CIÊNCIA

22h.Incêndio.Alerta para o agravar da intensidade do vento


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Notícias na Rádio Observador. Jornal das 10, com edição do jornalista João Lourenço. João, o governo admite alargar o estado de alerta devido ao calor.
Pelo menos até ao final da próxima semana. Uma garantia deixada pelo ministro da Administração Interna, em mais uma conferência de imprensa do ponto de situação da Proteção Civil. Luís Neves adianta que os meios estão a ser distribuídos quer para as situações que estão a ocorrer neste momento, mas também para atuar de forma preventiva.
Está em cima da mesa a manutenção do estado de alerta, se as condições se mantiverem tal qual aquilo que é perspetivado, pode ser isso que venha a suceder. E por isso os meios estão a ser distribuídos por todo o país, por forma a que se consiga, no primeiro momento, o ataque inicial sob uma grande estrutura de coordenação. Quero vos dizer que fiquei muito agradado com aquilo que ontem pude testemunhar do companheirismo, do coletivo.
O governo português aguarda a resposta de Marrocos para o envio de meios de combate a incêndio. O ministro da Administração Interna avisa que o país do norte da África está a passar por uma situação semelhante, mas espera uma resposta ainda este sábado.
Resposta que eu disse há pouco, falei com o meu colega ministro do Interior de Marrocos, há coisa de uma hora, hora e meia. Marrocos também atravessa uma situação um pouco similar com a nossa. Estão a fazer uma avaliação e ainda hoje serei informado dessa disponibilidade.
Antes do ministro deixar estes avisos à população, o primeiro-ministro também falou ao país, através de videochamada. Luís Montenegro pede à população que respeite e colabore com as autoridades.
Dar ainda mais destaque ao aviso que o seu comandante operacional deixou à população para que todos possam seguir as recomendações das autoridades, para que todos possam respeitar as opções que, no terreno, aqueles que têm a competência e o conhecimento de dirigir as operações vão emitindo.
O primeiro-ministro elogia também a coordenação entre as várias partes que estão no terreno neste combate aos incêndios florestais.
E a Proteção Civil mostra-se moderadamente otimista com a ocorrência de Vouzela.
E é um incêndio que alastrou a concelhos vizinhos. Está ativo desde a madrugada de quinta-feira. O jornalista Miguel Pinheiro Correia está na freguesia de São João do Monte, no concelho de Tondela, e faz-nos um retrato das operações e também do estado de alma dos populares.
Ainda estão muitos operacionais no terreno, mais de mil operacionais a combater o incêndio que se deflagrou na quinta-feira em Vouzela. Aqui onde me encontro, em São João do Monte, ainda se sente bastante o cheiro a fumo, mas, para já, as chamas que ainda lavram estão distantes ou numa zona longe ainda das habitações, também numa zona de difícil acesso, aqui num vale, e por isso, até há pouco, este pequeno foco de incêndio era apenas combatido pelos bombeiros de forma apeada. Tiveram de chegar a esse foco a pé, porque com os carros era impossível. Há ainda alguns bombeiros que acompanham o desenrolar deste incêndio à distância e prontos também a intervir, caso seja necessário. Neste momento, com o cair da noite, ficou frio. Não se sente, para já, muito vento, mas é uma situação que vai evoluindo a cada instante e por isso também quando falávamos há pouco com a Proteção Civil, num ponto de situação que a Proteção Civil fez ao Observador havia essa expectativa de na próxima manhã poderem dar finalmente boas notícias aos portugueses sobre este incêndio, mas com a ressalva de que o vento durante a noite ditará essa boa notícia ou não, esse sucesso das operações aqui no terreno. Para já, ao contrário do que vinha a acontecer nos últimos dias, com várias frentes ativas, neste momento há duas frentes ativas, uma na zona mais a sul deste incêndio e uma zona com esta frente que corre o risco de seguir para a serra do Caramulo e por isso merece aqui maior atenção dos operacionais. Há ainda outra frente que pode seguir a direção da A25, mas para já, ainda está longe da autoestrada. Tanto uma como outra frente estão ainda longe das casas, mas os bombeiros ou a Proteção Civil, os operacionais no terreno vão continuar a controlar a situação para evitar que este fogo continue a lavrar, este fogo que já lavra desde a madrugada de quinta-feira e que já fez dois feridos graves, ainda nove feridos ligeiros. A Proteção Civil, lá está, tem a esperança de que na próxima manhã surjam finalmente boas notícias.
