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Nvidia volta a enviar chips de IA à China, mas sob vigilância dos EUA

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A Nvidia começou a enviar para a China uma quantidade reduzida de seus chips H200 de inteligência artificial, após autorizações concedidas pelo governo dos Estados Unidos. A informação foi apresentada nesta terça-feira (14) por uma autoridade comercial americana durante uma audiência no Congresso, em Washington.Continua após a publicidade

O envio envolve um dos processadores mais avançados da fabricante estadunidense e ocorre em meio ao conflito tecnológico entre Estados Unidos e China, marcado por restrições de exportação de semicondutores considerados estratégicos para aplicações militares.Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, apenas um número muito pequeno de unidades foi liberado até agora. Empresas chinesas receberam permissões específicas para adquirir os componentes, mas a extensão das futuras vendas ainda depende de análises de segurança e de aprovações adicionais.Exportações de chips de IA voltam ao centro da disputa entre Washington e Pequim
Chip da Nvidia – Imagem: alexgo.photography/ShutterstockA confirmação dos primeiros embarques do H200 foi feita por Jeffrey Kessler, subsecretário de Comércio para Indústria e Segurança dos Estados Unidos, durante uma sessão do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes. O representante afirmou que as exportações realizadas até o momento foram mínimas.“Houve exportações mínimas de [chips] H200 para a China até agora”, afirmou Jeffrey Kessler, subsecretário de Comércio para Indústria e Segurança dos EUA, durante depoimento ao Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes.De acordo com o Departamento de Comércio americano, cerca de dez empresas chinesas já haviam recebido autorização para comprar os chips em maio, mas, naquele momento, nenhuma entrega tinha sido concluída. Entre as companhias aprovadas estavam Alibaba, Tencent e ByteDance (empresa responsável pelo TikTok).Uma unidade da fabricante chinesa de equipamentos de telecomunicações ZTE e outras duas empresas do país também passaram a integrar a lista de companhias autorizadas recentemente a adquirir chips avançados de inteligência artificial produzidos pela Nvidia e pela AMD.O governo americano mantém controles sobre a venda de tecnologias consideradas sensíveis para organizações chinesas. Empresas incluídas nas listas de restrição precisam obter licenças específicas antes de receber produtos, softwares ou equipamentos de origem estadunidense.

Logo da Nivida – Imagem: Mamun_Sheikh/ShutterstockA comercialização do H200 tornou-se um dos principais pontos de tensão na disputa tecnológica entre as duas maiores economias do mundo. Washington afirma que semicondutores de alto desempenho podem ser utilizados em projetos militares chineses e tenta limitar o acesso de Pequim a essas tecnologias.Durante a audiência, o deputado Gregory Meeks, principal democrata do Comitê de Relações Exteriores da Câmara, criticou a condução das políticas de exportação do governo americano. Segundo ele, as medidas de controle perderam força ao serem utilizadas como instrumento de negociação nas relações com a China.O parlamentar afirmou que o presidente Donald Trump transformou os controles de exportação em uma ferramenta de barganha em negociações mais amplas com Pequim e questionou decisões que permitiram licenças para o envio de chips avançados de inteligência artificial.Continua após a publicidadeKessler defendeu a atuação do Departamento de Comércio e disse que a prioridade é garantir o cumprimento das restrições já existentes. Ele também indicou que novas regras relacionadas à inteligência artificial e aos semicondutores ainda podem ser anunciadas.Além das preocupações com exportações autorizadas, parlamentares levantaram dúvidas sobre possíveis brechas envolvendo chips ainda mais avançados da Nvidia. O deputado republicano Bill Huizenga questionou orientações do Departamento de Comércio relacionadas a possíveis casos de obtenção irregular de chips Blackwell por subsidiárias chinesas fora do país.
Semicondutor de IA – Imagem: FOTOGRIN / ShutterstockKessler respondeu que empresas que tenham recebido componentes sem autorização devem comunicar voluntariamente possíveis violações. Huizenga, porém, afirmou que o governo deveria adotar uma posição mais clara sobre a retenção desses equipamentos.Continua após a publicidadeA Nvidia tem interesse histórico no mercado chinês de inteligência artificial, considerado um dos maiores polos de desenvolvimento da tecnologia. No entanto, a empresa passou a enfrentar limitações comerciais impostas pelos Estados Unidos, que restringiram parte de seus produtos destinados ao país asiático.O H200 pertence à geração Hopper da Nvidia e é considerado um modelo anterior aos chips Blackwell, que possuem desempenho superior. A liberação das vendas para a China representa uma possibilidade de retomada parcial das receitas da fabricante nesse mercado.Ainda não está definido se a China permitirá compras em larga escala desses processadores. Caso o acesso aos chips americanos permaneça limitado, empresas chinesas poderão recorrer a alternativas produzidas internamente, consideradas menos avançadas para treinamento de sistemas de inteligência artificial.

Wagner Edwards

Wagner Edwards é Bacharel em Jornalismo e atua como Analista de SEO e de Conteúdo no Olhar Digital. Possui experiência, também, na redação, edição e produção de textos para notícias e reportagens.

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