16h. Venezuela. Pelo menos 36 portugueses mortos
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Uma vez a informação. Jornal das 16h com o José Velopes e começamos na Venezuela. Subiu para 36 o número de portugueses e lusodescendentes mortos depois dos dois sismos que afetaram o país.
Número revisto em alta pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Pelo menos 36 portugueses ou lusodescendentes morreram devido aos sismos. Noventa e seis estão desaparecidos ou incontactáveis. Segundo os dados do ministério, entre os 36 mortos estão pelo menos três crianças. Há ainda 25 lusodescendentes, seis são portugueses e um tem nacionalidade portuguesa por casamento. Dos 96 portugueses desaparecidos ou incontactáveis, 53 são homens, 43 são mulheres, é o que avança o Ministério dos Negócios Estrangeiros. O anterior balanço, divulgado por volta das 14h, dava conta de apenas 32 portugueses ou lusodescendentes entre as vítimas mortais destes dois sismos que atingiram a Venezuela.
Entretanto, já aterraram os dois aviões portugueses enviados precisamente para a Venezuela.
O segundo avião aterrou por volta das 15h30. Antes, já tinha chegado o primeiro KC-390 da Força Aérea Portuguesa. É o que garante ao Observador o Estado-Maior das Forças Armadas. Estes dois aviões partiram ontem da Base Aérea de Beja. Seguiam carregados com ajuda humanitária e equipas que vão participar nas operações de resgate e salvamento. Três dias depois dos dois terremotos, a presidente interina Delcy Rodríguez afirma que a prioridade do governo é resgatar as pessoas dos escombros. Já o vice-presidente da Asprocivil, Jorge Silva, explica na Rádio Observador que o dia de amanhã é o limite para salvar vidas.
Amanhã, domingo, será o chamado deadline pra gente conseguir ainda encontrar vida em sustentabilidade de se manter. É essa a questão que temos aqui, que é termos um espaço temporal já muito curto para encontrar vida com alguma sustentabilidade. Depois, a partir daí, começa a ser cada vez mais difícil. Não quer dizer que seja impossível, mas começa a ser cada vez mais difícil. Depois, tudo depende dos fatores e da salubridade, água, alimentação e higiene.
Jorge Silva explica ainda como vão decorrer os trabalhos das equipas portuguesas que chegam hoje ao terreno.
As equipas estão preparadas para trabalhar bastante tempo. Aqui, depois, tem a ver com toda a questão que a Venezuela tem preparada para acolher estas equipas. Caso tenham comunidade de alimentação, estadia, para poderem trabalhar o máximo possível, porque estas equipas normalmente trabalham 10, 12 horas seguidas e depois descansam outras 10, 12 horas e voltam a trabalhar outra vez 10, 12 horas. E se estiverem com a comunidade suficiente, conseguem trabalhar 10, 15, 20 dias de trabalho. Mas, para já, o essencial é chegar o mais depressa possível.
Jorge Silva, vice-presidente da Asprocivil, na Rádio Observador. Estão confirmadas 920 vítimas mortais destes dois sismos que atingiram a Venezuela, número atualizado ontem. Ao final da tarde, há também mais de 3300 feridos.
E José, a Venezuela já recebeu mais de 1600 socorristas internacionais.
Chegaram a Caracas para apoiar as operações de socorro após os sismos. A informação foi avançada nas redes sociais pelo vice-ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros para a Europa e América do Norte, Oliver Blanco. Sublinha, este ministro, que a Venezuela recebeu 17 voos com mais de 1600 membros socorristas internacionais e que há mais voos a caminho. O vice-ministro diz estar comovido com o apoio e a solidariedade da comunidade internacional.
Entretanto, as autoridades venezuelanas estão a restringir o acesso ao estado de La Guaira, a zona mais afetada pelos sismos da Venezuela, onde vivem muitos portugueses.
