CIÊNCIA

"Não vou ser mais nem menos Cristiano por ganhar o mundial"


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Tem sido uma experiência bonita. Estamos a melhorar jogo a jogo. Sabemos que esta é uma competição que é impossível jogar bem todos os jogos. Não está fácil para ninguém. É só ver as equipes que já foram eliminadas e diz tudo. Mas eu vejo a equipe tranquila, a equipe bem, treinamos bem, preparamos bem. Amanhã vamos encarar uma equipe super difícil, mas acho que vamos estar preparados.
Aqui é TVI.
Aqui, João Pedro Roque, da TVI e da CNN. Aqui, Cristiano. Uma pessoa com a mentalidade do Cristiano, que está habituada a ser decisiva durante 23 anos, como é que se sente com a possibilidade deste ser o seu último mundial? E também no decorrer do jogo, dá às vezes a perceber que pode ser substituído para o bem da equipe. Ou seja, como é que mentalmente, um jogador que tem sido sempre tão importante, como é que lida com isso? Se é um chip que muda ou se é algo que já está consigo nos últimos anos.
Tem sido assim desde que entrei na seleção, com 18 anos. Sempre fui assim, não vai mudar. Eu estou sempre de corpo e alma para ajudar a seleção a alcançar os seus objetivos. Jogando ou não jogando, terei sempre um papel importante nesta seleção. Terminarei, como disse há uns anos, quando eu quiser, não quando vocês quiserem. Acho que é uma perda de tempo vocês sempre fazerem a mesma pergunta, “é o último”. Vamos ver. Não quero virar as atenções para isso, porque acho que isso é o menos importante. O mais importante é jogarmos bem amanhã e ter fé que dá.
Podemos pedir aos fotógrafos para pararem de tirar fotos agora, por favor? Vocês podem continuar na sala, però.
Aqui o Canal 11.
Cristiano. Boa tarde, estamos em direto para o Canal 11. É o teu sexto mundial, gostava que falasse um pouquinho sobre o ambiente que também tens encontrado na seleção, se este grupo é muito diferente e na seleção, e que falasse um pouquinho também dessa pulseira que vocês têm utilizado, o significado que isso tem para vocês. Eu vi que no último jogo, com a camisola do Diogo Jota, várias vezes apontaste para o céu. Como é que isso vos tem também unido e se é uma força extra para o que aí vem?
É um grupo diferente de todos os outros que eu apanhei aqui. De certa forma, com muita qualidade, como todos os outros. Muito tranquilo, mais jovem, ao ver num cômputo geral, a idade se calhar é mais baixa. A pulseira, como vocês já sabem, já não é surpresa, desde o primeiro dia que nos temos portado todos aqui, todos os nomes dos nossos jogadores estão cá. E é uma forma de estarmos unidos também pelo Diogo Jota, não só, mas todos nós, por Portugal, todos os portugueses que estão em Portugal, todos os portugueses que estão cá nos Estados Unidos e Toronto também. Tem sido uma experiência espetacular nesse aspecto, que dá para refletir que o futebol vai mais além do que jogar dentro de campo. É a alegria das pessoas, é a união das pessoas, as pessoas compartilharem coisas, a chorarem por verem os jogadores. Isso para mim é o que me fica guardado. Sinceramente, de todos os mundiais que eu joguei, será o mundial que eu mais me recordarei com a paixão das pessoas, principalmente mais desta vez. Não sei a razão, mas nesse aspecto emocional, para mim tem sido o melhor. Tenho desfrutado bastante nesse aspecto.
Aqui o jornal A Bola.
Boa tarde, Cristiano. Aqui João Pimpim, A Bola. O Cristiano é uma das figuras famosas do planeta, o seu dia a dia é sempre muito rodeado de seguranças, jornalistas. Aqui, sobretudo no Mundial, muitos adeptos, como ainda agora referia. Gostava de saber, mas esta noite, quando a luz do quarto se apagar e ficar nos seus pensamentos, sabendo que o dia seguinte é um dia decisivo para Portugal, para a seleção, para si, se às vezes ainda vem aquele menino que saiu do Funchal à sua memória ou se vem o peso de alguma responsabilidade de ter em si também os sentimentos de milhões e milhões de pessoas no mundo inteiro.
