CIÊNCIA

Brasil x Japão: as pipocas já estão prontas?


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Seja bem-vindo a mais uma edição de “E o Campeão É?”, programa da Rádio Observador, onde analisamos a atualidade desportiva. Hoje tenho comigo Gabriel Alves, Augusto Inácio, Pedro Henriques e João Castro. Eu sou o Nelson Ferreira, muito bem-vindos, campeões. Temos já vários jogos dos 16 avos-de-final deste mundial de futebol definidos. De resto, há aqui partidas bastante interessantes, já com a data e hora. Por exemplo, de ontem, a passagem dos Países Baixos que vão encontrar Marrocos nos 16 avos. Há também um Brasil, Japão, África do Sul, Canadá, Estados Unidos, Bósnia e Herzegovina. São apenas algumas das partidas que ficaram conhecidas nas últimas horas, decorrentes também dos resultados deste mundial durante o dia de ontem. De resto, a Turquia, já eliminada, também venceu os Estados Unidos numa meia surpresa. O empate do Japão e da Suécia faz com que ambos passem à próxima fase e os Países Baixos venceram a Tunísia, já eliminada desta competição. A surpresa terá sido o Equador, que venceu a Alemanha por 2 x 1. Gabriel Alves, é um dos destaques destes jogos de ontem. A toda-poderosa Alemanha escorregou frente a este Equador.
Boa tarde, na verdade, mas esse Equador foi supremo, porque jogou contra duas equipes: jogou frente à Alemanha e também com a arbitragem. E a arbitragem, a nota já é esta, que está muito mal neste campeonato do mundo. Eu não vou querer entrar na área do Pedro, que naturalmente terá as suas análises óbvias, corretas, altamente competentes e esclarecidas.
E temos um “Sem Faltas” especial esta tarde na Rádio Observador por volta das 15h45.
Exato, e bem merece, porque o que se passou ontem no Equador x Alemanha, enfim, é das coisas. Depois, já o que se tinha passado no jogo anterior do Gana, o que se passou no jogo da Argentina com o Messi. Portanto, cadê o VAR? Onde é que está o VAR? Queiroz falou que se calhar tinha ido ao café. Ontem, como aquilo foi tudo muito cedo, se calhar ainda vinha do McDonald’s saborear o hambúrguer. Não sei. Logo veremos o que é. Agora, vamos falar disto: Equador x Alemanha. Grande Equador, de facto, sentiu que tinha necessidade de ganhar e foi com tudo, e ganhou. Ganhou pela determinação, pela atitude, pelo jogo. De facto, por tudo o que é necessário em coletivo de futebol. Foi uma das melhores partidas deste campeonato do mundo por toda a intensidade. Independentemente de Klopp, que eu gosto sempre de ler e ouvir vir dizer que os alemães, etc. e tal, numa grande crítica à sua equipa, mas há que falar daquilo que foi a qualidade equatoriana. Não podemos ignorar. Portanto, foi superior em todos os aspectos e a Alemanha não esteve à mente para aquele Equador de ontem. Um belo gol, que obviamente é um gol fantástico. E é feriado nacional do Equador, por decisão do presidente Daniel Noboa, para que os equatorianos possam naturalmente festejar este feito. E olha, fiquem lá com esta. Isto, há zebras e zebras. Vamos ficar atentos.
Há, de facto, esse segundo gol do Equador a dar também a possibilidade da equipa seguir em frente neste mundial de futebol. Augusto Inácio, o Equador jogou bem, mas eu estive atento a esta partida e não me lembro de ver uma Alemanha a perder tantas bolas, a entregar tantas bolas ao adversário. Foi também um dia não para esta equipa.
Boa tarde a todos. Olha, aquilo que eu sei é que o Equador não era nada daquilo que foi com a Costa do Marfim, onde perdeu 1 x 0. Não era nada daquilo com o Curaçau, onde empatou 0 x 0. É mais este Equador que o fez estar no mundial. E a alma, a agressividade, a organização, o querer e a determinação desta equipa sentiram que tinham que ganhar o jogo, porque se não ganhassem, estavam fora do mundial. Acabaram por ganhar de uma forma que eu diria categórica, de uma forma justa, independentemente, depois, de tudo o que se passou e que o Gabriel já falou, que o Pedro Henriques vai falar com certeza absoluta, ainda mais razão têm os jogadores do Equador e seu povo de estarem orgulhosos daquilo que fizeram. Agora, apanhou uma Alemanha já apurada, provavelmente também a pensar que eram superiores ou aquele facilitar que às vezes as equipes têm, mas eu diria que é mais mérito do Equador de os alemães errarem aqueles passes e não ligarem tanto o jogo, mais mérito do Equador, porque foram mais determinados. E aqui os sul-americanos e as equipes africanas têm uma vantagem muito grande em relação também aos europeus, porque são mais resistentes, adaptam-se melhor ao clima, estão mais adaptados às temperaturas. Isto agora é o terceiro jogo e depois à medida que o tempo for avançando, isso vai-se notar ainda mais. Mas por isso eu dou mais mérito ao Equador, é a minha nota de campeão, do que ao mérito da Alemanha.
