7h. 11 bombeiros do Fundão julgados por crimes sexuais
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Sandra Valandrinho. Notícias às 19h, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho e é uma notícia Observador: 11 bombeiros do Fundão vão a julgamento pela suspeita da prática de crimes de violação e coação sexual a outro jovem bombeiro de 19 anos.
A Polícia Judiciária deteve, em novembro do ano passado, 11 elementos dos Bombeiros Voluntários do Fundão. Em comunicado, a PJ indicava que a vítima teria sido sujeita a atos sexuais violentos numa praxe que terá sido efetuada nos primeiros dois serviços deste jovem. Já terminou o inquérito por parte do Ministério Público, que leva o caso a julgamento. Este é um caso que acabou por ter também repercussões dentro da própria corporação, Carlos Pedro.
E a começar pela demissão do, na altura, comandante. José Sousa anunciou a saída através de comunicado apenas três dias após o caso vir a público e sem nunca ter estado realmente implicado no caso. Estávamos em novembro do último ano, quando a PJ detém 11 elementos dos Bombeiros Voluntários do Fundão. O Observador apurou que os crimes ocorreram a 6 de setembro, portanto, dois meses antes de vir a público. Ainda assim, o jovem, a vítima de 19 anos, só avançou com a queixa no final de novembro. Seis dos detidos foram indiciados pela prática de dois crimes de violação e um crime de coação sexual. A outros três arguidos foi apontado um crime de violação e outro de coação sexual. Os restantes dois arguidos respondem pela alegada prática de um crime de violação. O Correio da Manhã avança também que o principal suspeito da prática destes crimes já teria executado atos semelhantes com outro colega do quartel. Todos, sem exceção, ficaram proibidos de contactar os restantes arguidos e testemunhas, ficaram também impossibilitados de contactar a vítima. Foram estas as medidas de coação aplicadas pelo tribunal. Antes da saída do comando de operações, José Sousa suspendeu oito dos 11 arguidos por três meses. Ora, já se passaram sete. A Rádio Observador foi tentar perceber em que ponto está o caso, mas nem o atual comandante dos Bombeiros Voluntários do Fundão, Pedro Caldinho, a advogada da vítima, Joana Bento, e o Juízo Central Criminal de Castelo Branco quiseram falar conosco. Certo é que o Ministério Público confirmou que o inquérito conheceu o despacho final de acusação e que foi remetido para julgamento, precisamente no Juízo Central Criminal de Castelo Branco.
É um trabalho do jornalista Carlos Pedro. Onze bombeiros do Fundão vão a julgamento pela suspeita da prática de crimes de violação e coação sexual.
Ouvido pela Rádio Observador e perante este caso em concreto, o presidente da Liga dos Bombeiros recusa a necessidade de mudanças gerais nos quartéis de bombeiros.
António Nunes reforça que este caso é uma exceção e não a regra.
Não tenho conhecimento de que haja praxes violentas. Não há história sobre isto. Foi um caso isolado, num momento muito específico, que agora o Ministério Público nos vai dizer o que efetivamente se passou, porque até agora também não pudemos saber. Porque a partir do momento em que houve uma queixa-crime, imediatamente foram suspensas quaisquer diligências de tentar saber ao pormenor o que se passou. E, portanto, nós não sabemos neste momento a realidade. O que sabemos é que houve comportamentos inadequados num quartel.
E pode ouvir a entrevista completa ao presidente da Liga dos Bombeiros na edição desta tarde de “Onde Para o Caso”, que esteve a cargo do jornalista Carlos Pedro.
Programa que vai para o ar logo a seguir ao jornal das 17h. Seis distritos de Portugal continental estão hoje sob aviso vermelho do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, por causa da onda de calor. Até domingo, o número sobe para 12.
Os distritos sob aviso vermelho hoje são Lisboa, Setúbal, Santarém, Beja, Évora e Portalegre. Há também sete distritos sob aviso laranja. O restante território está pintado amarelo. Amanhã, todos os distritos da costa norte do território português vão estar sob aviso vermelho. Estas altas temperaturas vão prolongar-se em Portugal entre oito a 10 dias e devem atingir praticamente todo o país. Perante o aumento das temperaturas, sobe também o número de conselhos em perigo máximo de incêndio rural nas regiões Norte, Centro e no Algarve. Neste momento, Portugal tem o dispositivo de combate a incêndios na máxima capacidade. É uma garantia deixada pelo governo.
O líder parlamentar do PS responde ao desafio do social-democrata Hugo Soares, que pediu exemplos concretos de casas prontas a habitar, que ainda não foram entregues às populações. Eurico Brilhante Dias garante que tem vários casos identificados.
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