Starmer aposta na defesa, mas só a visão de Burnham importa
▲Se ninguém desafiar a sua candidatura, Burnham poderá chegar a primeiro-ministro já no dia 21 de julho
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A recusa de Starmer resultou, no início de junho, na demissão do ministro da Defesa, John Healey, que acusou Starmer de não conseguir “mobilizar os recursos de que a nação necessita para defender o país”. O plano anunciado esta terça-feira, semanas depois da demissão, contempla um investimento de 80 mil milhões de libras (cerca de 93 mil milhões de euros) num prazo de quatro anos, alcançado através de cortes em programas de energia e transportes, no valor de 15 mil milhões de libras.
Mais concretamente, o plano prevê um investimento de 47 mil milhões de libras em submarinos nucleares, 13 mil milhões numa ogiva nuclear e jatos F-35A, capazes de carregar armas nucleares, e 5 mil milhões em drones. Contudo, apesar do aumento absoluto, isto traduz-se apenas num aumento de 0,1 pontos percentuais entre 2027 e 2030, para um total de 2,7% do PIB.O plano é, portanto, descrito pelos aliados de Healey ao The Times como estando “mal cozido” (utilizando a expressão idiomática half-baked para se referir a algo incompleto ou mal feito). “Isto não resolve o problema de que, para defender bem o Reino Unido, tem de ser feito mais e mais cedo e isso exige mais dinheiro que, neste momento, não está em cima da mesa”, elaborou por sua vez o general Richard Barrons, antigo comandante do Comando Conjunto das Forças Armadas, à BBC.










