3h. Israel aprova continuidade da operação militar no Líbano
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As notícias com Ricardo Lopes.
Muito boa noite. Começamos este jornal com a atualidade internacional. O Irão não marcou presença nas negociações deste domingo com os Estados Unidos. Entretanto, os dois países já concordaram em voltar a interromper os ataques para se sentarem novamente à mesa negocial já esta semana. Um responsável da administração de Donald Trump confirma que as hostilidades entre os dois países vão ser suspensas. Este domingo, o Irão justificou a não presença nas negociações com os ataques dos Estados Unidos no estreito de Ormuz. As negociações deste domingo, tratava-se de uma ronda de negociações técnicas ao abrigo do memorando de entendimento com os Estados Unidos. Segundo a Reuters, uma fonte iraniana explica que além dos ataques dos últimos dias, o fato de haver algumas condições ainda por cumprir também levou a que o Irão não participasse nesta ronda negocial. No entanto, os dois países querem sentar-se novamente para conversar já esta semana, é o que garante o portal Axios este domingo. Estava previsto falar-se essencialmente da questão nuclear. O encontro ia acontecer na Suíça, mas as negociações não foram retomadas na sequência dos ataques trocados entre os dois países nos últimos dois dias. O exército israelita aprovou a continuidade das operações militares no sul do Líbano. A luz verde foi dada pelo chefe do Estado-Maior de Israel, Yoav Gallant, depois de ter feito aquilo que diz ser uma avaliação da situação à luz da realidade. Feita esta análise, aprovou planos para as operações em curso, já depois do acordo anunciado entre os dois países. A ofensiva israelita no Líbano mantém-se. Este domingo foram feitos novos ataques, já depois deste anúncio da continuidade das operações militares. Por cá mantêm-se duas frentes ativas no incêndio em Ligares, no Conselho de Freixo de Espada à Cinta, mas já está a lavrar com média intensidade. Quem o diz é o comandante dos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, Vítor Mendes, que está no local a acompanhar a evolução do incêndio e garante que as chamas já estão a ceder aos meios. Ainda assim, neste último balanço que faz à Rádio Observador, Vítor Mendes admite que a noite vai ser longa e de muito trabalho para os mais de 100 bombeiros no terreno.
Neste momento o incêndio continua com duas frentes ativas, a arder com média intensidade. O flanco esquerdo do incêndio está praticamente dominado. O flanco direito ainda está a arder com alguma intensidade, pouca intensidade. Meios no terreno a trabalhar e a progredir favoravelmente. E vai ser uma noite em que teremos combate e assim que conseguirmos dominar o incêndio, passaremos para a fase de vigilância e será para eu estar aqui durante a noite.
Declarações do comandante Vítor Mendes. Diz também que a aldeia de Ligares está a salvo e, portanto, não há populações em risco, pelo menos para já, e deixa um apelo a quem vai na estrada por esta zona.
A aldeia de Ligares está em perfeita segurança. Aconselhamos a todos os transeuntes que não façam ligação da estrada de Ligares-Barca d’Alva pelo estradão, que vai estar cortada. Por isso agradecemos a colaboração no sentido de manifestar essa informação. Ligares-Barca d’Alva pelo estradão de Ligares vai estar cortada.
Declarações do comandante dos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, Vítor Mendes, que esta hora dizia que estavam no terreno 145 operacionais, apoiados também por 65 veículos e, entretanto, Vítor Mendes, comandante dos bombeiros de Freixo de Espada à Cinta, fará um novo balanço à Rádio Observador, que vamos escutar no próximo jornal das 16h. O risco de incêndio pode agravar-se com o calor que se vai fazer sentir esta semana. A partir de quinta-feira, uma nova onda de calor vai passar por Portugal e de olhos postos nessas temperaturas, o IPMA colocou já sob aviso amarelo cinco distritos no interior. A partir de hoje são eles Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja, que esperam temperaturas máximas a rondar os 37 graus. A partir de amanhã, este aviso estende-se aos distritos de Bragança e Vila Real. Na quarta-feira, o aviso amarelo estende-se a todo o território nacional. Passamos para a política. Carlos César, o presidente do PS, diz que o primeiro-ministro tem síndrome de Estocolmo em relação ao Chega. Diz Carlos César que Luís Montenegro, apesar de maltratado e enganado, estou a citar Carlos César, pelo Chega, o primeiro-ministro gosta e vai voltar a tentar negociar com o partido de André Ventura. Carlos César faz uma curta intervenção na Comissão Nacional do PS, que decorreu este domingo em Lisboa, no Hotel Altis. Ora, o presidente do Partido Socialista diz que não é pelo PSD ter recorrido ao PS no caso da Prestação Social Única, que o paradigma político português mudou.
A circunstância do PSD ter recorrido ao PS, no caso da PSU, não traduz uma mudança substancial na política portuguesa e na orientação do Governo da República. É que, apesar de maltratado e enganado sucessivamente pelo Chega, o doutor Montenegro revela inequivocamente estar tocado pela síndrome de Estocolmo.
Declarações do presidente do Partido Socialista, Carlos César, que acusa o PSD de preferir negociar com o Chega. O PCP acusa o PS de dar a mão a um governo derrotado e isolado para salvar a Prestação Social Única. No final da reunião do Comitê Central do partido, que aconteceu este domingo, Paulo Raimundo acusou os socialistas de darem cobertura ao Executivo de Montenegro, um Executivo que classifica como derrotado e isolado, a quem o PS estendeu a mão sem ser capaz de resolver o problema da PSU. Paulo Raimundo recusa também atribuir qualquer mérito ao PS pela queda da reforma laboral. O líder comunista diz que a vitória pertence sim aos trabalhadores e deixa um aviso: se o governo tentar voltar à carga com o mesmo pacote laboral, pode esperar a rejeição dos portugueses. A partir de quarta-feira, encomendar produtos vindos de fora da União Europeia vai ficar mais caro. Este mês de julho arranca com uma taxa provisória aplicada pela União Europeia em todas as encomendas que vêm de fora do espaço europeu. Um aumento que traz algumas especificidades aqui explicadas pela jornalista Maria Miguel Marques.
São mais €3 que vão ser aplicados em produtos que vêm de fora da União Europeia por cada categoria de encomenda até €150. Ou seja, na compra de qualquer quantidade de um só tipo de produto, por exemplo, na compra de cinco camisolas, a taxa fixa de direitos aduaneiros é €3. Já na compra de uma camisola e um relógio, passa a ser €6 o custo total da taxa nessa encomenda. Por isso, o que varia é a quantidade de categorias, sendo que há uma cobrança cumulativa de taxas por cada categoria e não existe um limite máximo de taxas a pagar, é o que avança a DECO. A União Europeia justifica esta taxa aduaneira adicional não como um imposto sobre os consumidores, mas sim como a substituição de uma isenção de direitos desatualizada. Isto porque até agora, mais de 60% dos produtos vindos de mercados chineses online, como as plataformas Shein e Temu, não respeitaram as normas de segurança da União Europeia. Mas na ótica da Ordem dos Despachantes Oficiais, representante aduaneiro, esta é também uma medida protecionista para proteger o mercado interno europeu. Esta taxa aduaneira da Europa prolonga-se por dois anos, com fim a 1 de julho de 2028, de acordo com a União Europeia.
Trabalho da jornalista Maria Miguel Marques. Há também um artigo assinado pela jornalista Cátia Rocha, que pode ler com mais detalhe no site do Observador. Notícia de fecho deste jornal das 15h. A informação regressa já a seguir, quando forem 15h30. Até lá.










