11h. Irão condena ataques dos EUA a vários locais do país
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O Jornal das 11. Edição das 11 com Luís Soares. Começamos com o Mundial e com o resultado histórico para Cabo Verde. Luís, os Tubarões Azuis estão apurados para a fase a eliminar do torneio.
A equipe termina a fase de grupos sem qualquer derrota, conseguiu três empates que garantiram o apuramento para os 16 avos de final do Mundial de Futebol, num grupo com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. Isto logo no primeiro Campeonato do Mundo em que Cabo Verde garantiu um segundo lugar histórico no grupo. Recebemos agora em direto, neste Jornal das 11, Miguel Fortes, é presidente da Associação Cabo-Verdiana do Seixal. Bom dia, não sei se já tem o sono recuperado depois da festa ontem, depois do jogo de ontem à noite.
Bom dia, Luís Soares. Olha, eu por acaso sou agora que eu levantei da cama, nem sequer ainda tomei o pequeno-almoço, porque realmente nós vivemos o jogo com muita emoção e o peso também de ver Cabo Verde onde nós chegamos, foi muito grande e ficamos até às tantas.
Foi uma noite de muita festa?
É, muita festa. Ficamos a vibrar, a gritar, a pular, porque realmente é um feito histórico para Cabo Verde e os cabo-verdianos.
Esperavam que Cabo Verde conseguisse passar esta fase de grupos?
É assim, nós esperamos sempre. Como o nosso mister diz: “Fé e foco nós temos que ter até os últimos minutos.” Mas também nós, quando dizemos que é um feito histórico, temos de ver a capacidade dos nossos jogadores e a capacidade dos jogadores adversários que nós temos apanhado desde o primeiro jogo da Espanha. E quando ultrapassamos a barreira da Espanha, dissemos: “Bom, já vamos pensar em mais um empate com o Uruguai.” Passamos o Uruguai. Dizemos: “Bom, o jogo de ontem era um jogo muito complicado para nós”, porque tinha dois jogos que disputavam o terceiro lugar ao mesmo tempo. Nós estávamos com o telemóvel aberto a ver o jogo da Espanha no telemóvel e televisão a ver o jogo de Cabo Verde.
Claro, a fazer contas. E agora a Argentina. Como é que está a confiança para esse jogo que a partir de agora, enfim, são jogos decisivos cada um deles.
São jogos mais difíceis. Nós, ao pensar na Argentina como candidata ao título, que já teve dois ou três mundiais, não vamos pensar na equipa, vamos pensar em não sofrer gols, não ter uma derrota pesada, sabendo com quem que nós estamos a jogar. Nós temos a Argentina, a seleção da Argentina e o Messi. São duas equipes que estão lá no campo. E nós temos de ver que argumentos aqueles que nós temos para poder controlar, sabendo que é difícil, mas controlar para não ter uma derrota pesada. Se tiver possibilidade de ter um novo empate, melhor ainda.
Mas depois vai ter que ir às grandes penalidades e vai ser ainda mais sofrimento. Já está a preparar a festa ou a forma como vão acompanhar esse jogo no dia 3 de julho, o jogo que vai ser às 11 da noite?
É assim. No dia 3 de julho, vamos ter uma reunião hoje da direção, que é uma reunião normal, para tratar de algumas questões e vamos organizar o que é que nós vamos poder fazer, também com a Câmara Municipal do Seixal, com a Junta de Freguesia de Amora, porque são os nossos parceiros locais e também com alguma proximidade aqui no conselho, e vamos organizar, fazer qualquer coisa.
Para acompanhar a partida.
Para acompanhar a partida.
Miguel Fortes, muito obrigado por ter estado em direto conosco. Miguel Fortes, presidente da Associação Cabo-Verdiana do Seixal, depois do apuramento de Cabo Verde para os 16 avos de final do Campeonato Mundo de Futebol. O jogo com a Argentina está então marcado para o dia 3 de julho, às 11 da noite, hora de Lisboa.
Já Portugal entra em campo esta madrugada frente à Colômbia, mas também já tem lugar garantido nos 16 avos de final do Mundial.
Apuramento que chegou ontem à noite com a conjugação dos resultados dos vários jogos que decorreram ontem. Falta ainda saber em que posição vai terminar Portugal no grupo K, mas o selecionador Roberto Martínez quer fechar esta fase com mais uma vitória. Alerta que a equipa vai enfrentar um ambiente hostil, com mais colombianos nas bancadas do que portugueses, mas Roberto Martínez sublinha que a equipa está especialmente preparada para esta última partida.
