Seguro pede cautela e prevenção face a temperaturas elevadas
▲Seguro afirmou que, perante a onda de calor, "as autoridades públicas têm uma responsabilidade", mas os cidadãos também
DIOGO VENTURA/OBSERVADOR
O Presidente da República pediu esta quarta-feira que os portugueses sigam “todas as instruções” que as autoridades nacionais vão emitir nos próximos dias para lidar com a onda de calor esperada e tenham “muito cuidado” na prevenção de incêndios.
“Deixo aqui um apelo para que todos nós possamos, em primeiro lugar, ter muito cuidado na prevenção, para evitar incêndios, e seguir todas as instruções das autoridades: quer de saúde, no sentido de boa hidratação e para que as pessoas mais vulneráveis se protejam dessa onda de calor, quer da Proteção Civil no que diz respeito à prevenção de incêndios”, pediu António José Seguro em declarações aos jornalistas no final de um encontro com empresários portugueses em Paris.O Presidente da República afirmou que, perante a onda de calor, “as autoridades públicas têm uma responsabilidade”, mas os cidadãos também.“Cada um de nós, como cidadãos, também tem o dever de prevenir e fazer tudo, tudo, tudo, perante esta ofensiva desta onda de calor que está anunciada. E este é o apelo que o Presidente da República dirige a todo o país”, afirmou.
António José Seguro acrescentou que tem falado com o primeiro-ministro sobre esta matéria e recordou que o fenómeno dos incêndios tem sido uma preocupação sua desde que tomou posse.“Aliás, manifestada também no relatório que elaborei durante a presidência aberta, sobre a situação de haver muito material de florestas que estão caídos”, disse.Nestas declarações aos jornalistas, António José Seguro foi ainda questionado se considera que tem de haver um pacto social em Portugal para lidar com a crise na habitação.O Presidente da República respondeu que o acesso à habitação em Portugal “é dificílimo” e defendeu que “têm de ser desenvolvidas políticas que promovam esse acesso para todas as bolsas, para todas as famílias e para todos os rendimentos”.
Seguro referiu em particular que as gerações mais novas estão com “muita dificuldade” em arranjar casa, frisando que, quando se olha para as estatísticas, se verifica que “a média de saída de casa dos pais anda na ordem dos 30 anos”.“Ora, isto é inaceitável para uma geração mais nova, que precisa da sua autonomia, da sua independência”, disse.Seguro reconheceu que a resposta a esta matéria tem de passar por um “conjunto de políticas que tem de ser concretizadas”, acrescentando que o Governo “acabou de lançar um conjunto de processos de simplificação para reconstrução, para obras”.“Tem alguns projetos de construção em andamento e, portanto, as políticas públicas têm aqui um papel relevante”, disse.Sobre se já recebeu o diploma do parlamento sobre a Prestação Social Única (PSU), Seguro disse que não e indicou que, “quando chegar, o Presidente terá tempo para tomar a sua decisão”.
As autoridades de saúde preveem um aumento da mortalidade nos próximos dias, em que está prevista uma onda de calor, com temperaturas máximas que podem chegar aos 44 graus, disse esta quarta-feira a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo.A governante salientou que esta informação reforça a importância de antecipar medidas de prevenção e de proteção das pessoas em maior risco, como idosos, crianças, grávidas e pessoas com doenças crónicas.Os distritos de Lisboa e Setúbal vão estar sob aviso vermelho por causa do calor a partir de quinta-feira, estendendo-se na sexta-feira a Coimbra e Leiria, segundo o IPMA.O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus e mínimas entre os 24º e os 28º.










