CIÊNCIA

La Guaira: sismos destroem hotel de família madeirense

Os dois grandes sismos, que quarta-feira abalaram a Venezuela, fizeram ruir o Hotel Eduard’s situado na zona costeira de La Guaira, propriedade de um empresário madeirense radicado na Venezuela, avançou fonte empresarial à Lusa.
“Em La Guaira, ruiu o Hotel Eduard’s, propriedade de uma família de madeirenses naturais da freguesia do Faial”, disse o presidente da Câmara Venezuelana Portuguesa de Comércio, Turismo e Afins (Cavenpor).
⚠️???????? Hotel Eduard’s en estado La Guaira, Venezuela. antes y después del terremoto. pic.twitter.com/nDRccKFW6N
— polvoreratlf (@polvorerat21699) June 25, 2026José Luís Ferreira disse que há muita preocupação porque na quarta-feira foi feriado e muitas hóspedes aproveitaram o dia para ir até à praia. “A situação em La Guaira é complicada, sabe-se que há dezenas de edifícios que ruíram e há portugueses a tentar contatar os seus familiares”, salientou.
As estradas estão muito danificadas e em alguns troços a circulação foi interrompida, acrescentou. “Conheço pessoas que estavam lá em baixo [em La Guaira] e que regressaram a Caracas por motivos de força maior. Entre elas um vizinho português, cuja mulher caiu durante os sismos e fraturou a mão. Tiveram que vir para Caracas e demoraram seis horas, porque as estradas estavam interrompidas, outras com buracos, e com o pavimento levantado”, disse.O acesso a La Guaira está complicado tanto para entrar como para sair daquele estado, referiu.O presidente da Cavenpor afirmou que os responsáveis da câmara “estão em rede” com os empresários e têm conhecimento de situações no interior do país. “Em Valência há afetados, em El Junquito e no estado de La Guaira. A nível nacional há várias zonas bastante afetadas”, disse.

De momento, a Cavenpor não tem um levantamento da situação, está a receber informação e a prestar ajuda ao seu alcance, inclusive no que a assistência médica se refere, através de contactos com hospitais e com médicos, disse.
Por outro lado, José Luís Ferreira disse recear o que pode ainda acontecer e lembrou que a Venezuela já passou por pilhagens, insegurança, violência política e inclusive um forte terremoto em 1967.
Pelo menos 188 pessoas morreram, mais de 1.500 ficaram feridas e 157 foram dadas como desaparecidas, de acordo com os últimos dados oficiais.

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