CIÊNCIA

14h. Número de mortos na Venezuela sobe para 589


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Miguel Videra com o Jornal das Duas. Miguel, começamos este jornal com uma atualização do número de mortos na Venezuela: subiu para 589.
Número revelado pela presidente interina Delcy Rodríguez. Representa mais do dobro face ao último balanço divulgado esta madrugada. O número de feridos também continua a aumentar, chega agora quase aos 3 mil.
E entre as vítimas mortais há nove portugueses e lusodescendentes.
Disse mesmo o teu conte esta manhã, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e há pouco o ministro com esta pasta, Paulo Rangel, avançou com mais alguns detalhes.
Ontem eram quatro homens e duas mulheres, quatro lusodescendentes e dois nacionais. Um homem e uma mulher nacionais e depois repartidos os outros quatro. Com estes três, sinceramente, não sei. Sei que são lusodescendentes, seguramente, mas se têm nacionalidade portuguesa ou não, não sei. Estou convicto que eram três homens, mas sinceramente, isso foi uma coisa que ficou sob confirmação e eu talvez até já tenha essa informação comigo, mas não fui verificá-la porque não tive tempo.
Explicação do Ministro dos Negócios Estrangeiros à margem de uma cerimônia evocativa de adesão de Portugal à União Europeia, que decorreu esta manhã no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa. Paulo Rangel disse também que a missão portuguesa de apoio à Venezuela deve partir ainda esta sexta-feira.
Será hoje, com certeza. Provavelmente, já serão dois aviões. Um sairá com certeza ainda hoje, julgo que durante a tarde, é a nossa expectativa. O outro provavelmente terá de sair só amanhã, justamente para gerirmos esse fluxo e especialmente a repartição do território. E também tem que perceber, as pessoas que chegam, depois têm que ser elas próprias instaladas. Portanto, isto requer uma logística. Felizmente, está a haver ajuda internacional bastante relevante, mas com alguma dificuldade de recepção, porque as condições não são as melhores. E portanto, tudo isto está a tomar talvez um pouco mais de tempo, no nosso caso, do que seria expectável, mas julgo que hoje à tarde sairá com certeza o primeiro voo, se não sair também o segundo.
É essa a expectativa do chefe da diplomacia portuguesa.
De acordo com as Nações Unidas, à Venezuela já chegaram equipes enviadas por 16 países.
Alguns europeus, o caso de Espanha e Alemanha, ajuda preciosa, tendo em conta, por exemplo, as queixas de que faltam equipes de socorro. É o que sobressai, por exemplo, de uma reportagem feita pelo jornal El Nacional, no estado de La Guaira, o mais afetado pelos terremotos. A população, Laura Figueiredo, clama por ajuda.
Sozinhos e desamparados, é o grito de socorro que chega de La Guaira, uma das regiões mais devastadas pelos violentos sismos que abalaram a Venezuela na passada quarta-feira. Os habitantes queixam-se de que a ajuda tarda em chegar à costa central. Os relatos recolhidos pelo jornal El Nacional dão conta de que no terreno a presença de equipes de resgate oficiais é praticamente inexistente e perante este cenário são os próprios sobreviventes, vizinhos ou familiares quem lidera as buscas. Sem material apropriado, tentam remover os escombros na esperança de salvar pessoas que continuam soterradas sob os edifícios que colapsaram. É, por exemplo, o caso de Mário Córdoba e Maria, casal que viajou de Caracas para La Guaira para ajudar nos trabalhos de resgate. Maria conta que chegou a ouvir um pedido de socorro vindo do meio dos escombros, seguido de um silêncio definitivo. Outro relato chega de Anete Paredes, sentada ao lado do corpo do neto de 15 anos, tapado por um lençol, enquanto esperava pela chegada dos meios de socorro. A mulher explicou ao jornal venezuelano que a criança morreu asfixiada enquanto os pais o tentavam proteger do sismo. Há também quem critique duramente o governo venezuelano. É o caso de um jovem de La Guaira que falou sob anonimato. Relata que cerca de 20 horas depois dos sismos ainda não tinha chegado ajuda ao bairro de Tanaguarena, nem qualquer agente de segurança ou socorro. O rapaz alega que o governo não está preparado para situações como esta, desde que não tem recursos e que a única coisa que sabe fazer é ir passear, tirar fotografias e ir embora.
As queixas de quem vive em La Guaira, o estado venezuelano mais afetado pelos terremotos de 7.2 e 7.5 na escala de Richter, testemunhos recolhidos pelo jornal El Nacional e aqui trazidos à antena do Observador pela jornalista Laura Figueiredo.
O Parlamento assinou esta manhã os 50 anos das autonomias regionais, de olhos postos nos terremotos na Venezuela.
O país que acolhe uma expressiva comunidade portuguesa, boa parte oriunda do arquipélago da Madeira, foram convidados para estas comemorações os líderes das assembleias legislativas regionais e os presidentes dos governos regionais, que deixaram uma lista de encargos ao governo da República, mas Miguel Vieira Dias, foi a solidariedade com o povo da Venezuela que marcou o arranque das diferentes intervenções.
