CIÊNCIA

10h. 50 anos das regiões autónomas da Madeira e dos Açores


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Porção 10:01. As primeiras equipes de ajuda internacional começam a chegar à Venezuela. Portugal também vai enviar em breve um voo com equipes para auxiliar no terreno. O Ministro dos Negócios Estrangeiros fala num esforço conjunto com outros países europeus. O mais recente balanço dá conta de 235 mortos e 4300 feridos. Entre as vítimas mortais, há quatro portugueses e dois lusodescendentes. Há ainda, pelo menos, 56 lusodescendentes desaparecidos. Portugal e outros sete países europeus vão enviar ajuda humanitária e de emergência para a Venezuela, depois dos terremotos que atingiram o país. Em entrevista à RTP, Paulo Rangel explica que tipo de ajuda vai ser enviada para Caracas.
Vindos da GNR, dos bombeiros, da Proteção Civil, do Ministério da Saúde, médicos, tripulantes de ambulâncias, equipes com cães, seis equipes, pelo menos. Estamos a falar também de 23 toneladas de ajuda, que também serão imediatamente disponibilizadas. Quer o Ministério da Defesa, através da Força Aérea, quer o Ministério da Administração Interna, quer o Ministério da Saúde, com a coordenação do Ministério dos Negócios Estrangeiros, estamos a tudo fazer para que esse voo saia o mais depressa possível. Felizmente, há muitos países a quererem apoiar. Tudo isso tem que ser escalado, depois tem que ser repartido no território. Essencial, neste momento, é mandar a ajuda humanitária e ajuda de emergência. Quando digo humanitária é porque evidentemente também temos milhares, para não dizer centenas de milhares de desalojados.
A Rádio Observadora apurou, entretanto, que ainda não há uma hora prevista para a partida, mas Carlos Pedro, o certo é que esta ajuda vai juntar-se a equipes de outros países que por esta altura já ajudam nas operações de resgate.
Sim, e mais recentemente chegaram as equipes do México, anunciou a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, também do Chile, de El Salvador e da República Dominicana. Chegaram centenas de operacionais para ajudar nas operações de resgate. O Irã também já disse estar disponível para prestar apoio. A Cruz Vermelha Internacional já enviou mais de 40 toneladas de ajuda e a ONU manifesta plena disposição para mobilizar vários meios de ajuda para Caracas. A Europa também vai contribuir. São oito os países que já anunciaram ajuda, entre os quais Portugal.
Donald Trump também já reforçou o apoio à Venezuela. Os Estados Unidos vão enviar ajuda e, Carlos, vão também recuar nas sanções impostas à Venezuela.
Sim, é uma notícia da Associated Press. É uma suspensão que, embora seja temporária, já dá uma grande ajuda. Isto porque permite a realização de transferências bancárias e outras operações financeiras que, de outra forma, estariam proibidas. A Starlink, de Elon Musk, também já anunciou que vai disponibilizar de forma gratuita o serviço de internet na Venezuela até o dia 25 de julho, portanto, durante um mês. No terreno, para além dos operacionais, estão jornalistas de todo o mundo e dizem que é possível ouvir gritos e pedidos de ajuda vindos de debaixo dos escombros dos edifícios que colapsaram. Isto numa altura em que a Sky News diz que há mais de 50 mil pessoas desaparecidas. É a catástrofe natural mais grave dos últimos 30 anos na Venezuela, admitiu o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
“Este é o maior abalo que o nosso país viveu nos últimos 30 anos. Depois dos fortes sismos de ontem às 18h, com magnitudes de 7,5 e 7,2, tivemos até à meia-dia de hoje 138 réplicas”.
Jorge Rodríguez, o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, numa altura em que a Terra continuava a tremer no país, que não via um sismo destes desde o ano 1900.
