CIÊNCIA

Montenegro quer estar "ainda mais perto" da Venezuela

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O primeiro-ministro deixou esta segunda-feira uma palavra de pesar pelo que o povo venezuelano está a passar devido aos sismos de quarta-feira naquele país e pelas perdas de portugueses e lusodescendentes e uma palavra de esperança.“Eu não posso deixar de, nesta ocasião, partilhar convosco um momento que é simultaneamente de dor, de pesar por tudo o que o país está a sofrer por estes dias”, disse Luís Montenegro, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova fábrica da Lufthansa Technik no parque empresarial Lusopark, em Santa Maria da Feira, no distrito de Aveiro.No início do seu discurso, Montenegro começou por assinalar que Santa Maria da Feira “é também uma terra de onde muitos partiram em busca de uma oportunidade noutros tempos, nomeadamente para a Venezuela”, lembrando que é aqui que se situa o Centro Luso-Venezuelano, uma associação que junta os familiares portugueses e lusodescendentes que viveram ou vivem na Venezuela.
Montenegro, que não falou à margem da sessão nem respondeu a perguntas dos jornalistas, deixou um compromisso com os trabalhos de recuperação e de salvamento daqueles que ainda não foram encontrados e que ainda estão debaixo dos escombros e uma palavra de esperança.“É também hoje que daqui quero enviar à Presidente da Venezuela e a todo o povo venezuelano e aos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela, que para além das equipas que já mobilizámos para lá e que estão no terreno, tentaremos nos próximos meses e anos estar ainda mais perto daquele povo e daquele país para podermos construir um futuro mais próspero e mais justo também para aquele território e para aquela população”, afirmou.Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.450 mortos e 3.150 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.O número de cidadãos portugueses desaparecidos ou incontactáveis cifra-se em 89, 52 homens e 37 mulheres, segundo o último balanço do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Para já, vítimas mortais portuguesas ou lusodescendentes são 53, entre as quais oito crianças.Vários países, incluindo Portugal e outros estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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