O dia foi marcado para ser de festa, mas a tragédia na Venezuela acabou por ser a principal preocupação.
Enviar, como Portugal vai enviar, uma força de intervenção da Proteção Civil, no sentido de resgatar aquilo que ainda é possível resgatar de vítimas nos escombros. É uma tragédia monumental e neste momento urge toda a ajuda.
Miguel Albuquerque, que elogiou a postura do governo português perante Felipe Sousa, deputado madeirense dos Juntos pelo Povo, que não conseguiu fugir à emoção.
Uma palavra muito sentida de solidariedade para com o povo venezuelano que neste momento de sofrimento ultrapassa um enorme drama que aflige muitos nossos conterrâneos.
Felipe Sousa, de voz embargada, numa sessão em que o líder do governo da Madeira pediu uma nova lei das finanças regionais e uma revisão constitucional que dê mais poderes às autonomias, garantindo que não está a pedir favores.
Não precisamos nem queremos favores da República.
Nós queremos ser tratados com equidade e não precisamos de proclamações de amor à pátria e de amor às autonomias. O que nós precisamos é de decisões da República.
E o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, puxou dos galões da importância estratégica da região autónoma para reclamar mais investimento.
O reconhecimento do valor dos Açores não pode ficar apenas nas palavras, tem de traduzir-se em cooperação ativa e em investimento em infraestruturas críticas estratégicas.
A fechar a cerimónia, em que discursaram também os líderes parlamentares regionais, Aguiar Branco saiu em defesa de uma revisão do modelo de financiamento das autonomias.
Há quem veja a lei das finanças regionais como uma espécie de mesada a dar a um filho mais velho. Precisamos, sim, de rever a lei das finanças regionais.
O presidente da Assembleia da República nas comemorações dos 50 anos das autonomias regionais da Madeira e Açores.
Miguel Vítor Dias com os destaques da sessão comemorativa das autonomias regionais da Madeira e dos Açores. Contou ainda com a presença de dois antigos líderes históricos, Robert João Jardim, da Madeira, Carlos César, dos Açores.
Rui Tavares vai deixar a liderança do LIVRE.
Partido que fundou e liderava desde 2022. O LIVRE tem congresso em julho. Ontem ficou a conhecer-se a lista proposta pelos elementos da atual direção e Rui Tavares surge no terceiro lugar. Ou seja, os candidatos a porta-vozes do partido são dois. São Jorge Pinto e Isabel Mendes Lopes, os dois primeiros da lista de candidatos. Tendo em conta a limitação de mandatos, Rui Tavares cumpre o último mandato na direção do partido, fica até 2028 e depois só pode voltar a candidatar-se em 2030.
No Mundial de Futebol, o selecionador nacional faz mais, logo às 17h, a antevisão do jogo frente à Colômbia.
O último jogo da fase de grupos é decisivo para as contas do primeiro lugar. À partida para este encontro, a Colômbia lidera com seis pontos, mais dois que Portugal. À equipa das Quinas só a vitória interessa. A conferência de imprensa, como referias, Nelson, está marcada para as 17h, hora de Lisboa. No menu do dia temos os derradeiros jogos do grupo E, França e Noruega, com seis pontos, decidem quem fica em primeiro e segundo lugar. No outro jogo do grupo, Senegal e Iraque procuram garantir os primeiros pontos na competição. Destaque ainda para o decisivo Cabo Verde-Arábia Saudita, do grupo H. Em caso de vitória, os Tubarões Azuis garantem a passagem aos 16 avos da competição. A bola começa a rolar à 01h.
Há também à 01h esse Uruguai-Espanha, com movimentações na seleção uruguaia. Parece que se revoltaram com o treinador Bielsa. É um assunto que está em destaque na edição de hoje de “O Campeão É”, que já encontra em podcast. Miguel, que outras notícias estão em destaque a esta hora?
A Vodafone decidiu não cobrar qualquer valor pelas chamadas e mensagens SMS feitas de Portugal para a Venezuela durante os próximos sete dias. A operadora segue o exemplo da NOS, que ontem também anunciou uma isenção de custos até ao próximo dia 5 de julho. Um sismo de magnitude 6,8 atingiu as Filipinas. O tremor sentiu-se na ilha de Mindanao, no sul do arquipélago. De acordo com o centro alemão GFZ, o sismo ocorreu a uma profundidade de 29 km. Já há cerca de duas semanas, na mesma região, um sismo causou mais de 40 mortos e 20 mil desalojados. Também no Japão foi esta manhã registado um sismo de magnitude 5,8. O impacto fez-se sentir na área metropolitana de Tóquio. Este sismo acontece um dia depois de, na madrugada de quinta-feira, outro forte sismo, desta feita com magnitude de 6,9, ter abalado a costa norte do Japão. O preço do gasóleo e da gasolina deve manter-se na próxima semana. De acordo com o vice-presidente da Associação Nacional dos Revendedores de Combustíveis, a ANAREC, Mafalda Trigo, a cotação dos mercados internacionais mantiveram-se estáveis esta semana. Assim, o preço médio da gasolina simples 95 deve manter-se nos 1,8 € por litro. O gasóleo deve rondar os 1,7.

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