A esperança das autoridades e também dos populares, aqui nas palavras do jornalista Miguel Pinheiro Correia, que esteve durante este sábado nos concelhos de Tondela e também Vouzela, Viseu, a dar conta dos principais acontecimentos neste incêndio, que é o que reúne maiores preocupações às autoridades. Antes disso, neste caso, o comandante nacional de Proteção Civil, Mário Silvestre, revela que o incêndio está mais estabilizado do que aquilo que seria de esperar. No entanto, o alerta para o agravar de intensidade do vento já nas próximas horas.
Todos os trabalhos que continuamos a desenvolver estão a ser favoráveis do ponto de vista do combate e, portanto, estamos a ter progressos bastante positivos neste momento naquele incêndio. Reforço que o facto de estarmos neste momento a ter Sucesso nestas operações não significa que não possamos ter um revés, atendendo às condições meteorológicas extremamente complexas, nomeadamente ao vento forte que esperamos a partir das 20h.
O mecanismo europeu de proteção civil já foi ativado nesta sexta-feira, depois do Conselho de Ministros. Mário Silvestre destaca a ajuda dos operacionais espanhóis, que já estão presentes no terreno. Informa ainda que dois Canadair italianos devem chegar ainda hoje à base aérea de Beja e devem estar ativos já a partir de amanhã.
Ativamos o mecanismo europeu de proteção civil, onde temos a trabalhar no incêndio de Vouzela a Unidade Militar de Emergência de Espanha, com 118 operacionais e 43 veículos, um avião Canadair de Espanha, que já está a operar em Vouzela, e dois aviões Canadair de Itália, que irão operar amanhã. Chegarão durante o dia de hoje à base aérea de Beja e irão trabalhar amanhã também, previsivelmente, no incêndio de Vouzela.
Desde o início deste incêndio, nos primeiros dias, na sexta-feira, a Proteção Civil registou dois feridos graves, um homem de 55 anos com queimaduras de segundo e terceiro grau ao tentar apagar o fogo. Também outro de 34 anos, que sofreu um traumatismo craniano grave ao cair de uma carrinho particular que transportava água para combater o incêndio. Até o momento, há seis vítimas ligeiras a registar, três bombeiros voluntários, um sapador e dois civis, um deles no Conselho de Águeda. Os mais de 12 mil hectares contabilizados nos dias 2 e 3 de julho correspondem a cerca de 17 mil campos relvados de futebol de 11, ou seja, já muita área foi consumida desde o início deste incêndio.
E na Venezuela sobe para 93 o número de cidadãos portugueses e lusodescendentes mortos na sequência dos sismos.
Entre as vítimas mortais estão 17 crianças, 76 são adultos. Neste caso, são números avançados pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. Há ainda 57 portugueses desaparecidos.
E numa altura em que o número de vítimas continua a aumentar, a ajuda humanitária é essencial.
E neste momento são várias as associações portuguesas que estão a reunir bens para enviar para a Venezuela. É o caso da Venexus e a Câmara de Comércio Venezuelana Portuguesa, que têm estado a recolher e organizar esses bens no armazém em Sintra, para depois serem enviados para a Venezuela. Teresa Freire.
São várias as associações que estão a enviar para aqui os bens que vão recolhendo por todo o país. Christian Horn, presidente da Venexus, explica qual é a prioridade neste momento.
Nós agora vamos mandar camping, medicamentos e tudo que seja higiene. A última coisa que vai sair, mesmo por último, é roupa e comida.
Quanto ao envio, vai contar com a ajuda da TAP e, em princípio, também do governo português.
Estamos a concentrar toda a carga do país aqui em Terrugem, em Sintra, para a TAP, na próxima semana, começar a levantar e começar a voar.
E quanto a este espaço, não é de nenhuma destas associações, mas sim de Paulo Cristóvão, que cedeu o armazém de pneus a pedido do amigo Pedro Nunes.
