CIÊNCIA

França em modo rolo compressor e "feitiço" das gémeas tugas


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
O Três Toques, no fundo, agora só se fala de mundial. Já há sete equipas apuradas para os oitavos de final. Ontem e esta madrugada foram mais três. A Noruega conseguiu ultrapassar a Costa do Marfim. A França arrasou com a Suécia. Não sei.
Não sei. Tu viste o jogo?
Eu vi. Eu estou só à procura do verbo.
Do verbo?
Se arrasar, esmagou.
É tão bélica essa linguagem.
A tua palavra golear. Goleada é a partir de quantos?
No meu critério, a partir dos quatro.
Dos quatro. Quatro pelo menos, não é? Três ainda não é, mas três a zero.
Mas três a zero, com aquele jogo, com o nível da França.
Podia ter goleado, podia ter arrasado.
Facilmente. E isso é que é assustador.
Houve várias ao poste.
Houve pelo menos mais uma, o remate.
Viste o jogo, Paulo?
Vi a primeira parte.
O Paulo é um homem novo. Tu não sabes o que tem sido.
Estou sempre em cima. Estou aqui a recordar o mundial de há 50 anos.
Até o Paulo se rende a este mundial e a esta França.
É por causa do horário, é muito favorável.
Claro, ajuda. E sobretudo para quem entra.
É muito bom.
Também viste o México e Equador?
Preenche aquele vazio nas nossas vidas.
Paulo, viste o México e Equador?
Não. Nem sei a que horas é que foi isso.
Vai ver. Ele vai ver. Ou já está.
Era às duas da manhã, mas acho que começou uma hora depois devido à tempestade.
Vamos com calma.
Não?
E mesmo a França vi porque calhou.
Não tinhas mais nada para fazer, tinhas uma galinha ao lume.
Havia ali um vazio na minha vida.
Para já, temos a Noruega, que foi a primeira equipa europeia nestes 16 avos de final a conseguir ultrapassar uma equipa de outro continente. É verdade, porque o Paraguai eliminou a Alemanha e Marrocos tinha eliminado os Países Baixos. Portanto, a Noruega tornou-se o primeiro país europeu a conseguir eliminar uma seleção de outro continente. A França eliminou a Suécia, o México, já de madrugada, eliminou o Equador. O México não ultrapassava uma fase a eliminar desde 1986, quando o mundial foi no México e depois foi eliminado nos quartos de final contra a Alemanha. Desta vez poderá encontrar a Inglaterra na fase seguinte, se a Inglaterra passar a República Democrática do Congo.
Promete.
Ontem o que impressionou foi, de facto, a qualidade da seleção francesa. Está toda a gente a pensar nisso. Já o Miguel Cordeiro estava a dizer isso ainda há pouco. Quem é que poderá parar esta França? Vamos ver, porque às vezes há surpresas.
Xará, tu tens aí uma piada no bolso e que não podes tirá-la de cima.
Fica para mais tarde. Os Países Baixos foram eliminados por Marrocos, mas houve um momento muito emocionante, muito marcante neste jogo, que foi o gol de Cody Gakpo, o internacional neerlandês, que no fim de semana tinha tido uma notícia trágica: a mulher sofreu uma perda gestacional, perdeu o bebê. Marcou o gol, Cody Gakpo, que na altura dava a vantagem aos Países Baixos. Toda a equipa se juntou à volta do jogador. Foi um momento mesmo muito emocionante e no final do jogo, que acabou por cair para o lado de Marrocos nos pênaltis, Gakpo ficou sentado no meio do relvado durante algum tempo. Foi um momento muito intenso, muito emocionante para todos. Imaginamos o que deverá ter sentido ao longo de todos estes dias e, em particular, depois ali no final do jogo.
Ainda por cima estando longe.
Estando longe. Por exemplo, Didier Deschamps perdeu a mãe. A mãe do selecionador francês morreu. O selecionador francês foi até França para acompanhar o funeral e estar com a família. No caso de Cody Gakpo, ele manteve-se com a seleção do seu país e imaginamos que devem ter sido dias muito difíceis para ele e também para a equipa. Viu-se como a equipa reagiu quando ele marcou o gol. Foi, para já, um dos momentos deste mundial. Um dos momentos deste mundial também foi o aparecimento de duas adeptas portuguesas na transmissão televisiva nos jogos.
Sim, estão em todo lado.
Mas é verdade.
É verdade.
Eu vi na altura. O que é que se interessa? São duas adeptas.
Muito bonitas.
Antes do mundial, começaram a surgir imagens criadas por inteligência artificial de adeptos.
A típica adepta de cada país.
Exatamente. E eu acho que muita gente pensou que estava a ver a transmissão: “Isto, se calhar, é inteligência artificial”. Não é. São duas adeptas reais, gêmeas, Matilde e Maria Neiva. Diz-se que Matilde poderá ser a namorada de Francisco Conceição, embora não haja confirmação dos envolvidos. Seja como for, isto está em todo lado. A internet entrou.
Viralizou.
Passou-se. Muitos comentários, as imagens a serem repetidas até à exaustão. Eu acho que foi mesmo o melhor momento de Portugal nesse jogo. Tínhamos de ter um lado positivo.
Podíamos abrir aqui uma subcrônica gossip social.
Estamos. Não falta.
E não falta assunto.
O Bruno tem uma pancadinha por aí.
Eu tenho. Uma grande pancada pelo social e estes mundiais dão sempre a oportunidade de falarmos do que se passa à volta. Não só do que se passa no campo, mas daquilo que se passa à volta. Por falar em relva. Não estávamos a falar em relva, mas falemos em relva. Também há motivos de interesse em Wimbledon. Já começou o torneio de Wimbledon. Ontem, Serena Williams, que já estava afastada do ténis, voltou. Recebeu um convite, um wild card da organização. Foi eliminada ao fim de três sets por uma tenista australiana. Serena Williams até eu acho que esteve a um bom nível para aquilo que se poderia esperar de uma jogadora que esteve já afastada, mas mesmo assim não foi suficiente para evitar a eliminação. Quem se despediu ontem dos relvados do Wimbledon foi Stan Wawrinka, o tenista suíço que conseguiu o feito de ganhar três torneios do Grand Slam na época de domínio de Nadal, Djokovic e Federer. Não ganhou Wimbledon, ganhou os outros três, uma vez o Open dos Estados Unidos, o Open da Austrália e o Roland-Garros. Não ganhou Wimbledon. Ontem foi eliminado por Matteo Berrettini num jogo muito equilibrado, que durou praticamente cinco horas, disputado em quatro sets. Foram todos a tie break e no final ganhou o italiano, mas com muitos aplausos para esse tenista incrível, que aos 41 anos ainda mostrou estar em forma e capaz de discutir um jogo em Wimbledon.
Ainda vai para a seleção de futebol.
Se calhar fazia falta.

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