CIÊNCIA

Festival MIL regressa em outubro sob o lema "No Fakes”

A organização do festival MIL anunciou esta quinta-feira algumas novidades e os primeiros nomes da programação para a sua 10.ª edição, decorrer entre 7 e 10 de outubro.
De acordo com o comunicado enviado pela organização do MIL, o mote deste ano é “No Fakes”, que traduzindo à letra significa “Sem falsificações”. A expressão, explica a nota, prende-se com um combate à tendência do “crescimento rápido” e da “visibilidade imediata”, ambos “promovidos pelas plataformas online e a inteligência artificial”. Em sentido contrário, defendem, o “programa artístico do MIL aposta em artistas e projetos com uma identidade própria — e promove a sustentabilidade do seu percurso artístico”.Entre os primeiros nomes adiantados para esta edição constam vários projetos portugueses como os Expresso Transatlântico, Afrokillerz, OkA e Manga Cava, assim como André Droga, descrito como “trapper luso-esloveno radicado atualmente em Berlim”.No entanto, como é hábito deste festival, a sua atenção também está apontada para outras geografias. Entre o primeiro rol de confirmações surge Lau Ro, artista indie-pop de nacionalidade brasileira a residir na cidade britânica de Brighton. Do mesmo país chegam as rappers MC Luanna e Afreekassia, tal como Mais Nêga do Babado e Rayssa Dias, ambas apresentadas como “rainhas do brega — e do brega-funk — pernambucano”. Por fim, da América do Sul chegam também os Indus, oriundos da Colômbia, com um som de “folktronica afro-latina”.
Expresso Transatlântico, Lau Ro, OkA e Manga Cava tocam no dia 8 de outubro, ao passo que Afreekassia, MC Luanna, Indus, André Droga e Afrokillerz sobem ao palco a 9. Para já, as únicas duas confirmações para dia 10 são as de Mais Nêga do Babado e Rayssa Dias.Além destas confirmações, o MIL adianta que vai aumentar o número de palcos nesta edição para seis, sendo que dois são de acesso gratuito. Esta medida, defende a organização, reafirma o seu “compromisso com a descoberta e circulação da música popular atual”.Juntando a faceta de festival de música ao vivo com a de convenção de várias figuras do panorama musical, o MIL afirma que vai uma vez mais “reunir artistas emergentes e estabelecidos, profissionais da indústria, programadores, agentes e organizações de diferentes países num espaço dedicado à descoberta, circulação e internacionalização da música”.Esta é a segunda iniciativa do MIL a decorrer este ano, depois de um evento irmão ter decorrido também na Casa Capitão entre 21 e 23 de maio com a premissa Cultura e Política, focando-se sobretudo nas interseções entre estas duas áreas no setor cultural. Este evento contou com nomes como os de Malcom Ferdinand, Geoffroy de Lagasnerie, Cynthia Cruz, Kate Pasola e Alice Cappelle.
Segundo a organização, os ingressos para esta edição já foram colocados à venda esta quinta-feira na plataforma DICE.fm, sendo que os bilhetes diários custam 12 euros e os passes gerais 28 euros.Encontra-se ainda disponível um bilhete Pro com um custo de 50 euros, não tendo, para já, sido revelado que benefícios oferece. A organização explicita ainda que “os acompanhantes de pessoas com deficiência também têm acesso gratuito aos concertos, desde que enviem um email a expor a situação” e que “o acesso à convenção é livre, mediante inscrição”.

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