HCB regista lucro de 115 milhões de dólares no primeiro semestre
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), uma das maiores produtoras independentes de energia eléctrica na África Austral, somou um resultado líquido de 115 milhões de dólares e receitas no valor de 263 milhões de dólares, indicam dados ainda por auditar referentes ao primeiro semestre deste ano.
Uma nota da empresa enviada ao SAVANA salienta que a HCB registou um desempenho operacional sólido, entre Janeiro e Fevereiro de 2026, produzindo 6.399,02 GWh.
O resultado representa um crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2025 e supera, em cerca de 10%, a produção prevista para o semestre.
O desempenho foi alcançado através de uma estratégia de exploração e operação baseada numa gestão criteriosa dos recursos hídricos, que permitiu conciliar o aumento da produção de energia com a recuperação das reservas da Albufeira de Cahora Bassa, reforçando a sustentabilidade da operação e a segurança energética.
“As condições hidrológicas mais favoráveis verificadas na Bacia do Zambeze, particularmente na bacia própria de Cahora Bassa, associadas às medidas de gestão operacional, de engenharia e de manutenção implementadas pela empresa, contribuíram para uma recuperação significativa da capacidade de armazenamento da Albufeira”, diz o comunicado.
Entre Janeiro e o final de Junho, o armazenamento útil aumentou cerca de 35 pontos percentuais, passando do mínimo histórico de aproximadamente 20% para um máximo de 56%, o que corresponde à cota de 316,22 metros.
O resultado assinala uma mudança significativa após dois anos hidrológicos consecutivos marcados por seca severa e cria condições para um levantamento gradual das restrições operacionais em vigor desde Julho de 2024.
O Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, citado na nota, referiu que “estes resultados demonstram a capacidade da empresa de responder aos desafios operacionais, preservando simultaneamente a sustentabilidade dos recursos hídricos.
O desempenho alcançado reflecte a conjugação de condições hidrológicas mais favoráveis, de uma gestão operacional rigorosa, do reforço dos programas de engenharia e de manutenção e da dedicação dos nossos colaboradores”, afirma Matola.
De acordo com o gestor, produzir mais energia, enquanto se recuperam reservas estratégicas da Albufeira, revela a capacidade da HCB de garantir um fornecimento de energia fiável.
“Isto vai ao encontro da nossa visão para o futuro da HCB, em que, até 2034, a empresa esteja consolidada como uma referência incontornável no sector energético, contribuindo, deste modo, para a estabilidade energética de Moçambique e da região”, acrescentou o PCA da HCB.
No comunicado, avança-se ainda que o desempenho operacional da HCB continuou igualmente a reflectir-se na dinâmica do mercado de capitais.
No primeiro semestre de 2026, as acções da HCB negociadas na Bolsa de Valores de Moçambique atingiram uma cotação máxima de 3,00 meticais por acção, tendo sido transaccionadas cerca de 27,5 mil acções, correspondentes a um volume financeiro aproximado de 80,5 milhões de meticais.
No que concerne a projectos de impacto local e nacional, a HCB encontra-se neste momento a investir em infra-estruturas sócio-económicas vitais na província de Tete, tais como a reabilitação da Estrada Nacional 301, com 112 km, que liga as localidades de Matambo e Maroeira; a construção e apetrechamento do Hospital Distrital de Cahora Bassa, que irá beneficiar os habitantes dos distritos de Cahora Bassa, Changara, Marávia, Mágoe e Marara;
A HCB é também responsável pela implementação do “Projecto Transformar”, uma iniciativa que visa desenvolver infra-estruturas essenciais e sistemas de produção agrícola e pecuária sustentáveis; e a Iniciativa de Desenvolvimento da Economia Local, um projecto que visa estimular o desenvolvimento económico do distrito de Cahora Bassa, através da criação de empresas que passarão a prestar serviços à HCB em regime contratual, fomentando, assim, o empreendedorismo local, a criação de oportunidades de emprego e o desenvolvimento sustentável das comunidades.










