CIÊNCIA

Lisboa terá uma nova estação fluvial no Parque das Nações

Lisboa terá uma nova estação fluvial no próximo ano, no Parque das Nações, que será complementar às já existentes, anunciou no domingo a vereadora de Projetos e Obras em Espaço Público do município, Joana Baptista.
“Vamos restabelecer a estação no Parque das Nações [que existiu durante a Expo’98]. [Para que] em 2027 os barcos que vão ao Cais do Sodré e ao Terreiro do Paço venham também ao Parque das Nações”, disse a vereadora Joana Baptista (independente indicada pelo PSD) à agência Lusa e à Rádio Renascença, à margem da conferência de imprensa de balanço do 11.º Rock in Rio Lisboa, que terminou no domingo, no Parque Tejo.Em janeiro deste ano, o presidente da TTSS: Transtejo Soflusa, Rui Ribeiro Rei, referiu que a empresa, que assegura as ligações entre Lisboa e a margem sul do rio Tejo, estava a estudar uma possível ligação ao Parque das Nações.Além disso, ainda de acordo com a vereadora da Câmara Municipal de Lisboa, “vai haver um terminal específico em 2028 para o Rock in Rio”, no Parque Tejo, que “poderá ser provisório”.
“Mas se for bem-sucedido, por que não ficar definitivo?”, questionou.O Parque Tejo é um recinto ao ar livre em frente ao rio Tejo, próximo da ponte Vasco da Gama, que acolheu em 2023 a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), e para onde o Rock in Rio Lisboa se mudou em 2024, após nove edições no Parque da Bela Vista, na zona de Chelas.Ainda no âmbito da mobilidade, Joana Baptista recordou o “há muito prometido” elétrico 16 (16 E), que “há de vir do Cais do Sodré até ao limite oriental da cidade”.“Há de vir aqui até 2029/30, a Carris a trabalhar sobre esse projeto”, referiu, salientando que “tudo isto demora”.Em maio do ano passado, o presidente do Conselho de Administração da Carris tinha apontado a conclusão do projeto do 16 E para 2028.Em junho do mesmo ano, Pedro Bogas explicou tratar-se de “uma linha com 12 quilómetros de via totalmente dedicada e que vai ter 18 paragens aproximadamente, e uma excelente velocidade comercial”, prevendo-se o tempo estimado de viagem de 22 minutos, contra os atuais 42.
O elétrico 16 E integra-se no desenvolvimento do projeto designado Linha Intermodal Sustentável (LIOS), sem data prevista de conclusão.Com esta ligação será possível ter o arco ribeirinho desde o Parque Tejo até Algés (já em Oeiras) todo ligado.

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