Tibete registra novos tremores após avalanche devastadora
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Um terremoto de magnitude 5 atingiu o Tibete, na China, nesta quinta-feira (3), segundo o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências (GFZ). Outro tremor, de magnitude 4,8, foi registrado horas depois em Sichuan, também no planalto tibetano.Continua após a publicidadeOs dois abalos ocorreram uma semana após uma avalanche devastadora no Himalaia. Na ocasião, um terremoto chegou a ser apontado como causa das enchentes, mas uma análise posterior mostrou que o sinal sísmico estava ligado ao colapso de uma geleira.
O primeiro terremoto teve magnitude 5 e ocorreu a 10 quilômetros de profundidade na região de Xizang, na China. – Imagem: Reprodução/Google MapsTremores atingiram Tibete e SichuanO primeiro terremoto aconteceu às 2h16, no horário de Brasília, na região de Xizang, oeste da China, perto da fronteira com a Índia. O GFZ informou que o abalo ocorreu a 10 quilômetros de profundidade.
Às 8h39, foi registrado outro tremor, desta vez na cidade chinesa de Mianyang, em Sichuan. O município também fica no planalto tibetano.Até a última atualização, não havia informações sobre vítimas ou danos provocados pelos terremotos.Abalos não atingiram a área das enchentesO tremor registrado em Xizang não ocorreu perto do ponto onde aconteceram as enchentes da semana passada, na fronteira entre o Tibete e o Nepal.Leia mais:O desastre começou na quarta-feira (26). No Nepal, deixou pelo menos 1.252 mortos e 4.216 desaparecidos. Na China, foram registradas 21 mortes e 541 pessoas desaparecidas.Depois do desabamento, especialistas alertaram para o risco de um lago formado pelo colapso da geleira se romper. Isso poderia desencadear novas avalanches.
Gelo, rochas e detritos desceram pelo vale e atingiram o rio Lhende Khola, gerando uma enxurrada. – Crédito: Reprodução/YouTubeUSGS mudou avaliação sobre o desastreContinua após a publicidadeLogo após as enchentes, agências de monitoramento sísmico relacionaram o episódio a um terremoto. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) chegou a registrar inicialmente um evento de magnitude 4,4 na região da fronteira entre os dois países.A avaliação mudou depois que pesquisadores analisaram dados de estações sísmicas, ondas de baixa frequência e imagens de satélite. A conclusão foi de que não houve terremoto.O sinal captado pelos equipamentos veio do colapso da geleira e do movimento de uma enorme quantidade de gelo, rochas e detritos.Relembre o caso:
Uma grande porção da geleira se desprendeu da encosta.
O ponto do desprendimento ficava a cerca de 5.200 metros de altitude.
A massa de gelo e rochas desceu pelo vale.
O material atingiu o rio Lhende Khola.
A colisão gerou uma enxurrada carregada de detritos.
O USGS atualizou o evento para uma magnitude equivalente a 5,2, mas concluiu que a energia registrada pelos sismógrafos foi produzida pelo deslizamento da massa de gelo.Continua após a publicidadeA enxurrada avançou pelos cursos d’água e chegou rapidamente a áreas habitadas. Os terremotos registrados nesta quinta-feira são eventos distintos do desastre causado pelo colapso da geleira na semana anterior.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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