6h. Novo sismo de magnitude 4,9 registado na Venezuela
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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.
Começamos este jornal com o mundial. Sem ainda ter entrado em campo, Portugal já está nos 16 avos da competição. A equipa das Quinas beneficia dos resultados do grupo H e assegura a qualificação, independentemente do resultado do jogo frente à Colômbia. A seleção nacional chega assim a esta partida com um novo fôlego. Ainda assim, independentemente das contas do grupo, o objetivo passa por terminar a fase de grupos da melhor forma possível. Na antevisão ao encontro, Diogo Costa admitiu que ainda não sabe de que forma a Colômbia vai abordar a partida. Ainda assim, o guarda-redes garante que Portugal está preparado para se adaptar a qualquer cenário e a responder às dificuldades que o jogo possa apresentar.
Sim, talvez não seja uma seleção que jogue em um bloco baixo. Ou vai. Acho que tal que nós temos respeito por eles, eles também têm o nosso respeito e devemos estar à altura para o que for necessário e adaptar-nos o mais rapidamente para levar o que é o mais importante, que é a vitória.
As expectativas de Diogo Costa, o jogo frente à seleção da Colômbia marca a estreia de Portugal em partidas do Campeonato do Mundo com recintos abertos. A equipa colombiana já está habituada a este tipo de clima, mas Rúben Neves garante que Portugal não vai sofrer com as altas temperaturas de Miami.
Temos muitos jogadores também. O meu caso, por exemplo, que jogo na Arábia Saudita, também já estou muito habituado a isso. Portanto, acho que não vai haver essa vantagem da parte da Colômbia. Nós trabalhamos imenso para conseguirmos igualar essa vantagem. Sabemos que temos as nossas qualidades e vamos lutar para ganhar o jogo e esperar que isso não afete nem a nós nem a Colômbia, porque queremos um grande jogo de futebol.
O calor não vai ser um problema para a seleção, diz Rúben Neves. Portugal realizou esta sexta-feira o último treino de preparação para o jogo frente à Colômbia. Ainda antes do início dos trabalhos, a equipa das Quinas cumpriu um minuto de silêncio em memória das vítimas dos sismos na Venezuela. Na antecâmara do Portugal-Colômbia, a Rádio Observador foi conhecer um grupo de folclore colombiano, cujos fundadores, Maria Miguel Marques, vieram para Portugal por causa de uma necessidade do SNS.
Há 15 anos, o Ministério da Saúde português contratou 42 médicos colombianos para preencher as falhas nos centros de saúde de Lisboa e do Algarve. Seis anos depois, surge entre alguns desses médicos e amigos colombianos estabilizados no país, o grupo Folclore Colômbia. Até hoje, todas as semanas, o grupo de folclore reúne imigrantes colombianos para divulgar uma Colômbia alegre em Lisboa, mas também para criar uma comunidade. É o que nos conta o diretor do grupo, Carlos Pérez.
O principal objetivo nosso é divulgar a cultura colombiana, mostrar uma Colômbia alegre. Mas o segundo objetivo do grupo é criar uma comunidade de colombianos. Também aqui encontram soluções às diversas necessidades que implica a migração, como encontrar um trabalho, onde arranjar um local para viver. Está tudo relacionado com o entorno de amizade.
Paula Garçom, uma jovem imigrante membro da Folclore Colômbia, explica que este grupo se destaca por estar bem integrado em Portugal.
Nós tivemos um festival há dois meses e foi em Santarém. Também foi um festival internacional. Nós vamos realmente representar um país e também estão outros países, mas eles vêm mesmo do país de origem. Nós somos quase dos únicos países que somos estrangeiros, mas moramos mesmo no próprio país. Eu acho que as pessoas gostam imenso disso.
E no jogo contra Portugal, o irmão de Paula, Santiago Garçom, que integra também o grupo Folclore Colômbia, está decidido que é a Colômbia a equipa que vai apoiar.
100% por Colômbia. Muito amor e muita esperança. Ainda eu estou agradecido por estar cá, mas é o meu país de nascença e sempre vou estar agradecido por ele.
O grupo Folclore Colômbia vai estar presente no Terreiro do Paço para ver o jogo entre a Colômbia e Portugal.