Carlos Pedro, com as informações sobre os terremotos que atingiram na noite de quarta-feira em força a Venezuela. À exceção do principal aeroporto do país, em Caracas, todos os restantes estão operacionais. A presidente Delcy Rodríguez, entretanto, já visitou o estado de La Guaira, o mais afetado pelos sismos. Mais de 100 edifícios desabaram, é o que conta o jornal El Nacional. O Ministério do Interior estima que haja mais de 70 mil famílias afetadas pela catástrofe. Por cá, na Assembleia da República, assinalam-se hoje os 50 anos das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, com intervenções inéditas dos presidentes dos governos regionais no Parlamento. José Pedro Aguiar-Branco convidou Miguel Albuquerque e José Manuel Bolieiro para intervir na Assembleia da República, assinalando, desta forma, o meio século da criação das duas Regiões Autónomas. Os trabalhos arrancam a esta hora, acompanhados pelo Miguel Viterbo Dias. Miguel, esta é uma sessão marcada também naturalmente pela recente tragédia na Venezuela, com um impacto particularmente importante na Madeira.
Sim, e sinal disso é que Miguel Albuquerque, que já está aqui no Hemiciclo, está de gravata preta. Ele, que ontem deu conta de duas vítimas mortais com ligações à Madeira, diz também que há muitas pessoas ainda com as quais não foi possível contactar e apresenta-se nesta sessão solene de gravata preta. Esta é uma sessão inédita por ter a discursar os presidentes das Assembleias Legislativas Regionais da Madeira e dos Açores. Também os dois presidentes dos governos regionais, que estão sentados na bancada onde habitualmente se senta o Governo da República, estão acompanhados por António Leitão Amaro, ministro da Presidência, e também por Carlos Abraão Amorim, dos Assuntos Parlamentares. Neste momento, está a ser lido um voto de saudação do Parlamento sobre os 50 anos das Regiões Autónomas. De seguida, vão discursar todos os partidos, depois os presidentes dos governos regionais e das Assembleias Legislativas Regionais. Termina-se a cerimônia com o discurso de José Pedro Aguiar-Branco. Nota também para a presença de Alberto João Jardim, histórico líder do Governo Regional da Madeira, que marca presença na tribuna destinada às antigas altas individualidades do Estado. Ali à conversa também com Carlos César, ex-presidente do Governo Regional dos Açores, hoje com outro tipo de funções na política nacional, sendo presidente do PS. Voto de saudação aprovado por unanimidade. Dentro em breve começam as intervenções dos líderes regionais.
E que serão acompanhadas por ti, Miguel Viterbo Dias. E na Assembleia da República assinalam-se hoje os 50 anos das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores. São agora 10:07, já a seguir o Contracorrente. Primeiro, Carla, que outras notícias estão em destaque a esta hora? Os profissionais da linha SNS 24 estão a denunciar descontos no salário quando fazem pausas no horário do trabalho para comer ou para ir à casa de banho. O Jornal de Notícias teve acesso a denúncias anônimas feitas na maioria por enfermeiros. Estes profissionais contam que se quiserem fazer uma pausa de alguns minutos, esse tempo será descontado pela Altice. O JN confrontou a Altice com estas acusações. A empresa não confirma esta prática. O líder do Hezbollah exige a retirada incondicional das forças israelitas do Líbano. Diz que o acordo entre o Irã e os Estados Unidos foi uma declaração de derrota para Washington e Israel. O líder do Hezbollah diz ainda que Israel não tem outra escolha a não ser retirar-se completamente do Líbano. Ao mesmo tempo, as Forças Armadas iranianas alertam para a presença de aviões militares israelitas nos países vizinhos. No futebol, a Seleção Nacional continua hoje a preparação para o jogo com a Colômbia, marcado para a madrugada de domingo. É um jogo que vai definir em que lugar termina Portugal esta fase de grupos e Portugal tem de ganhar para garantir o primeiro lugar. Ontem o treino da Seleção foi cancelado por causa de um alerta de tempestade. Hoje há a habitual conferência de imprensa de antevisão do jogo. Vai acontecer às 17h, hora de Lisboa.

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