Luta pela continuidade de apoios será dura, diz Albuquerque
▲Segundo Albuquerque, a Madeira é "penalizada pelo seu desenvolvimento"
HOMEM DE GOUVEIA/LUSA
O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, disse esta quinta-feira que as negociações com a União Europeia para o reconhecimento das especificidades das ultraperiferias no próximo quadro comunitário de apoio vão ser “uma luta dura”.
“Vai ser uma luta dura, mas situação está melhor que há uns meses atrás”, afirmou o chefe do executivo madeirense (PSD/CDS-PP) aos jornalistas, à margem de uma visita a uma empresa no Funchal.Miguel Albuquerque adiantou que já conversou com a presidente do Parlamento Europeu, assegurando que a instituição apoia os madeirenses.“O Parlamento Europeu está connosco na manutenção do próximo quadro comunitário”, salientou.Segundo o líder do Governo Regional, a Madeira é “penalizada” pelo seu desenvolvimento e, por isso, é necessário que as instituições europeias entendam que as regiões continuam a ter que lidar com os problemas provocados pela ultraperiferia e insularidade apesar do seu crescimento.
“A comissão querer acabar com programas específicos para as ultraperiféricas, o que é um disparate”, afirmou, salientando que tem de se entender que estas regiões são “uma mais-valia”.Questionado sobre o relacionamento com o Governo da República e o PSD nacional, Miguel Albuquerque admitiu que houve “uma conversa franca” com o primeiro-ministro”, o social-democrata Luís Montenegro, existindo agora um “canal aberto” e que “as coisas estão em vias de resolução”.Ainda de acordo com o também presidente do PSD/Madeira, os temas da região “vão ter prioridade”, nomeadamente a questão do envio de um segundo helicóptero para combate a incêndio, além da aceleração do grupo de trabalho para revisão da Lei das Finanças Regionais e a aprovação do V regime do Centro Internacional de Negócios (CINM).Sobre a situação da comunidade madeirense afetada pelos terramotos na Venezuela e o eventual regresso de pessoas afetadas, Miguel Albuquerque referiu que, de acordo com “o ‘feedback’ dos conselheiros das comunidades, essa situação não se coloca”.
Contudo, garantiu, a Madeira “está preparada” para acolher essas pessoas, recordando que em 2019 a região recebeu 11 mil pessoas e não pode esquecer o contributo das verbas dos emigrantes na década de 80.Neste momento, é importante que quem quiser apoiar é depositar na conta da Cruz Vermelha, tenho medo dos esquemas paralelos”, alertou.Quanto ao problema dos constrangimentos verificados no pagamento do Subsídio Social de Mobilidade das viagens aéreas nos balcões dos CTT, o presidente do Governo Regional assegurou que “vai ficar resolvido”, recordando que o prolongamento do apoio até junho de 2027 permite a continuidade do Programa Estudante Insular.










