Calor. "A proteção florestal é o que preocupa mais"
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Começa agora o Explicador das manhãs 360. Vamos tentar perceber como é que as autarquias se estão a preparar ou se já prepararam para esta onda de calor. São nossos convidados os presidentes de câmara de Braga, João Rodrigues, de Leiria, Gonçalo Lopes, e do Entroncamento, Nelson Cunha. A moderação é do Paulo Ferreira e da Carla Jorge Carvalho.
Bom dia, obrigado aos três pela disponibilidade para estarem conosco esta manhã. João Rodrigues, bem-vindo. Começando por si, no caso de Braga, já estão identificados os lugares temporários de arrefecimento para a população e a população já sabe quais são?
Sim, muito bom dia e muito obrigado pelo convite. Sim, nós temos já diversos lugares identificados, temos instalações municipais e das Juntas de Freguesia prontas a receber as pessoas, caso assim seja necessário. E a população vai sabendo quais são, presumo eu. A Câmara Municipal já comunicou os locais. São locais, em primeiro lugar, as próprias instalações da Câmara Municipal e depois há alguns pavilhões espalhados pelas freguesias, repito, em articulação com as Juntas de Freguesia, para podermos receber as pessoas. Sendo certo que a nossa preocupação, a nossa e a de todos, vai muito para além desses locais onde podemos receber as pessoas, mas percebemos também que grande parte do desconforto térmico que as próprias habitações das pessoas hoje não conseguem solucionar e não conseguem precaver, que podemos ter que receber algumas pessoas nalguns espaços. Ainda não tivemos, até hoje, até porque já ontem se fez sentir muito calor e já tínhamos estes locais disponibilizados à população. Não tivemos ainda nenhuma interpelação, nem por parte diretamente de nenhuma pessoa interessada, nem por parte das Juntas de Freguesia ou das unidades locais de proteção civil, que poderiam comunicar à Câmara Municipal essa necessidade. Mas caso venha a acontecer, e sobretudo até domingo, porque até domingo se espera que estas temperaturas se façam sentir, temos esses lugares disponíveis para receber a população.
Gonçalo Lopes, bom dia, bem-vindo também a este Explicador. No fundo, a mesma questão, neste caso para Leiria, se em termos logísticos está tudo preparado para a eventualidade de haver pessoas que precisam, de facto, de espaços mais climatizados.
Sim, temos o aviso que lançámos, também acaba por divulgar a possibilidade de poder estar em sítios mais confortáveis nas nossas freguesias e colocamos também como referência a sede das Juntas de Freguesia e também os edifícios públicos municipais. No nosso caso, para além do reforço da comunicação pública, que está a ser direcionada sobretudo para esta temática, houve também preocupação com a condição de trabalho dos nossos colaboradores, sobretudo aqueles que têm trabalho de rua. E também, nós, no nosso caso particular, temos aqui um risco acrescido, que é o risco florestal, e portanto, temos as nossas equipas também em vigilância para monitorizar e vigiar aquilo que é a floresta tombada pelas tempestades. Portanto, temos estas três linhas de trabalho, mas o apelo é mais dirigido à população para que tenha um comportamento e o cuidado de se hidratar, de evitar exposições solar nas horas de maior exposição. E portanto, esta é a nossa preocupação principal, sabendo que dentro deste aviso, existe na população algo que devemos ter um cuidado reforçado, que é a população idosa, onde estamos em contacto já com os lares e, sobretudo, referenciando as populações com mais idade para ter estes cuidados acrescidos, usando para o efeito as nossas unidades de proteção civil local, que estão a acompanhar, sobretudo, essa população com mais idade.
E, portanto, tudo a funcionar em Leiria, digamos assim, preparados para o que pode acontecer e para as previsões de temperatura. No mesmo sentido, seguimos também ao encontro do autarca da Câmara do Entroncamento. Nelson Cunha, bom dia, bem-vindo também. O Entroncamento espera temperaturas muito altas para os próximos dias, máximas de 41 graus hoje, ou melhor, de 42, exatamente, 41 hoje, 42 amanhã. O fim de semana também vai ser muito difícil. A população sabe também o que fazer no Entroncamento?
