CIÊNCIA

Sismos. Novo balanço aponta para 235 mortos e 4.300 feridos

Luso-venezuelanos de La Guaira conseguiram falar com familiares
Vários portugueses e luso-venezuelanos que se encontram no estado de La Guaira, a região mais afetada pelos dois sismos que quarta-feira abalaram a Venezuela, conseguiram dizer por telefone à família que estão bem.
“Não havia eletricidade, nem sinal no telemóvel, estávamos praticamente isolados e por isso não foi possível dizer aos nossos familiares que estávamos bem, o que já fizemos há pouco”, explicou um luso-venezuelano à Lusa.
Pedro Abelardo Ferreira, 30 anos, explicou ainda que vive em Maiquetía, onde há “uma rua que ficou irreconhecível” devido ao derrube de vários prédios.
Apesar de já ter conseguido carregar a bateria do telemóvel e ter contactado os familiares, explicou que está preocupado porque são constantes as réplicas dos sismos, embora de intensidade reduzida.
“A terra está frequentemente a tremer, já sentimos muitas dezenas de réplicas, que chegam acompanhadas de um forte ruído desde o centro da terra, o que causa ansiedade e às vezes as pessoas gritam”, explicou.
Abelardo Ferreira disse ainda que as autoridades locais estão a disponibilizar, num estádio, gratuitamente, uma ligação à internet sem fios para quem precisar contactar familiares.

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