O sentimento é quase sempre o mesmo, é sempre uma paixão grande por representar o teu país, por tentar ganhar pelo teu país. E é como se fosse o primeiro jogo. Cada vez que eu entro dentro de campo, é como se fosse o primeiro jogo. E é desfrutar ao máximo. Acho que é isso que fica marcado. E como disse anteriormente, este mundial tem sido muito marcado por essa paixão das pessoas. Não só a nossa, de jogar uma competição com esta magnitude, mas a paixão das pessoas. Só o fato de tu cruzares, por exemplo, hoje de manhã, cruzar um pequeno almoço com a malta da Venezuela, da Colômbia, e eles contarem-te histórias e ver muitos deles com uma lágrima nos olhos emocionados. Isso é o mais importante, isso é o que fica da vida. Tudo o resto é: “OK, estamos cá, é tudo muito bonito, todos querem ganhar, só vai ganhar um.” E é viver, vivenciar essas experiências, porque isso é que realmente fica marcado. A parte de grandes exibições, marcar gol. “Tem 41, não devia jogar.” Isso é irrelevante, sinceramente. O que eu guardo e que eu vou levar pra casa é aquilo que as pessoas, o afeto que têm tido com a seleção e comigo em especialmente.
Aqui, Unefos.
Boa tarde, Pedro Unefos de Sousa, CMTV. Pegando nessa paixão, qual é a sua mensagem para todos os portugueses espalhados em todo o mundo? E também como é que lida com o fato da sua titularidade estar constantemente a ser questionada e criticada?
Bom, há 23 anos que vocês tentam me matar. Mas já perceberam que não vale a pena. É waste of time. Não vale a pena. Tentam. Não vale a pena. E é uma questão que eu estou completamente acostumado. Uns gostam mais, uns gostam menos. Faz parte. Eu também tenho as minhas preferências. Qual é a outra pergunta que tu disseste? A mensagem para os… A mensagem para os portugueses.
The microphone, please.
Os que estão em Portugal e os que estão cá, esses são fiéis, esses não falham, estão sempre do nosso lado, estão sempre do meu lado. Tudo o resto é garbage, não conta para nada. Agência Lusa.
Cristiano, bom, aqui. António Oliveira, da Lusa. Daquilo que já falou aqui hoje, aos 41 anos e no seu sexto Mundial, chegou aqui para esta competição sem a pressão de conquistar aquele título grande que lhe falta e com a mentalidade que isto pode ser o último, é altura de desfrutar verdadeiramente o que é o Mundial.
Não me falta nada na vida. Deus foi muito generoso comigo e deu-me tudo aquilo que eu nunca esperei ganhar, principalmente na seleção e a nível pessoal, o mesmo. Por isso, é desfrutar de cada momento. Eu não vou ser mais Cristiano por ganhar o Mundial ou vou ser menos Cristiano se não ganhar o Mundial. Obviamente que todos estamos aqui com esperança, e eu principalmente, todas as competições que eu entro é para tentar ganhar. Mas sabemos que vai ser só um que vai ganhar, não pode haver nem dois, nem três. Por isso é desfrutar, não pensar no dia de amanhã, desfrutar dia a dia. Foi isso que eu aprendi. Se uma das coisas que a idade te dá é maturidade, experiência, relativizar e suavizar muitas das coisas, porque obviamente eu não sou cego, eu tenho visto o ataque que fazem constantemente à minha pessoa. Mas como digo, não é novo. Por isso, até agradeço muitas das vezes, porque é viver um capítulo diferente na minha vida. Aprendi isso depois dos 40, que espero viver mais 40 anos e estar preparado, porque de onde vêm as grandes críticas, é de onde crescemos mais como pessoas. E agradeço a vocês para continuarem a fazer isso, porque de certa forma, eu cresço cada vez mais e apareço cada vez mais. Por isso, feliz, desfrutar dia a dia. Um jogo com uma magnitude enorme amanhã, com uma excelente equipe, com uma equipe que já ganhou esta competição, e é desfrutar o dia a dia. Vou encerrar as perguntas da imprensa portuguesa com a TSF.
Olá, Cristiano. António Patolho, em direto para a TSF. Eu sempre que me recordo de um Portugal-Espanha, tem quase sempre gol do Cristiano. 2010, aquele particular que o Nani lhe tirou o gol de cabeça, foi um jogo particular. Depois, em 2018, os três gols, o hat-trick, também agora na final da Liga das Nações, o gol do empate. Amanhã vamos ver o Ronaldo na sua melhor versão. E qual é a sua melhor versão neste Campeonato do Mundo? Obrigado.
