PCP diz que PS deu a mão a um Governo "derrota e isolado"
PAULO CUNHA/LUSA
O secretário-geral do PCP disse este domingo que o PS deu a mão a um Governo “derrotado e isolado” para salvar a Prestação Social Única (PSU) e defendeu que a derrota do pacote laboral é uma vitória dos trabalhadores.
Numa conferência de imprensa após uma reunião do Comité Central do PCP, na sede nacional do partido, em Lisboa, Paulo Raimundo considerou que “há um Governo derrotado e isolado que o Partido Socialista entendeu dar a mão para salvar a Prestação Social Única”.“A mão que o Partido Socialista deu ao Governo para salvar a PSU não resolve nenhum problema da PSU”, acrescentou o líder do PCP.Raimundo lembrou a falta de espaço para discutir a PSU durante o processo, sublinhando que a questão do PCP não é a quem é que o Governo se aproxima, mas sim as consequências das políticas que são tomadas, recusando ainda que o Governo está a ser empurrado para a agenda do Chega.
“A Iniciativa Liberal é a grande lebre, é aquilo que dá a orientação ideológica de fundo. O Chega tem o papel de abre-latas, é o que abre a lata da política, e o Governo concretiza a política”, explicou o secretário-geral do PCP.Já sobre a reforma laboral, Paulo Raimundo voltou hoje a dizer, depois de o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, ter reclamado a vitória da derrota do pacote laboral para os socialistas, que a vitória do chumbo das alterações à lei laboral é totalmente dos trabalhadores e da CGTP e sobre a qual “o PCP tem um papel importantíssimo pela sua determinação, por nunca ter vacilado, por ter feito tudo o que estava ao seu alcance”.“É uma grande vitória dos trabalhadores, acima de tudo, pelo que significa na vida de cada um dos trabalhadores, pelo caminho que abre, e é uma grande vitória da CGTP, que nunca vacilou em todo este processo, pelo contrário, mostrou a sua força”, acrescentou.No fim da reunião do Comité Central do PCP, Paulo Raimundo deixou ainda um aviso sobre a lei laboral: “Podem voltar à carga, tentar passar à peça o que não conseguiram em conjunto, que encontrarão novamente a força, a organização, a unidade e a rejeição dos trabalhadores.”