Um trabalho da jornalista Maria Miguel Marques, que foi conhecer o Folclore Colômbia, que já tem presença garantida no Terreiro do Paço para esse Portugal-Colômbia, que se joga na próxima madrugada. Na atualidade internacional, Teerão prometeu e cumpriu. A Guarda Revolucionária Iraniana diz que as forças navais do país atacaram vários pontos onde o exército dos Estados Unidos estava posicionado. Os iranianos prometem ainda uma resposta mais contundente, caso Washington volte a atacar. Esta noite, os Estados Unidos lançaram uma nova vaga de ataques contra o Irão, em resposta à violação do cessar-fogo. Num comunicado emitido pelo Comando Central dos Estados Unidos, as forças norte-americanas dizem ter atacado armazéns de mísseis e drones iranianos para responder a uma agressão injustificada por parte dos iranianos. Os novos ataques surgem na sequência de um ataque a um cargueiro no estreito de Ormuz. Estes são os primeiros ataques registados entre os dois países, desde o memorando de entendimento celebrado entre Washington e Teerão. O escalar das tensões entre os dois Estados acontece numa altura em que o Líbano e Israel assinaram um acordo trilateral com Washington. O documento prevê a retirada parcial das forças de defesa de Israel do sul do Líbano. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, classifica o acordo como o início do início. Já Benjamin Netanyahu encara este entendimento como um golpe para o Irão. Isto porque, segundo o primeiro-ministro israelita, Israel permanece na zona de segurança enquanto o Hezbollah não se desarmar. Já chegaram à Venezuela as equipes de resgate de El Salvador, México, República Dominicana, Suíça, Equador, Espanha, Chile, Colômbia e Estados Unidos. A informação foi confirmada pela presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que adiantou ainda que as equipes de resgate da Alemanha, Países Baixos e Itália estão a caminho para se juntarem às operações de busca e salvamento. Portugal tem a caminho da Venezuela dois aviões. Partiram ontem de Beja com ajuda humanitária e equipes de resgate para apoiar as operações no país. Isto numa altura em que a terra voltou a tremer na Venezuela. Um novo sismo de magnitude 4,9 foi registrado no país. O epicentro foi a cerca de 80 km de Caracas, na região de Aragua, a uma profundidade de 35 km. A agência Reuters avança que o abalo também foi sentido na capital do país, Caracas. O novo sismo acontece depois desses dois grandes abalos de magnitudes superiores a 7 que abalaram o país na quarta-feira à noite. Desde então, foram registradas várias réplicas. No outro dia, o presidente da Assembleia Nacional do país falava em quase 140 réplicas desde os primeiros abalos. E continua a subir o número de mortos na sequência dos sismos de quarta à noite na Venezuela. São já 929 as vítimas mortais confirmadas. Há ainda a registrar mais de 3300 feridos. Já os desaparecidos são mais de 50 mil. Entre as vítimas mortais, há 28 portugueses e lusodescendentes. O secretário-geral do PS exigiu uma resposta mais forte dos mecanismos de proteção civil europeus e portugueses face à situação na Venezuela. José Luís Carneiro considera os apoios dados insuficientes e apela ao primeiro-ministro Luís Montenegro para liderar os esforços.
Eu queria, como líder do Partido Socialista Português, interpelar as consciências dos líderes europeus, particularmente de quem tem as responsabilidades de proteção civil no quadro da União Europeia, para que procurem mobilizar uma resposta coordenada do Mecanismo Europeu de Proteção Civil. E queria aqui, em Portugal, apelar ao primeiro-ministro para que ele próprio lidere esta operação, para que ele próprio coordene esta operação.
Nesta entrevista à Sic Notícias, José Luís Carneiro falou também de temas da política nacional, mais concretamente sobre as posições defendidas pela ministra do Trabalho, que continua a insistir na necessidade da reforma laboral. O líder socialista fala de uma provocação em várias frentes por parte de Maria do Rosário Palma Ramalho.
Vi nas declarações da ministra do Trabalho uma provocação, não apenas aos responsáveis políticos máximos, entre os quais os próprios responsáveis máximos da AD, porque foram declarações ao arrepio e ao contrário daquilo que tinha sido afirmado pelo próprio líder parlamentar e daquilo que foi dito pelo próprio primeiro-ministro. Eu vi essas declarações como uma provocação aos parceiros sociais, como uma provocação àqueles que votaram contra na Assembleia da República e uma provocação aos trabalhadores.