Muito bom dia. Sim, temos divulgado todas as medidas preventivas, bem como o alerta elevado que nos encontramos no momento. Estamos a falar para o Entroncamento, usando os dados do IPMA, cerca de 44,5 graus para o dia de hoje. Dá uma média de 43 graus durante estes próximos quatro dias. Portanto, temos noites muito quentes também, com mínimas que deverão rondar os 28 graus. Ou seja, são dias muito exigentes, não só pelas temperaturas, mas também porque as noites serão muito quentes. E o que acontece é que as estruturas têm pouco tempo para dissipar o calor e recuperar entre o dia e o outro, e aumenta assim o risco de desidratação, exaustão e golpes de calor, sobretudo entre as pessoas que são hoje consideradas mais vulneráveis, mas também potencia o risco de incêndio no nosso território. E perante estas previsões, entendemos que a resposta, e isso é a articulação que fizemos, constituímos uma comissão de acompanhamento coordenada por nós enquanto município, que reúne presidentes de junta e as principais entidades do Conselho, nomeadamente lares, escolas públicas, privadas, unidade de saúde, os bombeiros, PSP, Santa Casa, o regimento de manutenção também tem aqui um papel muito importante. E agilizamos aqui não só a divulgação apropriada dos lugares de refresco, digamos assim, já identificados e já preparados, e esperemos que não seja, obviamente, necessária a sua utilização, mas do nosso lado, aqui estaremos preparados para reagir atempadamente em situações de maior vulnerabilidade, de forma rápida e eficaz.
Estamos aqui a falar de comportamentos de prevenção. João Rodrigues, presidente da Câmara de Braga, há, no entanto, uma preocupação grande com a capacidade de resposta que os serviços de saúde terão para situações mais graves que possam acontecer. Como é que em Braga isso está a ser gerido e que preocupações é que tem neste momento relativamente a essa capacidade de resposta?
Sim, esse tipo de resposta, a risco de dizer, até é mais importante, que é a capacidade dos hospitais, e neste caso aqui em Braga, do Hospital de Braga, poderem dar resposta a situações de emergência, na certeza de que a procura dos hospitais com este estado de tempo, pessoas com problemas cardiovasculares, ainda há pouco ouvíamos na própria Rádio Observador a falar-se disso.
Vai acontecer, não é? Sabemos que vai acontecer essa procura.
Sim, temos a certeza que vai acontecer. Só conseguimos chegar aos números depois, como é óbvio, mas sabemos que essa procura vai acontecer. De resto, como acontece sempre que há este tipo de vagas de calor. Obviamente que a Câmara Municipal não tem poder de ingerência na gestão hospitalar, agora tem um poder de acompanhar e ainda ontem estive com o presidente da Unidade de Saúde de Braga, o presidente do Conselho de Administração do hospital, e falámos exactamente sobre isso, sobre a necessidade que há nesta altura de as unidades hospitalares e os centros de saúde, quando estão abertos, de estarem preparados para este aumento da procura, que é certo quando isto acontece. Agora, eu acho que há aqui uma outra vertente que se tem falado menos, porque de facto estamos preocupados. Eu acho que há a questão das pessoas propriamente ditas e depois do património. Nós neste momento temos um incêndio às portas da cidade já, e são 9h00, que está em Famalicão, ainda não chegou a Braga, e isso também nos preocupa muito, que é a capacidade de termos vigilância florestal, termos o dispositivo municipal de prevenção de fogos e de combate a incêndios activo, e que nós estamos a esforçar muito para além de todas aquelas medidas que podemos aplicar. E eu acho que os municípios aqui depois acabam, felizmente, por ser algo inventivos. Quer dizer, nós vamos ter as piscinas gratuitas, nós vamos ter uma série de coisas que são mais vendáveis do ponto de vista daquela que é a atuação da Câmara. Mas aquilo que me preocupa mesmo neste momento, enquanto Câmara Municipal, tem a ver com a vigilância florestal e com a forma como o dispositivo municipal de Proteção Civil está a funcionar. Nós temo-lo todo activo, temos as diversas unidades locais de Proteção Civil, que são unidades compostas muitas vezes por voluntários, com formação para tal, das diversas freguesias do concelho. Isso é que me preocupa muito, porque, repito, nós ainda vamos no início destes longos três dias, ou que se esperam serem três dias longos, e já temos um incêndio às portas da cidade.
Mas João Rodrigues, sente que o dispositivo este ano não está melhor preparado do que estava no ano passado, por exemplo?
Não, eu acho até que está melhor preparado, e eu falo no caso de Braga, está melhor preparado, há um investimento muito maior, há uma coordenação muito maior. Agora, também me parece que o verão vai ser muito diferente daquilo que foi no ano passado. E isso é que me preocupa. Preocupa-me não por eu achar que está alguma coisa a falhar, mas porque temos que estar alerta, temos que estar claramente atentos àquilo que aí vem. Na certeza também, parece-me que este tipo de casos vão avolumar ao longo dos próximos anos, porque não é normal, de facto, e aí não se pode imputar a responsabilidade a ninguém de forma direta, mas estas temperaturas são absolutamente absurdas. Quer dizer, ontem eram 2h00 e a temperatura em Braga rondava os 23, 24 graus. E se era normal isto acontecer uma vez durante o ano, em anos anteriores, não é normal isto acontecer de forma tão continuada e em tantos dias seguidos. E isso preocupa-me muito.
