Castlevania: Belmont’s Curse traz a caça aos vampiros para a nova geração de consoles. Veja a review
A franquia “Castlevania“, que traz a história da tradicional família Belmont, de caçadores de monstros, enfrentando forças das trevas. Teve, ao longo de décadas, diversos sucessos no mundo dos games, como “Symphony of the Night” (lançado originalmente para o PlayStation 1) e “Super Castlevania IV” (lançado para o Super Nintendo). Tanto sucesso rendeu até produções fora dos videogames, como os dois animes sobre a franquia produzidos para a Netflix.Neste ano de 2026, em que a série completa 40 anos, a Konami traz o novo título, “Castlevania: Belmont’s Curse”, desenvolvido em parceria com os estúdios Evil Empire e Motion Twin. Nós tivemos a oportunidade de testar a versão completa antes do lançamento, no Nintendo Switch 2. O jogo chega no dia 15 de outubro para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC (Steam).Prós e ContrasPrós
Visual gótico moderno e cenários marcantes;
Trilha sonora com identidade própria e “Bloody Tears” rearranjada;
Chicote e movimentação mais fluidos;
Exploração Metroidvania recompensadora;
Chefes desafiadores e divertidos;
Demo gratuita com progresso transferível.
Contras
Inimigos em grupo podem punir bastante;
Dificuldade dos chefes pode frustrar casuais;
Visual menos “vampiresco” pode dividir os fãs mais tradicionais;
Modo imortal pode parecer “roubado” demais;
Preço de R$169,90 pode pesar para quem não conhece a franquia.
Uma nova maldição das trevasA história traz como protagonista a personagem Rose Belmont, filha do casal Trevor Belmont e Sypha Belnades, nomes muito conhecidos dos fãs por seu papel em outros títulos da franquia. A trama se passa em Paris, em 1499 (23 anos depois dos eventos de “Castlevania III: Dracula’s Curse”), onde Trevor recebe um pedido misterioso de ajuda e vai até lá em uma embarcação, junto de sua filha.Os dois se separam para investigar a causa do problema na cidade e, desse momento em diante, assumimos a identidade de Rose.Rose carrega consigo, em um de seus braços, a maldição do Drácula, a mesma que vitimou de forma fatal sua mãe, o que causa uma constante tensão nela e também em Trevor. Mas essa não é a única herança deixada para Rose. Por meio da carta de tarô deixada por sua mãe, ela também pode usar magia, o que traz uma nova dinâmica para o jogo.Rose Belmont e Trevor Belmont – Castlevania Belmont’s Curse – Konami / DivulgaçãoA arte e o visual de “Castlevania: Belmont’s Curse” seguem a tradição gótica da franquia, mas dessa vez com menos tons de preto e cinza, e com elementos em cores mais berrantes e formas mais abstratas ao fundo das paisagens, remetendo ao estilo mais moderno usado em animações como “Arcane” (Netflix) e “Homem-Aranha no Aranhaverso” (Sony). Essa mistura deixa o jogo um pouco menos “vampiresco” e traz uma atmosfera que soa mais fantasmagórica.Os cenários da cidade de Paris dominada por criaturas da noite, com muita destruição e chamas, saltam aos olhos logo nos primeiros minutos de jogo.Os modelos dos personagens, apesar de serem pequenos (característica da franquia), são muito bonitos e detalhados, tanto na protagonista quanto nas diversas criaturas que enfrentamos e nos personagens que aparecem ao longo do jogo.Nos momentos de diálogos mais longos, o jogo aposta no estilo estático, como se fosse uma história em quadrinhos digital interativa, com ilustrações muito bonitas. O jogo também apresenta uma câmera dinâmica que, ao se aproximar, nos deixa perceber melhor o quão bonitas e detalhadas estão as paisagens e os personagens.Um concerto assustador, mas envolventeA trilha sonora do jogo é assinada por Danny Asadi (ASADI), que também trabalhou na trilha de “The Rogue Prince of Persia”.As músicas seguem uma linha de “trilha de filme de terror”, mas com elementos eletrônicos misturados às orquestrações, o que dá uma característica moderna e até sensual em alguns momentos. Algo como se a cantora Enya tivesse sido mordida pelo Drácula e passasse a compor músicas para o senhor das trevas.O jogo também traz uma releitura da clássica música da franquia, “Bloody Tears”, rearranjada para a atmosfera do novo título.Os efeitos sonoros dos movimentos, golpes, objetos sendo destruídos e etc. mantêm a estética já consagrada da série, mas renovada e melhorada, tal como as vozes dos personagens.Tudo que os fãs gostam, e um pouco maisO jogo nos apresenta diversos elementos clássicos em sua jogabilidade, como a exploração não linear, que inclusive ajudou “Castlevania”, junto com a franquia “Metroid”, a criar o estilo “Metroidvania”. Explorar o mapa por completo torna a experiência muito mais interessante, visto que há muitas coisas a serem descobertas e desbloqueadas conforme o jogador avança. Apenas encontrando itens ou habilidades específicas é