Novo modelo de IA do Google promete avanço em programação e cibersegurança
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O Google apresentou, nesta quarta-feira (30), o Gemini 4 Argon, novo modelo de inteligência artificial (IA) que passa a liderar a linha Gemini 4. Segundo a empresa, trata-se de seu modelo mais avançado até agora, desenvolvido para lidar com tarefas complexas e de longa duração em áreas, como programação, cibersegurança e atividades profissionais.Continua após a publicidadeO lançamento ocorre após meses de espera pelo sucessor da geração anterior de modelos avançados do Google. O Argon chega inicialmente a um grupo selecionado de parceiros de cibersegurança, enquanto a empresa realiza avaliações de segurança antes de eventual disponibilização mais ampla. O Google ainda não informou quando o modelo estará disponível publicamente.Segundo a companhia, o Gemini 4 Argon estabeleceu novo recorde em tarefas reais de desenvolvimento de software e alcançou o primeiro lugar em avaliações de cibersegurança. O modelo também apresentou o melhor resultado em outro teste voltado a tarefas profissionais nas áreas financeira, jurídica e outras atividades corporativas.Modelo é maior e mira tarefas profissionais
De acordo com o Google, o Argon é maior do que os modelos Pro de geração anterior e foi desenvolvido para executar trabalhos que exigem múltiplas etapas e maior capacidade de raciocínio;
A empresa afirma que o modelo apresenta desempenho comparável ao de sistemas de fronteira, como o Astra, da OpenAI, e o Opus, da Anthropic, em avaliações de programação e cibersegurança;
Além dessas áreas, o Google aponta aplicações em finanças, direito, ciência e matemática;
A companhia também afirmou que o modelo foi utilizado internamente por pesquisadores de computação quântica.
O novo modelo não está apenas sendo preparado para usuários externos. Segundo o Google, o Argon já é utilizado internamente para otimizar o uso de memória em seus data centers.A empresa afirma que a aplicação permitiu liberar centenas de terabytes de memória sem a necessidade de comprar hardware adicional.
De acordo com o Google, o Argon é maior do que os modelos Pro de geração anterior e foi desenvolvido para executar trabalhos que exigem múltiplas etapas e maior capacidade de raciocínio – Imagem: Mijansk786/ShutterstockLeia mais:
Antes de disponibilizar o Gemini 4 Argon de forma ampla, o Google decidiu submetê-lo a testes e avaliações de segurança.Inicialmente, o modelo será oferecido a parceiros selecionados de cibersegurança. A empresa também participa de um programa voluntário do governo dos Estados Unidos para acesso antecipado a modelos de IA antes do lançamento público.O Google informou que está realizando uma avaliação de segurança pré-lançamento com o governo estadunidense. A companhia também pretende reforçar proteções contra diferentes formas de uso indevido, incluindo ataques conhecidos, como prompt injection, antes de ampliar o acesso ao modelo.A preocupação com segurança ganhou destaque justamente em momento de maior atenção aos riscos de sistemas de IA capazes de executar tarefas de maneira mais autônoma.Gemini 4 chega após meses de esperaO lançamento do Argon acontece depois de um período prolongado sem um novo modelo de ponta do Google.Continua após a publicidadeA empresa havia trabalhado em uma versão chamada Gemini 3.5 Pro, mas acabou deixando o projeto de lado antes de seu lançamento. A Reuters informou que o desenvolvimento demorou mais do que o esperado e que o modelo deixou de apresentar desempenho competitivo em relação aos sistemas rivais.Com o Gemini 4 Argon, o Google volta a concentrar sua estratégia em modelo de alto desempenho capaz de competir diretamente com os sistemas mais avançados de outras empresas de IA.A chegada do novo modelo também ocorre um dia depois de o CEO do Google, Sundar Pichai, assinar um acordo voluntário de segurança em IA com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante reunião com executivos de grandes empresas de tecnologia na Casa Branca.
Rodrigo Mozelli
Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.
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