Acrescentando a esta situação que está a atingir ou há de atingir todo o território nacional, acrescentando a isto a devastação que aconteceu na região Centro, e agora Gonçalo Lopes, é para si e para o autarca de Leiria. A questão do risco de incêndio é de facto o mais preocupante nesta altura também para si?
Sim, é uma das principais preocupações. O dispositivo neste momento tem um reforço de vigilância. Todas as operações de desimpedimento dos caminhos florestais está realizado, os principais caminhos. As equipas de limpeza acabam por estar em prontidão e, portanto, fazem também um trabalho de vigilância e um reforço extraordinário, tendo em conta a missão que temos. E há um trabalho muito preocupante ou de maior alerta nas zonas críticas, sobretudo nas áreas florestais que foram afetadas pela tempestade Ciaran, mas também as zonas em que há transição entre floresta e zona urbana, onde já se garantiu também aquilo que é a questão da faixa de combustível e sobretudo a vigilância nas zonas onde há um histórico de emissões, onde contamos com a colaboração da GNR, mas também das unidades de Proteção Civil locais, que no fundo é a ferramenta em que usamos o voluntariado das pessoas das freguesias, onde ao longo dos últimos dois anos temos formado para estas atividades de vigilância e tem sido um fator de resiliência da população em situações de crise. E, portanto, esta é também uma mais-valia, ter um exército voluntário nesta missão.
Para ajudar nessas tarefas. Gonçalo Lopes, sobre a questão concreta das árvores que caíram, que tombaram durante a tempestade, consegue ter uma ideia do trabalho que foi feito nestes meses para as retirar e recolher? Conseguiram fazê-lo na sua maioria, há muito ainda por fazer?
Não, foi impossível a retirada de 10 mil hectares de floresta. Isto é o tamanho do concelho de Lisboa. Isso vai demorar anos. Houve tempestades idênticas, já que houve em França, houve pessoas, equipas, até de portugueses, que foram para ajudar na limpeza da floresta. O essencial aqui é fazer gestão de risco e, portanto, desimpedir os caminhos e depois acionar, sobretudo, as zonas mais perigosas e ter o dispositivo montado para que isso seja realizado. Nós atualmente temos cerca de 1100 hectares limpos, o que representa 10% do território que estamos a falar.
É uma preocupação maior
É a gestão daquilo que é possível em poucos dias, fazer a limpeza, e naturalmente ter aqui um reforço, sobretudo na limpeza dos caminhos, onde estamos a falar de uma distância que tem vindo a aumentar, porque depois vamos anexando caminhos, que é superior a 1000 km, o que dá quase para atravessar Portugal de norte a sul.
Deixe-nos ouvir Nelson de Cunha sobre essa preocupação também dos incêndios. Entroncamento também bem no centro do país, também uma mancha florestal digna na região. É também, Nelson de Cunha, uma preocupação até superior à questão da onda de calor e do impacto nas populações?
No Entroncamento, nós somos o concelho mais denso populacionalmente falando, ou seja, a nossa malha urbana é muito extensa, embora sejamos um concelho pequeno, é verdade. Mas não obstante a isso, não tendo uma área florestal muito densa, uma área muito grande, o que nós fazemos no Entroncamento é, tendo os concelhos vizinhos, nós temos duas torres de vigia e providenciamos uma vigilância muito apertada, muito acentuada para os concelhos vizinhos. Basicamente, é uma cidade também muito plana. E é nesse sentido que temos agido com a Proteção Civil, temos sempre alguém no ativo para providenciar este serviço de alerta, de entreajuda com os municípios, com os concelhos vizinhos. E no Entroncamento, sendo uma malha urbana muito extensa e muito densa, seguimos aquilo que têm sido as recomendações feitas pela própria SNS, entre outras medidas preventivas já divulgadas também pela nossa parte, enquanto município, para as pessoas com 65 ou mais anos, para as crianças e para a parte estrutural, para que se mantenham frescos, que optem por ter as suas casas fechadas com estas temperaturas e tentar refrescar o máximo durante a noite. No que diz respeito, e voltando à parte dos incêndios, o risco é elevadíssimo neste momento e concentramo-nos então a fazer aqui um apoio, digamos, também intermunicipal.
João Rodrigues, regressando a si e olhando para a experiência de Braga, como é que está a ocorrer a articulação com o governo? Sabemos sempre que o ataque a estas situações requer sempre a participação do Estado central e depois as autarquias. E também para saber se o plano foi apresentado com a devida antecedência ou se devia ter sido apresentado antes.
Mas que plano?
João Rodrigues. Nelson Cunha, já lá vamos novamente. João Rodrigues, agora, por favor.
Sim, mas que plano? Desculpe, não percebi.
O plano apresentado ontem pelo governo, de contingência para esta onda de calor.