Os jogadores estão preparados para o aspecto físico e o desafio de jogar na relva, que é uma relva diferente da relva que nós jogamos na Europa. E tudo aquilo que preparamos foi preparado desde o primeiro dia que chegamos aos Estados Unidos. Então é o contrário. Se há um jogo que tivemos tempo para preparar, foi este.
A garantia de Roberto Martínez. Do outro lado, o selecionador colombiano, Néstor Lorenzo, diz que Portugal é o adversário mais desafiante desta fase de grupos.
Sabemos que
Sabemos que Portugal tem uma grande equipe, um grande treinador e que em competições como o Mundial, nada é deixado ao acaso. O que se passa é que Portugal é uma equipa consolidada, ao contrário, talvez, do Congo, que teve de disputar a repescagem, ou do Uzbequistão, que tinha feito uma excelente fase de qualificação na zona asiática. Portanto, nada mais a dizer. Vai ser um grande jogo.
Elogios do técnico colombiano Néstor Lorenzo à equipa portuguesa. O apito inicial do Portugal-Colômbia está marcado para a meia-noite e meia hora, hora de Lisboa.
Três dias depois dos sismos que atingiram a Venezuela, a presidente interina Delcy Rodríguez diz que a prioridade do governo é resgatar as pessoas dos escombros.
Garantia deixada numa mensagem transmitida pelas redes sociais, em que não atualizou, no entanto, o número de vítimas mortais. São ainda 920, número atualizado ao fim da tarde de ontem. Há ainda 3300 feridos. Ontem, um grupo de moradores e familiares de pessoas presas sob os escombros vaiou a presidente interina Delcy Rodríguez, que visitava uma zona nobre da capital Caracas. Ontem mesmo saíram de Portugal dois aviões com ajuda para as operações de busca e salvamento na Venezuela. O governo português admite enviar mesmo um terceiro avião, se tal for necessário. Já a presidente da República fez ontem um minuto de silêncio pelas vítimas dos sismos na Venezuela, num encontro com vários lusovenezuelanos em Miami. Para já está confirmada a morte de 28 portugueses ou lusodescendentes.
E hoje, Luís, continua a decorrer o Festival Babel. O evento literário e cultural traz hoje ao Porto a escritora Margaret Atwood.
Autora, por exemplo, da saga “A História de uma Serva”. A Joana Moreira, uma jornalista do Observador, está a acompanhar este festival. Joana, hoje é um dos dias mais fortes do cartaz, até porque também vai passar pelo festival uma Prémio Nobel.
É assim mesmo, Luís. Olga Tokarczuk é a escritora polaca, Nobel da Literatura de 2018, que vai estar aqui no Porto numa sessão este sábado, marcada para às 18h. Vai estar na Praça Gomes Teixeira, mais conhecida por Praça dos Leões, à conversa com Marta Bernardes. Antes disso, como bem mencionaste, teremos ainda tempo para escutar Margaret Atwood. Margaret Atwood, Prémio Booker e uma das escritoras mais influentes da literatura contemporânea. Ela vai estar aqui na Praça dos Leões também, mas antes, às 16h, numa sessão moderada pela escritora Tânia Ganho, que está há muito esgotada. Aliás, a afluência é um dos pontos a destacar neste Festival Babel. Ainda agora estamos aqui defronte da Livraria Lello, onde pelo menos uma centena de pessoas aguarda para visitar a livraria. Neste quarto dia de festival, que se promete riquíssimo, desde logo porque, como bem dizias, traz uma Nobel ao Porto. Por aqui continuaremos a acompanhar no Observador com a reportagem.
A Joana Moreira vai continuar a acompanhar este Festival Babel. Hoje é o quarto dia desta iniciativa literária no Porto.
11:09. Vamos agora ainda a outras notícias em destaque, Luís.
O Irão condena os ataques dos Estados Unidos a vários locais ao longo da costa sul do país. O chefe da diplomacia iraniana acusa Washington de violar a Carta das Nações Unidas e o memorando de entendimento sobre o fim da guerra. Teerão diz que os ataques atingiram instalações de vigilância costeira e reafirmou o direito do país à autodefesa. O governo da República Democrática do Congo confirma o aumento do número de mortes e de casos confirmados no atual surto de Ebola no leste do país. São já 321 mortos, mais de 1200 afetados. Um surto que teve início em maio, já se espalhou a outras províncias e também à Uganda.









