Tempestade solar pode levar auroras raras a novos lugares
O Sol voltou a ficar bem ativo — e rápido. Em pouco tempo, liberou uma sequência de explosões que já estão sendo monitoradas de perto por cientistas. O resultado disso pode aparecer aqui na Terra: auroras mais fortes e mais visíveis nos próximos dias.Continua após a publicidadeSegundo a Space.com, essa sequência de eventos não é comum e chamou atenção justamente pela rapidez com que aconteceu.
Em apenas 24 horas, o Sol teve uma grande explosão e mais de 10 outras menores, chamando atenção dos cientistas. – Imagem: Artsiom P/ShutterstockUma sequência de explosões solares em poucas horasEm menos de 24 horas, o Sol disparou uma erupção de classe X1.1 e mais de 10 erupções de classe M. Parte dessas explosões veio acompanhada de ejeções de massa coronal (CMEs), que são grandes nuvens de partículas lançadas no espaço.A física solar Tamitha Skov resumiu o cenário de forma bem direta: um “Sol metralhadora”. A expressão ajuda a entender o ritmo incomum das explosões, que estão acontecendo quase em sequência.Ela afirma que mais de cinco tempestades solares já estão a caminho da Terra, e pelo menos três delas podem gerar auroras visíveis.CMEs podem intensificar o espetáculo no céuAs previsões indicam chegada dessas ejeções entre 2 e 3 de julho. O impacto pode variar entre tempestades geomagnéticas de nível G1 e G2. A NOAA confirma que ao menos uma dessas CMEs já está direcionada ao planeta, enquanto outras ainda estão sob análise.Entre os efeitos esperados estão:
aumento da atividade geomagnética na Terra
possibilidade de auroras em regiões mais ao sul
tempestades leves a moderadas (G1 e G2)
intensidade variável conforme o campo magnético das CMEs
Nada disso é garantido com precisão total. O comportamento do Sol ainda pode mudar o cenário.
A aurora boreal pode aparecer mais ao sul do que o normal, até em partes do norte dos Estados Unidos. – Imagem: John Ashley via EarthSky.orgOnde e quando olhar para o céuSe tudo acontecer como previsto, a aurora boreal pode aparecer mais ao sul do que o normal — incluindo regiões do norte dos Estados Unidos, como Nova York e Idaho. Mas aqui entra um detalhe importante: céu limpo e escuro fazem toda a diferença.
Leia mais:Outro ponto é que o brilho das auroras depende da interação entre as CMEs e o campo magnético da Terra. Esse “encaixe” pode ser forte… ou nem tanto.Mesmo assim, o alerta está dado. Há várias ejeções solares chegando ao mesmo tempo, e isso por si só já aumenta o interesse dos observadores do céu.Um céu que pode surpreender no fim de semanaCom o Sol nesse ritmo, a Terra entra em uma fase de maior atenção ao clima espacial. Não é algo raro, mas também não é cotidiano ver tantas explosões seguidas.Agora, resta acompanhar, se você estiver no hemisfério norte, e olhar para cima, porque o céu pode reservar um show inesperado.
Valdir Antonelli
Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.
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