Pedro Henriques, foi também uma noite menos boa para a árbitra Tori Penso, que esteve a dirigir esta partida.
Boa tarde. Eu gosto de dizer que a perspectiva com que tu vês as coisas pode tornar as coisas mais complexas ou mais simples. Em primeiro lugar, há erro da árbitra e depois do VAR. Mas reparem uma coisa: no tal pênalti que existe a favor da equipe do Queiroz ou no gol que devia ter sido anulado ontem à Alemanha e, portanto, com duas não intervenções de VAR, dois erros de árbitros e dois erros de VAR, também tivemos o gol bem anulado ao Uzbequistão no jogo contra Portugal. Também tivemos o gol bem anulado ao Vini no jogo do Brasil com a Escócia. E depois é um bocadinho esta questão, lá está a perspectiva, e a minha é de quem foi árbitro de futebol. Qual é a diferença entre os erros do VAR Que são graves e os erros dos dois centrais da Escócia que dão dois brindes e que são muito graves. É a questão da perspectiva. Ou seja, empolga-se, no meu ponto de vista, a questão da arbitragem, mas depois para os jogadores é tudo normal, natural. Eu não estou a desculpar o erro e a incompetência técnica de uns e de outros, só estou a dizer que a forma como se olha para uns e para outros são totalmente diferentes. E eu não me importo nada quando a arbitragem é criticada pela sua incompetência. O que me preocupa é que por esse mundo fora, é só ouvir relatos, é só ouvir comentadores, não estão a falar de incompetência, estão a falar de outras coisas, corrupção, roubo, etc. Isso é que me chateia e incomoda, porque é que uns erram, que são os jogadores, e os outros são corruptos, que são os árbitros. É sempre mais do mesmo, tem a ver com a cultura desportiva. E nunca se esqueçam disso. Quando o Pedro fala do Paulo, ficamos muito mais a saber do Pedro do que propriamente do Paulo. Há um erro grave, o Álvaro devia ter intervido. Já agora, um esclarecimento técnico, as pessoas também não leem, não sabem, não têm que saber, mas pelo menos também não deviam comentar, que é: quando se levanta um pé à altura da cabeça do adversário e a cintura é o que medeia o que é para cima, o que é para baixo, está-se a fazer jogo perigoso ativo que expõe risco à insegurança integrada física do adversário. É punido com livre indireto. A partir do momento que levantas o pé e o pé acerta na cabeça, passou para contacto e contacto é punido com livre direto. Portanto, deixem lá dizer que é jogo perigoso e livre indireto, porque é jogo perigoso precedido de contacto, passa a livre direto e, portanto, é essa situação. Depois, última nota que já não tem a ver com a arbitragem e tem a ver com a questão da Alemanha. Eu só queria relembrar também que o homem é o homem e a sua circunstância, o futebol é o momento, o contexto é muito importante. E obviamente que não tiro mérito nenhum àquilo que a seleção do Uruguai fez, mas percebam que a Alemanha… perdão, o Equador. Peço desculpa, não se tira mérito nenhum, foram guerreiros, tanto o Gabriel como o Inácio falaram muito das qualidades e do mérito que tiveram, mas é uma Alemanha que, queremos quer não, está com algum grau de descontração quando percebe que já tem o apuramento. E portanto, vamos pôr mais 10 vezes estas duas equipas a confrontarem-se e nove vai ganhar a Alemanha, como sempre, normalmente.
Muito bem, João Castro também conosco nesta tarde. João, bem-vindo. Há algum jogo especial que não queiras perder destes 16 avos de final que já conhecemos até agora? Talvez o Países Baixos-Marrocos seja um dos mais interessantes. O Brasil-Japão também será, certamente. Queria também um comentário teu ao que esperas da jornada de hoje, que vai ter Cabo Verde-Arábia Saudita.
Ora boa tarde a todos. Sim, deixem-me já dizer que não se esqueçam que esta geração do Equador é a melhor geração do Equador desde que eu me lembro. E portanto, realmente os dois primeiros jogos também não tiveram aquela pontinha de sorte o suficiente, embora a Alemanha esteja ou estivesse ontem mais descontraída. Atenção que este Equador pode ser um osso duro de roer, basta ver a classificação que fizeram deste mundial. Depois em relação aos jogos, acho que acertaste nos dois jogos. Obviamente, acho que o Japão vai dar muito trabalho ao Brasil. Eu sei que a malta já está aí Brasil, que ganhou os últimos jogos por 3×0, mas contra o Japão vão ter que suar. O Japão é uma equipa de régua e esquadro, muito bem organizada, com grande qualidade técnica. Portanto, vai ser um verdadeiro teste a este Brasil de Ancelotti e depois Marrocos-Países Baixos acho que vai ser um jogão. Vamos ver quem é que terá mais capacidade, mas são dois grandes jogos, sem dúvida. Estavas a referir em relação a hoje?