A medida foi tomada depois de apelos para evitar deslocações à região, que nos últimos dias tem recebido milhares de voluntários. As restrições estão a gerar críticas. Há relatos de habitantes a dizer que ainda não chegaram equipas de busca e salvamento a algumas das zonas afetadas, apesar de se terem registado sinais de sobreviventes nos escombros. A população tem utilizado as redes sociais para pedir ajuda e relatar os resgates feitos por civis na zona de La Guaira. As organizações locais alertam para a falta de meios e sublinham que a resposta do Estado tem sido insuficiente.
André Ventura foi alvo de novas ameaças de morte e a última foi há menos de duas semanas.
O líder do Chega recebeu em casa uma carta com uma folha onde se lia a frase: “Morte a vocês os dois”. Uma ameaça dirigida também à mulher de André Ventura. É uma confirmação do líder do partido Chega ao Observador, após o Correio da Manhã ter avançado com a notícia. Também no Parlamento, no dia 6 de maio, terá chegado ao gabinete do Chega, na Assembleia da República, uma folha onde se lia que estava a ser planeado um ataque com uma bomba contra André Ventura. O líder do Chega que admite que vai fazer uma avaliação para um eventual reforço das medidas de segurança pessoal.
O PS pediu ao ministro da Educação que não perca nem mais uma hora e venha a público dar uma palavra de tranquilidade aos estudantes após as recentes polémicas sobre os exames nacionais.
Em declarações à Lusa, o deputado socialista Porfírio Silva sublinha que o país está num período de exames em que dezenas de milhares de famílias estão preocupadas com as notícias dos incidentes no processo de exames nacionais. Em causa, a polêmica de que um dos pontos do exame nacional de português era igual a um dos pontos num manual publicado pela LEIA em agosto de 2025. Uma situação que levou vários professores a alertar para o perigo da situação poder favorecer os alunos que tiveram acesso a esse manual. O jornal Público noticia hoje que esse parecer, disponibilizado pelo Ministério da Educação, foi feito à revelia dos conselheiros científicos. A somar a esta questão, a nova classificação digital dos exames tem registado constrangimentos. Há vários professores a relatarem atrasos na distribuição das credenciais de acesso às provas, o que levou o júri nacional de exames a ajustar o calendário para a correção dos exames. E é com base nisso tudo que o PS pede ao governo que seja capaz de transmitir tranquilidade para as famílias dos estudantes neste período de exames nacionais.
O senhor Ministro da Educação não pode perder nem mais uma hora para dar uma palavra de tranquilidade aos estudantes e às famílias sobre o processo dos exames do ensino secundário, que, como sabemos, implicam diretamente com o acesso ao ensino superior. Há dezenas de milhares de estudantes e de famílias preocupadas com esta sucessão de notícias. O senhor ministro tem que vir dar uma palavra de tranquilidade e de garantia. O senhor ministro tem de encontrar o tempo e as condições para ir a público tranquilizar as famílias e os estudantes.
As palavras de Porfírio Silva, deputado do PS, a pedir uma palavra de tranquilidade do ministro da Educação a milhares de estudantes que estão no período de exames nacionais.
A fechar, o Bloco de Esquerda entregou um voto de protesto no Parlamento contra a reunião em Bruxelas entre a Comissão Europeia e uma delegação do regime talibã do Afeganistão.
Num voto de protesto entregue na Assembleia da República, o deputado único do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, propõe que o Parlamento português condene a realização dessa reunião. Fala num gesto político de profunda gravidade, sobretudo um mês depois do Parlamento Europeu ter aprovado uma resolução que qualifica o regime talibã como um regime de apartheid. Fabian Figueiredo questionou ainda o governo sobre se Portugal esteve representado nesse encontro. Em Bruxelas, a eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda, Catarina Martins, fez o mesmo num pedido entregue no Parlamento Europeu. Em causa está uma reunião realizada no dia 23 de junho em Bruxelas, entre os serviços da Comissão Europeia, representantes de Estados-membros e uma delegação do regime talibã. Estiveram a discutir o regresso ao Afeganistão de pessoas que cometeram crimes graves ou que representam uma ameaça para a Europa.