Agora vou dar prioridade aos espanhóis. Deixa eu responder. Desculpe. Então, Speedy Gonzalez, aqui. Calma. Já me perdi, já esqueci o que me perguntou. Vais ter que repetir outra vez, Chico. Acha lá, era bom sinal. Mas a minha função na seleção, eu faço aquilo que o mister me pede. Obviamente, eu não jogo na seleção como jogo no Al-Nassr, porque tenho mais liberdade. E aqui, nós, os jogadores, temos que perceber que temos funções diferentes que nos clubes. Sou um jogador mais aproximado da área, que a minha missão é agarrar os centrais e eles ficarem lá comigo, mas vocês sabem melhor que ninguém, se a bola chega lá e tiver a oportunidade, eu vou meter lá dentro. Isso vocês já estão acostumados e sabem. Agora, a respeitar o adversário, sabemos que é um adversário super difícil, mas estou com aquela fé que amanhã vai correr bem e vamos ganhar. Vou com calma. Calm down, Chic. Vou dar aqui à Marca. Dá aquele rapaz que está à frente dele. Aquele rapaz, que ele não gosta de mim, quer ver se me faz uma pergunta boa. Então vá. Quem? É aquele que está ali. Sim. Tu. Ele. Eu sei que ele não gosta de mim.
Cristiano, tudo bem? Te adoro, prazer falar com você. Queria saber qual é a coisa mais difícil de se jogar uma Copa do Mundo aos 41 anos.
Qual é a coisa mais difícil? É falar com vocês, com alguns de vocês. Os que não gostam, principalmente. Tu és um deles, que eu sei. Eu fixo bem as caras das pessoas. Eu só basta ver uma vez e já não esqueço mais. Jogar com 41 anos, eu acho que tem sido uma boa experiência, porque para chegar a este nível, tens que abdicar de muitas coisas. E aquilo que eu tenho feito em toda a minha carreira tem sido essa, adaptar-me também no antes da idade, sabendo que não era o mesmo jogador que era, mas uma coisa que eu tenho clara é que nada mudou. Eu continuo ainda a fazer gols. Por isso, espero fazer amanhã. Se não fizer amanhã, que outro companheiro meu faça e possamos passar. E é isso é o que fica. É o que fica na memória. É passar, jogar com uma grande equipe e era bonito ganhar a Espanha amanhã. Agora a Marca.
Olá, Cristiano. Que tal? Miguel Ángel Toribio, em direto para a Rádio Marca. Você disse que são 23 anos de carreira. Acho que nunca teve sensação de vertigem, de medo, sempre foi um desafio, ligas, copas, Champions, Eurocopas. Não sei se amanhã é diferente, se amanhã enfrenta o jogo com certa vertigem, certo medo, por poder ser sua última Copa do Mundo e não sei se o último jogo por Portugal.
Vocês estão com muitas ganas que não venha mais, é que sim? Que não me querem ver mais aqui.
Se você ficar…
Já chegará o dia. Te voy a ser sincero. Independientemente de lo que pase mañana, Cristiano saldrá de aquí con la conciencia tranquila, pero no 100 %, 1000. ¿Sabes por qué? Porque en la vida y en el fútbol lo he dado todo lo que tenía. Mi pasión, mi querer jugar estos tantos años no fue por necesidad, como tú sabes. Gracias a Dios estoy muy bien de la vida, pero es la pasión. Yo juego en la selección y en los clubes porque me encanta jugar fútbol. Pase lo que pase mañana, estaré feliz. Yo no puedo ponerme presión al llegar al final de mi carrera y saber que tienes la obligación de ganar. No, sea lo que Dios quiera. Es disfrutar cada día, disfrutar cada partido, disfrutar en una gran competición como es el Mundial. Y creo, aparte de algunas opiniones diferentes de vosotros, que no estoy tan mal. Ya he hecho tres goles, otros que hicieron más porque están muy bien, pero yo no estoy mal, creo. Hay que seguir. A ver si gano mañana y marco un golito.
Xavi, ¿Cadena Ser? ¿Cadena Ser? No.
Hola, ¿qué tal, Cris? Aquí a tu derecha, Javier Herráez, en directo desde el Carlos Belmonte. ¿Qué tal? ¿Cómo estás?