possível abrir novos caminhos no jogo.Os movimentos da protagonista são mais ricos e detalhados do que nos títulos anteriores, deixando a jogabilidade mais dinâmica e fluida. O chicote clássico da família Belmont está presente também, servindo não apenas para atacar os inimigos, mas também para permitir que Rose se pendure e se movimente entre pontos diferentes do cenário.Rose também recebe outras armas conforme avança no jogo (são sete categorias de armas, além de relíquias que ativam efeitos especiais no ataque e na defesa), e conta com a nova habilidade de usar o baralho de tarô herdado de sua mãe, tanto para gerenciar as habilidades mágicas quanto para dar pistas de elementos do jogo. Ela também ganha pulo duplo com o tempo, pode atacar com magia e esquivar.Os inimigos ao longo das fases não apresentam dificuldade elevada, mas, quando estão em grande número, podem levar o jogador rapidamente à derrota ou deixá-lo com poucos pontos de vida para enfrentar os chefes que, esses sim, apresentam um nível de dificuldade mais alto, mas são muito divertidos de enfrentar e descobrir o comportamento de cada um para contra-atacar. Se o chefe estiver complicado demais, a dica é explorar mais, encarar mais inimigos, subir de nível e voltar mais forte. O material oficial da Konami cita nomes como a Morte, Medusa, Carmilla e até Joana d’Arc entre os chefes.Para jogadores mais casuais, “Castlevania: Belmont’s Curse” possui um modo em que Rose fica imortal que, por mais que pareça “roubado” demais, também traz boa diversão por conta da exploração. Pode ser uma boa pedida para quem já terminou o jogo uma vez e queira fazê-lo novamente, só que num ritmo mais tranquilo. O que pode inclusive, trazer surpresas…E como ficou no Switch?A performance no Switch 2 foi bem tranquila, visto que, apesar de muito bem feito, o jogo não é muito exigente em questões de hardware. Provavelmente o Nintendo Switch 1 também rode o jogo com a mesma tranquilidade, mas não testamos nele.Testamos a versão do jogo que vem com DLCs, com skins para Rose e outros “brindes” que são bem interessantes, principalmente para quem é fã da franquia como um todo.Demo gratuita e pré-venda: o que você precisa saberDesde 1º de outubro, o jogo conta com uma demo que o pessoal já pôde testar. Quem jogou pode levar o progresso para a versão completa, mas vale ficar atento às regras:
Os dados de salvamento da demo podem ser transferidos para a versão completa;
A demo e a versão completa devem ser jogadas na mesma plataforma e com a mesma conta;
Os dados de salvamento da demo devem ser mantidos para que o progresso possa ser transferido;
Certos recursos e conteúdos podem estar restritos na versão demo;
A versão completa deve estar atualizada para a versão mais recente ao transferir os dados de salvamento.
Trailer do Demo de Castlevania: Belmont’s CurseAs pré-vendas para as edições física e digital já estão disponíveis. As edições Midnight de “Castlevania: Belmont’s Curse”, digitais ou físicas, incluem trajes alternativos para a protagonista Rose Belmont, uma galeria digital de som e arte e uma relíquia para usar dentro do jogo. A pré-venda ou compra antecipada de qualquer uma das edições também garante um traje extra para Rose, inspirado no visual de Alucard.Vale a pena jogar Castlevania: Belmont’s Curse?Com o preço sugerido da versão base de R$ 169,90, o jogo apresenta um bom “custo-diversão”. Mas, caso você esteja em dúvida em gastar nele logo de cara, ou não seja um profundo conhecedor da franquia e tenha ficado curioso, a versão demo, disponível gratuitamente, dá uma boa dimensão do que o jogo apresenta como um todo.FICHA TÉCNICAJogo: Castlevania: Belmont’s CurseGênero: Metroidvania / ação e exploração 2DDesenvolvedoras: Evil Empire e Motion TwinPublicadora: Konami Digital EntertainmentPlataformas: PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch e PC (Steam)Data de lançamento: 15 de outubro de 2026Preço sugerido (edição padrão): R$ 169,90Edição Midnight (PlayStation Store): R$ 229,90Trilha sonora: Danny Asadi (ASADI)Dublagem em inglês (parte do elenco): Abby Trott (Rose Belmont), JB Blanc (Trevor Belmont), Alejandra Reynoso (Sypha Belnades) e Graham McTavish (Drácula)Classificação indicativa: 14 anosIdiomas compatíveis: Japonês, Francês, Alemão, Italiano, Espanhol, Coreano, Russo, Chinês Simplificado, Português Brasileiro, Chinês Tradicional, Inglês AmericanoDemo: gratuita, disponível desde 1º de outubro de 2026
Aviso importante
Vinnie Pereira é colunista do nosso site e as opiniões do artigo não representam, necessariamente, a opinião do Olhar Digital.
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Vinnie Pereira
Vinnie Pereira é produtor musical, cantor e compositor de trilhas, e gamer desde os anos 80.
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