10h. Mundial. Portugal joga esta madrugada frente à Colômbia
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Parabéns. Edição das 10, com o Luís Soares. Começamos pelo Mundial de Futebol. Portugal entra em campo esta madrugada frente à Colômbia, mas já sabe que independentemente do resultado, tem lugar garantido nos 16 avos de final deste torneio.
O apuramento chegou com a conjugação dos resultados dos vários jogos da última noite, mas importa ainda saber, ainda não se sabe em que posição do grupo K vai terminar Portugal. Por isso, o selecionador nacional quer fechar esta fase de grupos com mais uma vitória. Roberto Martínez garante que a equipa está especialmente preparada para defrontar a Colômbia.
Os jogadores estão preparados para o aspecto físico e o desafio de jogar na relva, que é uma relva diferente da relva que nós jogamos na Europa e tudo aquilo que preparamos foi preparado desde o primeiro dia que chegamos aos Estados Unidos. Então é o contrário. Se há um jogo que tivemos tempo para preparar, foi este.
E Roberto Martínez lembra também que vai ser um jogo em terreno difícil, uma vez que se esperam muitos colombianos na assistência para esta partida. Ora, e do outro lado, o selecionador Néstor Lorenzo diz que Portugal é o maior desafio que a equipa vai enfrentar nesta fase de grupos.
Sabemos que Portugal tem uma grande equipa, um grande treinador e que em competições como o Mundial nada é deixado ao acaso. O que se passa é que Portugal é uma equipa consolidada, ao contrário talvez do Congo, que teve de disputar a repescagem, ou do Uzbequistão, que tinha feito uma excelente fase de qualificação na zona asiática. Portanto, nada mais a dizer, vai ser um grande jogo.
A expectativa do selecionador da Colômbia, Néstor Lorenzo, com elogios também à equipa portuguesa. O apito inicial do Portugal-Colômbia está marcado para a meia-noite e meia hora, hora de Lisboa, naturalmente.
Exatamente. E a emissão especial aqui na Rádio Observador começa depois do jornal das 11h. Ontem, vários jogadores da Seleção Nacional falaram aos jornalistas, garantem que Portugal se vai conseguir adaptar a um ambiente mais hostil em Miami.
Um ambiente mais hostil, a começar, desde logo, pelo clima. A partida com a Colômbia vai ser a primeira neste Mundial em que a equipa portuguesa vai jogar num recinto aberto, em vez do estádio climatizado em Houston, onde se realizaram os dois primeiros jogos. O médio Rúben Neves garante que a equipa das Quinas não vai sofrer com as altas temperaturas de Miami.
Temos muitos jogadores também, o meu caso, por exemplo, que jogo na Arábia Saudita, também já estou muito habituado a isso. Portanto, acho que não vai haver essa vantagem da parte da Colômbia. Nós trabalhamos imenso para conseguirmos igualar essa vantagem. Sabemos que temos as nossas qualidades e vamos lutar para ganhar o jogo e esperar que isso não afete nem a nós nem a Colômbia, porque queremos um grande jogo de futebol.
A expectativa de Rúben Neves, a Colômbia venceu os dois jogos que realizou neste Mundial, garantiu o apuramento logo antes da última jornada, o que cria dúvidas na maneira como vai abordar esta última partida. Seja como for, o guarda-redes Diogo Costa assegura que Portugal vai conseguir adaptar-se às dificuldades que o jogo apresentar.
Sim, talvez não será uma seleção que vá jogar em bloco baixo. Ou vai. Acho que tal como nós temos respeito por eles, eles também têm o nosso respeito e devemos estar à altura para o que for necessário e adaptar-nos o mais rapidamente para levar o que é o mais importante, que é a vitória.
A vitória, nas palavras do guarda-redes Diogo Costa, e numa altura em que muitas equipas, já apuradas, pensam na próxima fase da prova, Francisco Trincão pede cabeça e lembra que ainda há uma partida para vencer.
A principal ideia, víamos para aqui com isso, era jogar três jogos. Sabíamos que o Mundial iam ser os três primeiros jogos e a partir daí depois fazia-se contas, mas acho que o foco vai muito por aí, porque não podemos estar a olhar para a frente. Sabemos da importância do jogo de amanhã e o nosso foco está nestes três jogos e não pensar no que vem à frente.
Francisco Trincão e as expectativas dos jogadores da seleção portuguesa, que ontem realizaram o último treino de preparação para o jogo frente à Colômbia.
E o antigo internacional português, Nani, considera que os portugueses estão mal habituados à qualidade da seleção portuguesa e, Luís, pede aos adeptos para criticarem ainda mais Cristiano Ronaldo.
O antigo avançado, campeão europeu em 2016, garante que quanto mais críticas, melhor joga o capitão da seleção nacional.