Bien.
Un placer volverte a ver, Cristiano.
Gracias.
Te vimos hace un año en la final de la Liga de las Naciones y me acuerdo de aquella improvisada rueda de prensa donde festejabas tu victoria con la selección portuguesa y nos citábamos en el Mundial. Mañana es el día, dos favoritas para ganarlo, España y Portugal. Quisiera tu opinión de España, que venía como muy favorita. No ha encajado ningún gol, no comenzó muy allá, pero ante Austria demostró un buen nivel. ¿Qué te parece cómo está jugando España y qué piensas que va a ocurrir? Gracias, Cris.
Tú sabes muy bien, yo tengo un cariño muy especial por España, mi familia es española prácticamente. Tengo casa ahí, tengo negocios ahí, tengo todo. Mis mejores amigos son españoles, algunos de ellos. Yo les digo y me comentan: “España no está”. España es siempre candidata a ganar lo que sea, Mundiales, Eurocopas, Confederations, Liga. Sabemos que mañana ellos ya ganaron esta competición. España teóricamente es favorito porque ya ganó y tiene más títulos que Portugal, pero es una competición diferente, jugadores diferentes, hay cansancio, hay lesiones, el ambiente, el calor, que mañana va a estar bien con aire acondicionado. Es un partido bueno de disputar. A mí me encanta jugar contra España porque mi récord contra España es bueno. Yo jugué unas 10, 11 veces contra España y está muy equilibrado. Mañana será lo mismo. Quien tenga los mejores detalles en el partido ganará. Espero que sea Portugal. Yo creo, estoy con ese “feeling” de que vamos a ganar. Esperemos mañana. Esperar para ver.
Cristiano, aquí Pablo Pinto para La Razón. Aquí.
Vale.
Llevas 22 años jugando contra España.
23.
23. Te has enfrentado a muchas generaciones de jugadores españoles. ¿Qué tiene de diferente esta selección y si Lamine es el mayor talento que tú has visto de españoles?
Yo veo siempre a España como una selección de mucho talento. No individualizaré a ninguno. Es que son muy buenos, es la verdad. España es una selección muy buena. Desde que estoy acá, desde 2003, 2004, yo siempre veo a la selección de España como candidata a ganar lo que sea. Mañana va a ser una batalla muy dura y lo que tenemos que hacer es tener mucha fe, correr y tener coraje. Es la única manera que yo veo que podamos ganar a España, sinceramente.
La última para España. Aquí.
Hola, Cristiano. Aquí Lluís Bodé, ESPN. Yo te quería insistir un poco en Lamine. Sé que no quieres individualizar, pero te quería preguntar cómo has visto su evolución desde el año pasado, desde el partido de la Nations y cómo consideras que Portugal tiene que pararlo.
Jugador con mucho futuro y yo, sinceramente, no vi ningún partido de España, te voy a ser sincero. Vi un poquito del primer partido, primero o segundo contra Cabo Verde, vi un poco. Pero como te digo, es un jugador que tiene futuro. Está haciendo muy bien y va a tener un futuro brillante. Pero tengo que decirte, para mí, yo veo siempre a España como un todo. Son muy buenos, juegan muy bien y va a ser muy duro mañana.
“I will now get to English. Any American networks here in the house? Yeah, so I’ll give it there”.
Vamos a las preguntas en inglés.
Cristiano, Felipe Ramos para Conexión Depor.
No, it was the other one.
Ahora aquí un pequeño compás de espera acerca de quién hace la pregunta.
“Hello, Cristiano. Nice to meet you. Pablo Canovas for Rebell. Twenty years ago, you reached the semifinals against France in Germany 2006. You played with Figo, a very good group of players. Now, 20 years later, you can reach a possible semifinal against France. What are your thoughts about that? And do you think that football owes you a World Cup? Thank you”.
I don’t talk about-
Preguntar si el fútbol le debe un campeonato del mundo
…ex-generations of players. It was amazing to play with them, but now is a different era, different generation, which is good and is a challenge and is different as well Eu não quero falar sobre a semifinal, porque temos amanhã um jogo muito importante contra um dos favoritos.
Ronaldo a explicar que é uma diferente geração, também diferentes adversários, não querer responder questões sobre a meia final, porque é essa partida de amanhã dos oitavos ainda.
Uma noite incrível. O jogo é às 20h. Fingers crossed.