Uma provocação frente àqueles que votaram contra na Assembleia da República a esse pacote laboral, mas também contra os sindicatos. José Luís Carneiro, à Sic Notícias. Esta é a notícia de fecho deste jornal das seis da manhã. Minuto 90 na Rádio Observador, agora com espaço para a crônica. Olhamos primeiro para esse jogo entre o Egito contra o Irão. João Lourenço.
E vamos certamente olhar para uma partida que estávamos aqui a terminar de ver e de assistir esses minutos finais frenéticos e, por isso, certamente um desfecho que nenhuma das equipes, neste caso, previa, pelo menos os momentos de tensão finais. Tensão num bom motivo, o futebol provoca esse tipo de emoções e certamente vou trocar aqui a ordem, não sei se me permites.
Ok, claro, permita-me a esta hora.
Vou começar com a mentira.
A mentira deste jogo.
Vou começar com a mentira, neste caso, a mentira que era prevista, ou seja, não era um jogo que era de cartaz Mas foi e vai fazer cartaz pelas emoções que trouxe, pela forma como foi jogada, pela forma como foi decidida, acima de tudo. E dar conta que o Egito fica em segundo, é certo, podia ter ficado em primeiro, podia ter ficado em terceiro. Esteve durante cinco, seis minutos em diferentes posições na tabela classificativa. O Irão esteve eliminado, esteve na frente em segundo lugar e neste momento está em terceiro, mas ainda não está eliminado totalmente. É o mundial a funcionar. E pra quem dizia que este jogo era às 05:00 da manhã, neste caso, terminava às 06:00 da manhã, começava às 04:00 da manhã. É difícil, não é uma equipa que tenha jogadores no grande futebol europeu. Às vezes são estas partidas que dão corda a isto, dão emoção a este ópio que todos nós gostamos, que se chama futebol, e dar os parabéns aos dois emblemas. E agora sim, podemos retomar a ordem normal da crônica.
É o futebol a surpreender. Há bocado, nos jogos anteriores que acompanhamos, falaste de uma falta de gols, agora houve bastantes. Quero saber quem é a tua pérola.
Eu vou atribuir ao homem que marcou o gol do Irão, não pelo gol em si, o Ramin Rezaian. Acima de tudo, quase como um balanço já premeditado, porque ainda agora referi que o Irão ainda não está eliminado, mas Ramin Rezaian chega a este campeonato do mundo com 36 anos. A equipa do Irão chega a este campeonato do mundo a pensar em tudo, menos em jogar futebol, diga-se de passagem, porque é inevitável falar deste tema. Eu volto a referir uma frase que eu disse quando foi a partida entre o Irão e a Nova Zelândia da primeira jornada. Estava aqui a fazer o Minuto 90 e o Manuel Conceição Carvalho, que está aqui em estúdio conosco, também fez a crônica dessa partida. E na altura eu lembrei-me de uma frase de um técnico italiano, que agora está me a falhar a memória, mas a frase não está. E a frase era: “O futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes.” E eu volto, acima de tudo, a frisar esta frase, porque, mais uma vez, a seleção do Irão, a equipa do Irão, as famílias dos jogadores do Irão, deviam estar a pensar em tudo, menos a ver 22 indivíduos no outro lado do Atlântico, que por acaso é de um país com quem eles não se dão assim às mil maravilhas, mas estão a fazer uma coisa que é algo lúdico. Que é algo que é um passatempo. E de repente esse passatempo, durante uma hora e meia, torna-se numa, não direi prioridade nacional, mas algo de grande foco em termos do Irão. Traz muita gente ao estádio, neste caso, ao estádio de Sevilha. Tem uma grande partida frente ao Egito. Tiveram nesta flutuação de posições nos últimos 10 minutos, tanto o Irão como o Egito, e tiveram sempre neste estamos dentro, estamos fora, muito por causa do Ramin Rezaian. Ele marcou um grande gol na primeira jornada, faz uma grande assistência também na altura. Hoje é ele quem faz também o gol do empate numa jogada de insistência. Damos a pérola pro jogo de hoje, pela fase de grupos em si e acima de tudo por uma atitude de não se render perante tudo o que está à volta e que certamente é mais importante do que o futebol, mas aqui está ele.