Eu acho que a onda de calor, eu acho que um dos grandes problemas de todas essas questões, e sempre que falamos disto, é o alto grau de imprevisibilidade, ou melhor, mais do que a imprevisibilidade, é quase o imediatismo de quando nos apercebemos de que algo vai acontecer. Uma coisa é nós sabermos que algo vai acontecer e demorarmos a reagir. Agora, se só conseguimos perceber os fenômenos muito perto da data desses fenômenos, é natural que comuniquemos planos de prevenção, de intervenção, de salvaguarda, do que entendermos, perto do acontecimento propriamente dito. Nós, da parte do Estado central, não temos, neste momento, reclamação nenhuma a fazer, sendo certo que as estruturas de proteção civil funcionam muito, está na sua natureza, é assim que estão organizadas, depende muito de cada uma das Câmaras Municipais, depende muito também das estruturas intermunicipais de proteção civil, designadamente ao nível distrital e ao nível das CIM, das Comunidades Intermunicipais. E nós aí estamos manifestamente bem articulados. Eu aqui acho que o grande desafio, honestamente, eu acho que do ponto de vista técnico e de quem trabalha nesta área, de quem se prepara e de quem se precaver nesta área, o trabalho está a ser bem feito. Eu acho que a grande dificuldade é mesmo por aquilo que eu comecei a responder a esta questão, que é o alto grau de imprevisibilidade e a forma como tudo isto muda de um dia para o outro. Nós há três, quatro dias estávamos a ter temperaturas anormalmente baixas para esta altura do ano.
Sim, é verdade. É mais difícil reagir e criar mecanismos com esta imprevisibilidade.
Claro.
Nesse sentido, também, Gonçalo Lopes, a comunicação que o governo e as instituições ligadas à saúde fizeram ontem naquela conferência de imprensa foi útil? A articulação com o município de Leiria já funcionava e funciona antes desse momento, que terá sido mais mediático?
Sim, eu acho que a questão dos avisos é uma das problemáticas que tem que ser debatida e, sobretudo, deve ser melhorada. Nós temos o exemplo do aviso da tempestade Cristina, em que o aviso de mudança para vermelho em Leiria foi às duas horas e 57, e começava às três da manhã. Portanto, é como o presidente da Câmara de Braga estava a dizer, o João Rodrigues, há situações em que somos apanhados de surpresa. Esta é uma onda de calor que tem outro nível de previsibilidade e, no meu entender, os avisos em vermelho devem ter um reforço daquilo que é a presença das figuras de governo, de modo a que haja uma preocupação acrescida por parte das populações, porque a questão do aviso vermelho, não devendo ser banalizado, existe uma atração superior sempre que tem um rosto mais conhecido, mais mediático e que tem mais poder na estrutura de governação. E por isso a envolvência de várias figuras responsáveis na área da saúde, da área do governo, é importante para criar essa preocupação acrescida. E, portanto, acho que esta preocupação com o aviso vermelho é ajustada. E em situações mais extremas, deverá ser a primeira figura do governo a dar a cara para que possa alertar todos os tipos de comportamentos Que a população deve ter, porque infelizmente banalizou-se a utilização de avisos por SMS e outros, que faz com que as pessoas, às vezes, nem liguem àquilo que é o verdadeiro aviso.
É preciso, por isso, dar uma outra importância. Concorda, Nelson Cunha, presidente da Câmara do Entroncamento?
Sim, concordo plenamente. Os avisos do governo, infelizmente, vêm, na maioria dos casos, tardiamente. E não acredite, pelo conhecimento que tenho, obviamente, com outros presidentes de câmara, nenhum de nós se baseia ou fica na perspectiva de ação, à espera de um aviso do governo para poder reagir.
Claro, os autarcas não foram surpreendidos com aquela comunicação, já estavam a trabalhar neste plano.
Não, do conhecimento que temos, nós todos já estávamos a trabalhar. Aliás, mesmo como foi agora referido pelo senhor Presidente de Leiria, com a tempestade Cristina foi exactamente igual. Nós já estávamos a trabalhar com os comandantes regionais de protecção civil e acionando também aquele que são os nossos planos municipais de emergência. E se não fôssemos nós autarcas, a realidade é que no terreno, com esta tempestade Christine e agora com estas altas temperaturas, a realidade e os riscos seriam completamente diferentes. Temos algo a melhorar, é verdade. É bom criticar e reconhecer onde é que estamos errados, mas temos que começar a trabalhar exactamente também nas perspectivas de melhorar futuramente, não só a divulgação, os mecanismos de ação e de combate também.
E a articulação que é tão importante. Esperemos que corra tudo bem por estes dias. Agradecemos a presença dos presidentes da Câmara de Braga, João Rodrigues, de Leiria, Gonçalo Lopes, e agora Nelson Cunha, do Entroncamento. Bom dia e obrigada.
Bom dia, obrigado. Bom dia, obrigado.