Bom saber que ele não se cala, ele continua a ser quem ele sempre foi e quando assim é, sabemos que vai haver gols, vai haver bons jogos e a personalidade está lá. Não se deixa intimidar por nenhumas palavras do exterior, porque sabemos que foi muito criticado na primeira semana, o que é normal. Mas como ele sempre nos habituou a dar boas respostas, se não houvesse uma crítica, acredito que ele nem fazia os gols. Então eu acho que os portugueses devem continuar a criticá-lo.
E depois do passo em falso na primeira jornada, Nani vê melhorias na equipa portuguesa, apesar das críticas constantes dos adeptos, que não são tema novo para a seleção nacional.
A nossa seleção, se olharmos para trás, foi sempre assim, em todas as grandes competições. O nível de exigência dos adeptos e dos portugueses é sempre muito elevado e tem a sua razão, tem o seu porquê, porque nós nos habituamos sempre mal com grandes jogadores, grandes talentos, sempre favoritos em todo o mundo. A expectativa sempre é enorme e sabíamos que os inícios das competições não é sempre do melhor e sabemos que há sempre aquele nervosismo que não ajuda.
Declarações de Nani, antigo internacional português, em declarações em Miami, numa conferência organizada pela Federação Portuguesa de Futebol, na véspera desse jogo entre Portugal e a Colômbia.
E em Portugal também há cidadãos colombianos que vão estar no Terreiro do Paço, em Lisboa, para ver este jogo de mais logo.
Nomeadamente um grupo de folclore colombiano que a Maria Miguel Marcos foi conhecer.
Há 15 anos, o Ministério da Saúde português contratou 42 médicos colombianos para preencher as falhas nos centros de saúde de Lisboa e do Algarve. Seis anos depois, surge entre alguns desses médicos e amigos colombianos estabilizados no país, o grupo Folclore Colombia. Até hoje, todas as semanas, o grupo de folclore reúne imigrantes colombianos para divulgar uma Colômbia alegre em Lisboa, mas também para criar uma comunidade. É o que nos conta o diretor do grupo, Carlos Pérez.
O principal objetivo nosso é divulgar a cultura colombiana, mostrar uma Colômbia alegre, mas o segundo objetivo do grupo é criar uma comunidade de colombianos. Também aqui encontram soluções às diversas necessidades que implica a migração, como encontrar um trabalho, onde arranjar um local para viver. Está tudo relacionado com o entorno de amizade.
Paula Garçon, uma jovem imigrante membro da Folclore Colombia, explica que este grupo se destaca por estar bem integrado em Portugal.
Nós tivemos um festival há dois meses e foi em Santarém. Também foi um festival internacional. Nós vamos realmente representar o país e também estão outros países, mas eles vêm mesmo do país de origem. Nós somos quase um dos únicos países que somos estrangeiros, mas moramos mesmo no próprio país. Eu acho que as pessoas gostam imenso disso.
E no jogo contra Portugal, o irmão de Paula, Santiago Garçon, que integra também o grupo Folclore Colombia, está decidido que é Colômbia a equipe que vai apoiar.
100% por Colômbia. Muito amor e muita esperança. Eu estou agradecido por estar cá, mas é o meu país de nascença e sempre vou estar agradecido por ele.
O grupo Folclore Colombia vai estar presente no Terreiro do Paço para ver o jogo entre a Colômbia e Portugal.
A jornalista é a Maria Miguel Marques, que foi conhecer o Folclore Colombia, com presença já garantida no Terreiro do Paço, em Lisboa, para ver o jogo entre Portugal e Colômbia da próxima madrugada.
E quem também já carimbou a passagem à fase a eliminar deste mundial foi Cabo Verde. Os Tubarões Azuis terminaram a fase de grupos em segundo lugar. E Luís, sem qualquer derrota.
Foram três empates que foram suficientes para garantir a segunda posição do grupo, logo na primeira participação de Cabo Verde num campeonato do mundo de futebol. Esta madrugada, os Tubarões Azuis empataram a zero com a Arábia Saudita. Seguem então para a próxima fase, em que depois de Espanha e Uruguai, vão encontrar mais um campeão do mundo, neste caso, o campeão do mundo em título, a Argentina de Lionel Messi. O jogo está marcado para o dia 3 de julho.
Na última noite houve mais grupos a conhecerem também as contas finais.
No grupo H, além de Cabo Verde, destaque para Espanha. Venceu Uruguai por 1 x 0. Os espanhóis ficam na primeira posição do grupo. Já os sul-americanos ficam de fora do mundial. No grupo G, a Bélgica goleou a Nova Zelândia por 5 x 1. Garantiu também o apuramento para os dezesseis avos em primeiro lugar. Já o Egito empatou com Irão, fica em segundo. A equipe iraniana espera agora pelo desfecho dos restantes jogos da fase de grupos para saber se segue em frente na competição. Destaque ainda para o grupo E, com França a bater a Noruega por 4 x 1 e a garantir também a primeira posição na tabela. Já o Senegal garantiu o terceiro lugar e o apuramento para a fase a eliminar com uma vitória por 5 x 0 frente ao Iraque.