Vamos agora ao joker, quem surpreendeu.
Videoarbitragem. Por quê? Vamos tentar esmiuçar isto pra quem não viu a partida. Como referimos há pouco, as flutuações dentro da tabela classificativa decorreram, e muito, porque o Egito literalmente esteve fora do Campeonato do Mundo, depois esteve dentro, depois esteve no primeiro posto, começou esta jornada mesmo nesse lugar cimeiro do grupo G. E apenas se salvou graças a, agora está me a faltar o nome, mas mais ou menos é o sistema automático do fora de jogo. O que isto significa, e certamente o nosso audioárbitro Pedro Henriques deve esmiuçar esta tecnologia de uma melhor forma do que eu. É basicamente ter o árbitro principal da partida, neste caso o senhor Szymon Marciniak, inclusive este árbitro polaco de 45 anos apitou a última final de Campeonato do Mundo. Mas hoje este árbitro polaco teve o auxílio de uma tecnologia que está à beira de uma palma, neste caso, do pulso. Vai pro relógio. Basicamente, o sistema de videoarbitragem automático ou semiautomático consegue traçar as linhas de uma forma muito rápida, muito eficaz e que permite não só que o jogo continue a fluir, mas acima de tudo, que permaneça a verdade desportiva. Ora, as imagens dadas pela FIFA detalhavam que o pé do jogador do Irão estava meio cortado, ou seja, estava meio separado na linha do fora de jogo. São detalhes que importam. São detalhes que numa fase tão avançada da competição, certamente importam, são importantes, são decisivos para uma passagem em segundo ou em terceiro. E dar destaque ao VAR porque já sabemos sempre esta lengalenga do VAR, que trouxe verdade desportiva, mas na minha opinião, não me canso de dizer isso Genuinamente acho que o VAR trouxe essa clareza, essa limpeza ao futebol mundial, independentemente do susto feito por quem os tem, e há que ser corrigido, mas há que elogiar quando atua bem. Este foi um dos casos.
E agora fechamos esta primeira crônica com a tua sentença.
Não sabendo quem será o adversário do Irã, até porque ainda não estão as contas do terceiro lugar fechadas, dar conta do Austrália e Egito. E o Egito, voltamos à mesma, flutuações nos últimos cinco, 10 minutos desta partida. Vê se encontra nos 16 avos de final um adversário que certamente está à distância. E o Egito, apesar de ter passado grandes calafrios frente à seleção do Irã, tem nas suas fileiras jogadores de alto calibre. Salah à cabeça, Omar Marmoush, ele esteve um pouco apagado nesta temporada no Manchester City. Há quem diga que esteja à procura de um novo emblema, de um novo desafio, no entanto, mantém-se nos quadros dos Citizens e certamente trouxe outra magia, outro fulgor, outro pulmão para esta partida. Entrou por volta ali do minuto 60, 62. Tem figuras destas de proa que podem levar a equipe do Egito para outra fase desta prova e, por exemplo, contra uma equipe da Austrália, creio que será certamente um adversário à distância deste Egito. Quanto ao Irã, aguardemos, mas seria giro. Não sei se a palavra é a mais bonita de se dizer, mas seria interessante ver o Irã novamente a continuar mais um bocadinho na prova.
Um futuro que ainda não é totalmente desvendado.
Sim.
João Lourenço aqui com a crônica deste Egito contra o Irã. Já a seguir fazemos a crônica do Nova Zelândia frente à Bélgica.
Até já.
Estamos de volta para essa crônica do Nova Zelândia frente à Bélgica. Comigo está o João Lourenço. Começamos então por essa pérola.
