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Google está te usando para treinar IA sem você perceber

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O Google começou a implementar uma atualização nas configurações de privacidade de seus serviços de busca que amplia o conjunto de informações passíveis de armazenamento e utilização no desenvolvimento de modelos de inteligência artificial. A mudança foi anunciada pela empresa e será aplicada gradualmente ao longo dos próximos meses.Continua após a publicidadeAlém do histórico de pesquisas e da navegação realizada por meio das plataformas da companhia, a nova política passa a abranger arquivos enviados pelos usuários, como imagens, áudios e vídeos. Segundo o Google, os dados também podem ser empregados para aprimorar seus serviços e reforçar mecanismos de segurança.A alteração atinge ferramentas como Search, Maps, Shopping, Flights, Hotels, Translate e News, enquanto o Google Photos permanece fora dessa política. A empresa afirma que os usuários podem modificar as configurações para impedir o armazenamento dessas informações.Mudança amplia uso de informações para aperfeiçoar inteligência artificial
Busca do Google – Imagem: Mijansk786/ShutterstockA atualização nas configurações de privacidade permite que o Google armazene o histórico de pesquisas, dados de páginas acessadas por intermédio de seus serviços, respostas produzidas por inteligência artificial generativa e conteúdos enviados pelos próprios usuários. Entre esses materiais estão imagens, documentos, gravações de áudio e vídeos.Conforme a documentação disponibilizada pela empresa, esse histórico também pode ser utilizado para desenvolver e aperfeiçoar seus produtos, incluindo modelos de inteligência artificial generativa, além de contribuir para medidas de proteção voltadas ao público, aos usuários e à própria plataforma, com apoio de revisores humanos.A empresa informou que a implementação ocorrerá de forma gradual nos próximos meses e destacou que o Google Photos não faz parte das alterações anunciadas.O movimento acompanha uma tendência observada entre empresas do setor de inteligência artificial, que passaram a recorrer cada vez mais às interações cotidianas dos usuários com serviços digitais como fonte de dados para aperfeiçoar seus sistemas, reduzindo a dependência exclusiva de conteúdos coletados na internet.
Empresa vai recorrer – Imagem: daily_creativity/Shutterstock

Outras companhias já adotam estratégias semelhantes. A OpenAI mantém o compartilhamento de dados ativado por padrão em contas de consumidores, embora permita que o usuário desative essa opção. Já a Anthropic utiliza um sistema de adesão voluntária para empregar conversas e sessões de programação na melhoria de seus modelos, desde que a configuração permaneça habilitada.A reportagem lembra ainda que a Meta iniciou, no ano passado, o uso de publicações públicas de usuários europeus para desenvolver tecnologias de inteligência artificial e também enfrentou questionamentos relacionados ao uso de conteúdos captados por seus óculos equipados com IA.Segundo o Google, os usuários que não desejarem participar desse processo podem desativar separadamente as opções “Search Services History” e “Save Media”. A empresa também oferece configurações para apagar automaticamente os dados armazenados após períodos de três, 18 ou 36 meses.

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

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