Três dias depois dos sismos que atingiram a Venezuela, a presidente interina, Delcy Rodríguez, diz que a prioridade do governo é resgatar pessoas dos escombros.
Delcy Rodríguez deixou essa garantia numa mensagem transmitida pelas redes sociais, em que não atualizou o número de vítimas mortais. São 920, o número atualizado ao fim da tarde de ontem. Há também 3300 feridos. Ontem, o grupo de moradores e familiares de pessoas presas sob os escombros de um edifício em Caracas atingido pelos sismos vaiou a presidente interina. A Agência France-Presse relata que Delcy Rodríguez visitava uma zona nobre da capital, perto de um edifício que ruiu, com os moradores a acusarem o governo de não fazer nada pelo povo.
Entretanto, já estão a caminho os dois aviões portugueses para ajudar nas operações de busca e salvamento na Venezuela. O governo admite ainda a possibilidade de enviar uma terceira aeronave.
Dois aviões que partiram já na última noite. A confirmação de uma possibilidade de uma terceira aeronave foi deixada pelo ministro da Administração Interna. Luís Neves explica, no entanto, que essa decisão vai depender da atual missão que partiu ontem à noite.
É isso que se está a passar. Hoje vão dois aviões, é isso que está programado, da Base Aérea de Beja, com os nossos profissionais, com as nossas capacidades, com os nossos equipamentos, com apoio logístico e naturalmente, quando fizerem a primeira avaliação, estaremos disponíveis para repensar aquilo que tiver que ser repensado e repito, relativamente à questão que colocou, total disponibilidade do Estado português para continuar a ajudar com outros meios, se necessário for.
Luís Neves, no final de uma visita conjunta às instalações da sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil em Lisboa, com o presidente do Parlamento Europeu. Os dois aviões da Força Aérea Portuguesa partiram ontem à noite para a Venezuela, saídos da Base Aérea de Beja.
O presidente da República, António José Seguro, fez ontem um minuto de silêncio pelas vítimas dos sismos na Venezuela.
Foi num encontro com vários luso-venezuelanos em Miami. Convidou António José Seguro a que se juntassem no minuto de silêncio pela situação na Venezuela.
Espero que as vossas famílias estejam bem, que já tenham tido oportunidade de falar, de contactar com elas, que encontrem todos vós, e sobretudo aqueles que vivem ainda momentos de angústia, e em particular aqueles que vivem momentos de perda, força e coragem para enfrentar esta tragédia. Estou certo que compreenderão que vos peça que possamos fazer um minuto de silêncio.
António José Seguro não afasta a possibilidade de que o número de vítimas portuguesas e lusodescendentes possa aumentar, mas sublinha que o desejo de todos é que isso não aconteça. Para já está confirmada a morte de 28 portugueses ou lusodescendentes.
São agora 10h12, Luís. Há outras notícias em destaque a esta hora.
O Irão condena os ataques dos Estados Unidos a vários locais ao longo da costa sul do país. O chefe da diplomacia iraniana acusa Washington de violar a Carta das Nações Unidas e o memorando de entendimento sobre o fim da guerra. Teerão diz que os ataques atingiram instalações de vigilância costeira e reafirmou o direito do país à autodefesa. O governo da República Democrática do Congo confirmou o aumento do número de mortes e casos confirmados no atual surto de ebola no leste do país. São já 321 mortos, mais de 1200 afetados. O surto teve início em maio, já se espalhou a outras províncias e também ao Uganda. E João, hoje a Rádio Observador faz sete anos. Estamos todos de parabéns.
Estamos todos de parabéns. Sete anos, 27 de junho de 2019.
Eu não sou muito bom com contas, mas lá consegui.
Desde então, já passámos por muito, por um apagão, por uma pandemia, por guerras e também por momentos como este, por exemplo.
Pedro Henriques, uma derrota estrondosa para Noronha Lopes. Rui Costa, aliás, Rui Rocha já foi líder, mas da Iniciativa Liberal.
Acontece a todos, não é, João?
Olha, não me lembrava destes.
Mas também não é só a ti que acontece trocar nomes.
Muito bom dia. Jornal das 7 na Rádio Observador, com o Carlos Jorge Carvalho. Com o Luís Soares, desculpem. Estava em piloto automático.
É tão habitual.
Acontece a todos esses momentos mais divertidos e mais descontraídos que às vezes também acontecem.
Deixaste-me surpreendido agora, que eu não estava à espera disto.
Foi de propósito, foi para te surpreender. Presente de aniversário da Rádio Observador.
Muito obrigado. E obrigado a todos os ouvintes que estão conosco. Já sabe, se quiser participar também deste dia, envie-nos uma mensagem de voz através do nosso WhatsApp 910024185. Sete anos de Rádio Observador. Muitos parabéns a todos.