Uma pérola que se destacou como um joker durante toda a temporada ao serviço do Arsenal, ao serviço dos vice-campeões da Europa e ao serviço dos grandes campeões da prova da liga britânica. Estou a falar do Leandro Trossard, que é uma espécie de super joker, porque muitas vezes arranca a partir do banco, neste caso, do Arsenal, mas que esta noite em Vancouver, arranca logo a titular com a camisola 10, o sucessor de Eden Hazard na seleção belga, e faz uma exibição muito lutadora, acho que é a melhor forma de a descrever, muito assertiva, com dois gols, com um deles de belo efeito. Ganha um pênalti, inclusive, que depois a videoarbitragem veio a reverter, e bem, diga-se. No entanto, acho que o Leandro Trossard pode ganhar aqui um grande papel de destaque na seleção belga. Não tem os nomes de antigamente. Falamos agora do Hazard. Podemos falar de um Kevin De Bruyne, que hoje também faz uma grande partida, mas já tem a sua idade. Falamos de um Lukaku, que hoje também faz um gol, mas mais uma vez é uma seleção que a idade do seu prime, a sua melhor forma, certamente já não estará nos dias de hoje. O Leandro Trossard, que por exemplo, nesta temporada ao serviço do Arsenal e contando só com a Premier League, teve seis gols e seis assistências. Na época 24/25, teve oito gols e sete assistências, ou seja, é um jogador que, partindo do banco, traz essa confiança e essa fiabilidade que qualquer treinador queria ou gostaria de ter. Rudi Garcia apostou em Leandro Trossard para titular e teve proveito.
Já ouvimos a pérola, agora quero saber o joker.
King Kev. É uma expressão usada pelos adeptos do Manchester City. Kevin De Bruyne é, para mim, e salvo melhor opinião, o melhor ou mesmo um dos melhores jogadores da última década da Premier League. Mais influente, mais clutch. É uma expressão, mas lá estou eu com os estrangeirismos, peço desculpa. Mais decisivo, mais eficaz. Auxiliado, certamente, por um dos melhores treinadores de todos os tempos. Auxiliado também por uma das melhores equipes todos os tempos, no que toca, neste caso, à Premier League. Kevin De Bruyne, que se transferiu para o Nápoles, mas que certamente não vai perder os traços de grande jogador, de enorme atleta que é. Kevin De Bruyne, inclusive há aqui páginas de futebol que até o dão como melhor pontuação, que o Trossard. Ele começa a titular, sai ao minuto 72 e dão-o acima de tudo como homem do jogo. Eu não dou, dou ao Trossard acima de tudo pela eficácia, mas o Kevin De Bruyne tem uma eficácia de passe enorme. É um grande jogador, é um jogador de extrema qualidade, de uma perícia, de uma eficácia, de uma visão de jogo que é de admirar Dir-te-ei o que quem tem Kevin De Bruyne, apesar da idade e neste momento o atleta belga já tem 34 anos, mas dir-te-ei com toda a franqueza. Quem tem Kevin De Bruyne na equipa está sujeito a ficar mais perto da vitória.
E esse terá sido um jogador que colaborou para o fechar desta sentença ou não? Não sei qual é a tua sentença para esta partida.
As minhas sentenças agora é sempre muito olhar para os 16 avos-de-final. É inevitável. Mas o Kevin De Bruyne certamente ajudou a Bélgica a traçar um caminho que, como referíamos ao início da jornada, estava no segundo lugar. Iria enfrentar, por exemplo, a Austrália, não seria um adversário totalmente desfavorável à equipa de Rudi Garcia, mas agora fica a aguardar por esse desfecho dos terceiros melhores classificados e depois, para se ter aqui uma noção, a Bélgica, depois de possivelmente ultrapassar esse desafio dos 16 avos de final, a primeira vez que há esses 16 avos de final, tem encontro nos oitavos de final ou com os Estados Unidos ou com Bósnia. De repente, está aqui uma janela muito interessante para a Bélgica subir muitos patamares e quem sabe chegar aos meios-finais. Logo se vê.
E para fechar, a mentira.
Falta de alguma competitividade da Nova Zelândia. A equipa da Oceania teve bons índices desportivos e competitivos na primeira partida frente ao Irão. Recordar que até foi um dos jogos mais interessantes que assisti deste Campeonato do Mundo, um empate a dois frente à seleção iraniana. Não me apareceu grandes sinais de competitividade, não sei se de algum cansaço, de alguma desconcentração por parte da equipa da Nova Zelândia. Tem na sua figura principal Chris Wood, mas hoje quem marcou até foi o Elijah Just, que também fez um bom jogo nessa primeira partida frente à seleção do Irão. Um golo que surgiu tarde, apenas surgiu ao minuto 84. Fica de fora, fica eliminado deste Campeonato do Mundo. Muita coisa para melhorar nos próximos anos para esta equipa.
Está feita a crônica deste Nova Zelândia-Bélgica. Foi da autoria do sempre atento João Lourenço.