Cabo Verde talvez seja um destaque para nós, que estamos todos a apoiar esta equipa também.
Claro. Hoje somos todos Cabo Verde mais uma vez, e portanto será esse jogo que também irei acompanhar mais de perto e torcer pela passagem do Cabo Verde, que seria histórico. Cabo Verde numa estreia, já com dois empates e perante os adversários mais fortes. Hoje, obviamente, tem que carimbar. Apesar, embora não seja fácil, tem aqui uma oportunidade histórica para na sua estreia de mundial garantir a classificação. E portanto, vamos todos torcer realmente por Cabo Verde.
O Gabriel Alves vai estar também atento a esse Uruguai-Espanha. Também acontece à 1:00 da manhã na próxima.
Está havendo uma revolução, não é? Uma rebelião dentro da seleção do Uruguai contra o Bielsa.
É verdade. Com o Valverde e o Bielsa e a equipa. Valverde enquanto líder.
É outro atrativo então para o jogo, ver como se vão comportar.
E depois aquela conversa do Bielsa durante não sei quantos minutos, quase uma hora.
48 minutos.
Os jogadores querem um bloco baixo e o Bielsa quer uma situação de um para um. Bom, vamos ver o que é que dá. Mas há uma coisa que o Bielsa diz que eu estou um bocado de acordo com ele. A Espanha perde alguma valoração desde que tenha menos posse de bola. Essa é verdade.
Gabriel, avançava com o teu campeão de hoje. Estamos a ficar aqui com o tempo mais apertado.
Olha, o meu campeão é o Equador e vou deixar aqui uma nota muito forte para o Moisés Caicedo. Que partidaço que o Moisés Caicedo fez.
O dono do meio-campo.
É de facto um jogador fabuloso. Nós cá na Europa vamos vendo ali em Inglaterra. É um jogador maravilhoso. Portanto, 18 para os dois. E quero só dizer aqui duas coisas. Para o Japão-Brasil, comprem lá as pipocas, porque isto vai ser engraçado. Olha que o Japão só perdeu um dos últimos 16 jogos e venceu o Brasil em amigável. Cada coisa, cada jogo, sua história. Mas a verdade é que são dados estatísticos em outubro passado. E a última derrota que tem é em setembro de 2015 frente aos Estados Unidos. Vale o que vale, mas pipocas para este jogo. E quero deixar aqui uma nota de surpresa. Surpresa e perguntar por quê? Por que o árbitro português, que era dirigente federativo, se demitiu em Portugal? Ora bem, era bom sabermos as razões.
Augusto Inácio, o teu campeão de hoje, por favor.
Olha, nota 17 para o Equador, por todas as razões que o Gabriel Alves já disse. Queria dar nota 17 também para o Sporting no futsal, que ontem ganhou três vezes ao Benfica e agora a finalíssima é no Luz, no quinto jogo, e quem ganhar é campeão. E nota 20. Nota 20 para Cabo Verde, que consiga realmente dar uma alegria ao seu povo e a nós também, portugueses, que nós também gostamos muito de Cabo Verde.
Pedro Henriques.
A minha nota, que vai ser de 20, é para a nomeação do João Pinheiro, Bruno Jesus e Luciano Maia, a equipa de arbitragem portuguesa que representa. Exatamente, para o jogo da África do Sul-Canadá, que é o primeiro jogo de 16 avos de final. Os árbitros ali, além do estatuto, obviamente, que já têm granjeado nas competições internacionais, vivem também muito daquilo que são as prestações que vão tendo neste mundial. Isso é muitas vezes determinante para passar de fases. O facto de ele, no seu primeiro ano de estreia no mundial, estar a fazer um jogo de 16 avos de final é muito bom. Oxalá corra tão bem quanto ao primeiro. Pode ser que isso lhe dê direito a um terceiro jogo. Vamos ver. Portanto, nota 20 para a arbitragem portuguesa sobre este ponto de vista e prisma da nomeação do João Pinheiro.
Muito bem, fechamos com o João Castro.
Olha, nota para o Equador, obviamente. Nota 17 para o Equador e lá está, vamos dar o prato, a plata que passou para o Sporting a também a ser muito preponderante. Nota para o futsal do Sporting que passou e nota negativa para a arbitragem, não a arbitragem de futebol, mas de futsal. Pena que o Pedro Henriques não comenta a arbitragem de futsal, porque ontem foi outra vez com muitos erros e com influência direta no próximo jogo, a negra entre o Sporting e o Benfica.
Esta tarde, a conferência de imprensa de Roberto Martínez perante visão desse Colômbia-Portugal vai passar em direto depois das 17:00 aqui na Rádio Observador. Fica por aqui a edição de hoje de “E o Campeão É…”.

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