Resumo do OD: Prêmio Nobel; anomalia magnética; alerta à corrida das IAs e mais!
Esse é um trecho da newsletter Primeiro Olhar, disponível para assinantes do Clube Olhar Digital.Continua após a publicidadeAo longo desta semana, vamos conhecer os vencedores do Prêmio Nobel em diferentes categorias:
Física – terça-feira, 6 de outubro
Química – quarta-feira, 7 de outubro
Literatura – quinta-feira, 8 de outubro
Paz – sexta-feira, 9 de outubro
Ciências Econômicas – segunda-feira, 12 de outubro
Os cientistas Karl Deisseroth, dos Estados Unidos, e os alemães Peter Hegemann e Georg Nagel receberam o Prêmio Nobel de Medicina de 2026 nesta segunda-feira (05). O trio foi responsável por descobertas que levaram ao desenvolvimento da optogenética.A técnica é capaz de controlar células nervosas com luz e promete revolucionar o estudo do cérebro. O Doutor Alvaro Machado Dias, professor da UNIFESP, neurocientista, futurista e colunista do Olhar Digital News, explicou a importância dessa descoberta. Confira a entrevista:
Ex-OpenAI diz que empresas de IA ainda não sabem controlar seus modelosAs principais empresas de inteligência artificial (IA) ainda não sabem como impedir que seus sistemas desenvolvam e persigam objetivos que não foram atribuídos por seus criadores. O alerta foi feito nesta segunda-feira (5) por Jacob Coxon, ex-funcionário da OpenAI e da Anthropic, durante uma audiência com vereadores da Câmara Municipal de Nova York (EUA).Coxon, que critica as práticas de segurança adotadas pela indústria, afirmou que as empresas estão sendo extremamente imprudentes diante dos riscos associados ao avanço da tecnologia.Embora reconheça que a IA possa trazer “benefícios enormes” para a sociedade, o pesquisador disse acreditar que, na trajetória atual, é mais provável que a humanidade perca o controle desses sistemas, o que poderia levar à extinção humana.Segundo Coxon, as empresas não sabem impedir que os modelos desenvolvam objetivos próprios, fora do controle de seus criadores. Ele também afirmou que não existem salvaguardas suficientes para evitar que os sistemas ajam de acordo com esses objetivos.
Saiba mais.OpenAI vai colocar marca d’água invisível em textos do ChatGPTA OpenAI começará a adicionar uma marca d’água invisível a textos gerados pelo ChatGPT e pelo Codex na União Europeia. A medida foi anunciada nesta segunda-feira (5) e será implementada nas próximas semanas para usuários elegíveis, como parte da adequação às regras de transparência do EU AI Act, que exigem que conteúdos produzidos por inteligência artificial possam ser identificados por outros sistemas.Saiba mais.Agentes de inteligência artificial (IA) que a Fundação Wikimedia acredita serem operados pela OpenAI realizaram uma série de atividades não autorizadas em suas plataformas e podem ter contribuído para uma interrupção parcial de um de seus serviços em maio.A entidade, responsável por manter a Wikipédia e outros projetos de conhecimento aberto, identificou milhões de requisições automatizadas, edições não autorizadas e tentativas de explorar uma ferramenta de anotações.Continua após a publicidadeA investigação da Wikimedia não encontrou evidências de que os sistemas ou dados da organização tenham sido comprometidos. Também não foram identificados sinais de que os agentes tenham usado a infraestrutura da entidade para coordenar suas próprias atividades.Mesmo assim, a fundação afirmou estar preocupada com o comportamento desses sistemas e com a dificuldade de identificar e atribuir esse tipo de atividade.Saiba mais.Corrida da IA pode consumir trilhões antes de entregar retorno esperadoNunca houve tanto dinheiro direcionado a uma nova tecnologia quanto está sendo investido atualmente em inteligência artificial (IA). A escala dos aportes já supera os valores aplicados em revoluções tecnológicas anteriores, como as ferrovias e a internet — e começa a levantar dúvidas sobre quanto tempo será necessário para que os investimentos gerem retorno.Continua após a publicidadeSegundo uma projeção da PwC citada pela Reuters, os gastos globais acumulados com data centers podem ultrapassar US$ 30 trilhões (cerca de R$ 159 trilhões) até 2050. O valor se aproxima do estoque de títulos do Tesouro dos Estados Unidos e, segundo a consultoria, supera os investimentos realizados durante os ciclos de expansão das ferrovias e das empresas pontocom, mesmo após o ajuste pela inflação.A Anthropic, uma das empresas no centro dessa corrida, planeja gastar US$ 518 bilhões (cerca de R$ 2,75 trilhões) nos próximos anos, de acordo com seu prospecto de oferta pública de ações analisado pela Reuters. O valor equivale a mais de 100 vezes a receita registrada pela empresa em 2025.Os defensores desses investimentos apostam que a IA terá um impacto econômico maior do que transformações provocadas pela máquina a vapor e pela industrialização.O problema é que, por enquanto, grande parte dessa aposta depende de ganhos de produtividade e lucros futuros, para os quais ainda há poucas evidências concretas — e pouco precedente histórico capaz de garantir que os resultados aparecerão no ritmo necessário.Continua após a publicidadeSaiba mais.Peste na Rússia? Como laboratórios de vírus e bactérias funcionamDarya Shipilova tinha 28 anos. Ela passou mal no trabalho e, dois dias depois, morreu. Shipilova trabalhava num instituto antipeste em Irkutsk, cidade na região da Sibéria Oriental, na Rússia.A pesquisadora morreu na noite de sexta-feira (02). E ainda não se sabe como (ou por que) ela ficou doente. Uma das hipóteses é que ela tenha sido infectada após um incidente no laboratório. O incidente, no caso, teria sido a quebra de um tubo de ensaio com a bactéria Yersinia pestis dentro.Saiba mais.Brasileiros criam sensores para mapear a maior anomalia magnética da Terra – que fica bem em cima de nósPesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estão desenvolvendo novos instrumentos para satélites com o objetivo de analisar detalhadamente a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (SAMA, na sigla em inglês).Continua após a publicidadeTrata-se de uma imensa região que apresenta um enfraquecimento acentuado no escudo magnético terrestre sobre o Brasil, outros países da América do Sul, o Oceano Atlântico e o sul do continente africano.Saiba mais.
Bruno Capozzi
Bruno Capozzi é jornalista, mestre em Ciências Sociais e editor executivo do OD.
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