanhol Marc Márquez (Ducati) venceu o Grande Prémio da República Checa de MotoGP, 9.ª ronda do Campeonato do Mundo de Velocidade, e subiu ao 4.ª lugar da classificação.
Mundial 2026
Francisco Marcos foi jogador, treinador, agente e dirigente. O português, que está no Hall of Fame, mudou o futebol nos EUA e já foi a 15 Mundiais. Entrevista do Observador em Houston.








