Obras no Parque Tejo a partir de 2027
▲O parque foi criado em 2023 para acolher a Jornada Mundial da Juventude
ANDRÉ DIAS NOBRE/OBSERVADOR
A primeira fase da obra de requalificação do parque urbano do Parque Tejo, em Lisboa, que vai incluir “extensos prados de relvado, centenas de árvores e milhares de arbustos”, inicia-se no próximo ano, foi anunciado este domingo.
“Estamos a breves meses de concluir o projeto. [Trata-se de] 48 hectares intervencionados, requalificados, e em 2027 vamos avançar com a primeira fase da obra, que ascende a 25 milhões de euros”, disse hoje a vereadora de Projetos e Obras em Espaço Público do município, Joana Baptista, na conferência de imprensa de balanço do 11.º Rock in Rio Lisboa, que termina hoje, no Parque Tejo.Segundo a vereadora, o espaço irá ter “extensos prados de relvados, centenas de plantações de árvores, milhares de plantações de arbustos, quiosques, restaurantes, parques infantis e uma aposta clara na prática desportiva”.“Vamos ter mais e melhor para 2028”, afirmou, em referência à próxima edição do Rock in Rio Lisboa, a 12.ª, que irá decorrer nos dias 17, 18, 24 e 25 de junho daquele ano.
O Parque Tejo, criado em 2023 para acolher a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), resulta da transformação de uma lixeira, o aterro sanitário de Beirolas, num parque verde, em que foi construída a ponte pedonal e ciclável no rio Trancão, que liga Lisboa a Loures.Em agosto de 2024, um ano após a JMJ, a Câmara Municipal de Lisboa anunciava que o espaço “é um parque verde que está concluído”, ressalvando que o mesmo teria “melhorias diversas” nos próximos tempos.Em junho do mesmo ano, o Parque Tejo tinha acolhido pela primeira vez o Rock in Rio Lisboa, que acontece de dois em dois anos, após nove edições do festival no Parque da Bela Vista, na zona de Chelas.Na altura, o público do festival queixou-se da falta de sombras no espaço, algo que se repetiu este ano.Hoje, a vereadora da Câmara de Lisboa, Joana Baptista referiu que, nos últimos dois anos, “houve uma manutenção cuidada [do Parque Tejo] para que acontecesse este grande evento”, o Rock in Rio Lisboa.
“Mas mais do que aquilo que aconteceu, é importante aquilo que vai acontecer”, disse à agência Lusa e à Rádio Renascença à margem da conferência de imprensa.“Cerca de 600 árvores vão ser plantadas, mais de 130 mil arbustos vão ser plantados. Vai ser um autêntico refúgio climático junto ao rio Tejo. Mas também terá equipamentos, para que seja um espaço com vida”, insistiu.Há dois anos, na conferência de imprensa de balanço do 10.º Rock in Rio Lisboa, o presidente da autarquia, Carlos Moedas, afirmou que a pala que ficou no Parque Tejo após a Jornada Mundial da Juventude 2023 seria “seguramente utilizada noutros eventos”, além do festival.Na altura não revelou quais. Recentemente a Lusa questionou autarquia sobre a utilização do espaço nos últimos dois anos, mas não obteve qualquer resposta.
Este domingo, a vereadora Joana Baptista também se escusou a responder, optando por afirmar que “tudo está para acontecer, tudo vai acontecer”.








