CIÊNCIA

Finanças Públicas dizem ser vital avaliar reformas na saúde

A presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP) considerou esta segunda-feira “absolutamente crítico” avaliar o impacto das reformas recentes na melhoria do comportamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
“Mais cedo ou mais tarde vai ter que ser feito. Talvez ainda seja um bocadinho prematuro, porque ainda há peças que ainda estão, no fundo, a querer começar a funcionar”, disse Nazaré da Costa Cabral, que falava aos jornalistas no intervalo da apresentação do relatório do CFP sobre o desempenho do SNS no último ano.Segundo o documento, o SNS teve um défice de 1.035 milhões de euros em 2025, um “valor significativamente acima do previsto” no Orçamento do Estado para 2025, que era de 217 milhões de euros.Nazaré da Costa Cabral sublinhou que não compete ao Conselho das Finanças Públicas fazer avaliação de política pública, mas sim contribuir, com a informação quantitativa que divulga, para “uma cultura de formulação e desenho das políticas públicas baseada em evidência [informação]”, mas evitar “imagens distorcidas” da realidade.
“O grande desafio é ajustar os recursos que existem e aqueles que vamos ter nos próximos anos, não apenas os recursos financeiros, mas também os recursos humanos, técnicos e tecnológicos e como vamos reorganizar estes recursos face à evolução das necessidades”, afirmou, acrescentando que “cabe aos decisores olhar para isto com muita seriedade (…), fazendo uma identificação muito clara das prioridades e a projeção de todas estas variáveis”.

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