TECNOLOGIA

Apple planeja cinco novos iPhones até 2027 e negocia chips chineses

Tudo sobre Apple

A Apple planeja lançar pelo menos cinco novos modelos de iPhone entre o segundo semestre de 2026 e o primeiro semestre de 2027, segundo reportagem do Nikkei Asia publicada nesta quinta-feira (2). O movimento ocorre em um contexto de escassez generalizada de componentes no setor, impulsionada pela demanda de data centers de inteligência artificial (IA).Continua após a publicidadePara o segundo semestre de 2026, a empresa já garantiu componentes para cerca de 80 milhões de smartphones distribuídos entre os novos modelos. A produção total de iPhones em 2026 deve superar 220 milhões de unidades, de acordo com o Nikkei Asia.A Apple também instruiu fornecedores a se prepararem para produzir cerca de dez milhões de iPhones dobráveis em 2026 — volume acima da previsão anterior, que era de sete a oito milhões de unidades. O modelo dobrável será o primeiro da empresa nessa categoria.Para o primeiro semestre de 2027, o Nikkei Asia aponta que a Apple planeja lançar ao menos dois novos iPhones: o iPhone 18 padrão e um novo iPhone Air.Leia mais:Vantagem sobre rivais chineses na disputa por componentesA escassez de memória afeta o setor de forma ampla, mas o poder de compra da Apple junto a fornecedores se mantém significativamente maior do que o da maioria dos concorrentes, segundo o Nikkei Asia. Xiaomi, Oppo e Vivo reduziram suas metas anuais de produção para abaixo de 100 milhões de unidades cada.Um executivo de uma empresa fornecedora tanto da Apple quanto da Xiaomi disse ao Nikkei Asia: “Comparado ao poder de barganha da Apple, os fabricantes chineses de smartphones estão em posição fraca para conseguir mais fornecimento de chips de memória ou aumentar os preços. Isso dá à Apple uma boa motivação para lançar os iPhones na primavera e tomar mais participação de mercado deles.”
Maçã prepara mega fabricação de iPhones comuns e dobráveis – Imagem: TheRegisti/UnsplashA Bloomberg reportou na mesma data que a Apple está em negociações para adquirir chips de memória fabricados na China — especificamente da ChangXin Memory Technologies e da Yangtze Memory Technologies — para dispositivos vendidos no mercado chinês. As duas empresas constam de uma lista do Pentágono que as identifica como companhias militares chinesas operando nos Estados Unidos.

A Apple não confirmou as negociações. A Bloomberg informou que as conversas ainda estão em andamento.O plano de expansão do portfólio de iPhones ocorre após a Apple ter aumentado os preços de suas linhas de MacBook e iPad na semana passada, em razão da alta nos custos de memória e armazenamento.

Rodrigo Mozelli

Rodrigo Mozelli é jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo (UMESP) e, atualmente, é redator do Olhar Digital.

Ver todos os artigos →


Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Adblock Detectado

Para continuar no site, por favor, desative o Adblock.