Olá, Cristiano. Elena Condis da Cadena Cope. 23 anos a serviço do seu país. Vejo-o muito apaixonado. Diz que viveu de uma forma muito emocional. Certamente não foi fácil, lidou com muitas críticas. Recentemente entrevistamos Lamine Yamal e ele nos disse que não quer que todo mundo o aplauda e nos deu como exemplo os maiores: você, Messi e Mbappé. Como você lidou com isso quando não foi aplaudido ou com as críticas e que conselho pode dar nesse sentido, se acha que é a atitude certa para ser um líder e para triunfar no futebol? Obrigada.
Eu creo que quanto mais preparado estiveres, melhor vais sobreviver a uma carreira longa de futebol, se é essa a tua intenção. Se tu ligas à crítica, estás perdido, porque é normal, é o vosso trabalho. Eu entendo perfeitamente. Há críticas construtivas e críticas para tentar matar-te também. Faz parte. Eu, no final de contas, vos entendo. Faz parte da maneira que a imprensa vende as notícias. Não passa nada. Agora, no seu caso, tem que acostumar-se o mais rápido possível, se quer ter uma carreira longa. Mas eu creo também que tem que focar-se realmente no que lhe gusta, que ele quiere, a paixão das pessoas, a paixão de um estádio. Eu aprendi isso com o tempo, que é estar enganchado com a gente que realmente te quiere, te tiene paixão por ti. E tu teres paixão pelo que fazes, pelo jogo, por jogar, por te levantar e ir treinar. Virão momentos difíceis, obviamente, mas isso faz parte do ser humano. Tu seguro te levantas de vez em quando, não tienes ganas de ir trabalhar e fazer o que mais te gusta. É normal. E no futebol, como deves calcular, como há sempre uma crítica, às vezes é mais difícil, mas faz parte do nosso trabalho.
Cristiano, aqui Verónica Brunati para a Telemundo. Sou argentina e o primeiro que quero dizer é agradecer por tudo o que deu ao futebol. Desfrutamos do duelo com Messi, um duelo que foi do melhor do futebol na história. E quero perguntar como está vivendo a prévia deste partido, que é tão especial para você, com tudo o que viveu, o que deu ao futebol e que mensagem quer deixar aos torcedores. Há muitos torcedores aqui fora esperando ver Cristiano neste último mundial. Obrigada.
Último mundial. Obrigada pela pergunta. Uma pergunta interessante, me gusta. O que se queda é a gente. A gente que te quiere, a gente que de certa forma pode dar um momento diferente em suas vidas. Eu compartilho muitas vezes os hotéis, o ascensor com a gente que trabalha, a housekeeping, os latinos. E para mim são memórias espetaculares. Por exemplo, eres argentina. Ontem no voo, uma das azafatas era argentina e eu sabia que era argentina pela maneira que me mirou. Eu disse: “Estou seguro que tu eres argentina”. E ela: “Como sabes?” Eu: “Pela maneira que me miraste”. E ela: “Como te mirei?” Eu: “Me miraste e desviaste os ojos muito rápido. Isso quer dizer que não gosta do Cristiano”. Me disse assim, mas depois, em plano de broma: “Minha mulher é argentina”. Obviamente que tenho que tener um carinho especial pelos argentinos também, é de Buenos Aires. Por isso, tudo está bien, não passa nada. Respondendo à tua pergunta, é desfrutar o máximo possível, que seja o último mundial, que vai ser meu último mundial, e desfrutar dia a dia. Ojalá, que não seja amanhã meu último partido. Ojalá. Assim vocês me podem matar um pouco mais. Tentar matar.
Vou encerrar com a Casa TV, em português.
João aqui, aqui Cristiano, aqui atrás, Casa TV, eu sou do Brasil. O jogo passado você me disse que você sabia que teria um pênalti, você pensou nisso, teve o pênalti e fez. Você teve um feeling. Você tem algum feeling para esse jogo amanhã?
Só amanhã que eu sinto. É sério. É só no dia do jogo que eu sinto. Chega de lá de cima e aí que dá aquela tremideira, aquela suada, mas ainda não senti. Mas amanhã, sim. Ou sim ou não, vamos ver. Estou a falar sério. É normalmente no dia do jogo que eu tenho esse pressentimento.
Aí você me conta, pode ser?
Se a gente cruzar, eu digo.

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