É o que eu chamo o armazém de boa vontade. De facto, nós tínhamos o armazém cheio. Durante cerca de um mês, eu decidi esvaziá-lo todo. O Pedro veio-me pedir exatamente para ajudar a Venezuela.
Pelo nível de amizade que a gente temos, foi muito fácil. Foi só uma chamada e o Paulo pôs-se logo à ordem. E tem sido espetacular estar aqui com um grande amigo.
Não há aqui nada monetário por trás e a nível temporal, é o tempo for necessário para ajudar as pessoas.
Esta manhã eram cerca de 30 os voluntários que estavam no armazém. A maior parte são adultos e venezuelanos, mas há algumas exceções, como é o caso das irmãs Isabela e Mariana.
A mãe já tinha vindo sem nós e depois elas contaram e então quisemos vir.
E têm feito de tudo um pouco.
Estamos a ajudar as outras pessoas que estão a arrumar coisas. Estamos a organizar as caixas, porque havia caixas que tinham coisas totalmente diferentes, tipo medicamentos e essas coisas, misturado com comida.
Quem também marcou presença esta manhã no armazém foi Gabriela, que não é venezuelana, mas quis ajudar na mesma.
Separamos os materiais, encaixotamos, estamos colocando em cima dos pallets e é bem cansativo, porque as caixas são pesadas e o calor também está muito quente.
Gabriela, que soube desta iniciativa através de uma amiga venezuelana, Daniela, que não tem parado de apelar à ajuda de todos.
O governo é um desastre. Em vez de ajudarem, estão a fazer o contrário. Precisamos de ajuda humanitária porque está tudo um desastre.
Daniela, que tem pedido a ajuda de toda a gente, já tem a garantia que pode contar com Isabela e com a Mariana. Mas querem cá voltar?
Sim, nós voltamos para a próxima semana. É muito divertido estar aqui a ajudar as outras pessoas.
Reportagem da jornalista Teresa Freire, em Sintra. Neste momento, as associações pedem especialmente que sejam entregues pallets e montacargas.
E agora vamos ao Mundial. Com o segundo jogo dos oitavos de final da prova, João.
Uma partida que já leva sete minutos entre a França e o Paraguai, à espera, neste caso, do vencedor desta eliminatória já está Marrocos, que venceu já esta tarde por três bolas a zero a seleção do Canadá. Diogo Varela, a França mantém-se com um sinal mais, neste momento em meio-campo ofensivo, no entanto, o marcador mantém-se a zero.
Sim, o marcador para já 0x0 e não há uma grande oportunidade nestes oito minutos iniciais, embora a França esteja com mais bola. Mas há aqui um dado muito relevante, João, é que este jogo decorre em Filadélfia. Ora, por lá, nesta altura, são 19h12 e estão praticamente 40°C, sendo que temos informação que ao nível do relvado, a sensação térmica até poderá estar a níveis superiores a estes 40 graus. Há mesmo muito calor por esta altura em Filadélfia.
Era necessário duas pausas para hidratação.
Sim, não só cá por Portugal, mas também nos Estados Unidos. Um calor extremo e que está naturalmente a condicionar este jogo entre a França e o Paraguai. Antes do apito inicial, tivemos uma cerimônia de abertura também a assinalar esses 250 anos da independência norte-americana. Houve uma cerimônia com Idina Menzel a interpretar o hino norte-americano e joga-se no Lincoln Financial Field, este que é o estádio mais ecológico do Campeonato do Mundo, tem mais de 10 mil painéis solares. Com esta temperatura, vai render.
Eu ia perguntar se é climatizado ou não. Se calhar não é.
Não, é ao ar livre.
É ao ar livre, sim, é difícil. Acredito que ao nível do relvado possa existir algum controle, mas a sensação térmica está qualquer coisa em torno dos 45 graus.
Se bem que parte do relvado está à sombra, por isso poderá ter esse efeito. Sim.
Eu estava aqui a olhar para as imagens e só estamos com 10 minutos de um total de 90 e já há jogadores que estão fatigados. Portanto, vai ser claramente um jogo mais complicado, tendo em conta esta situação de extremo calor.
E de estresse corporal. Verdade.
Certamente será um grande adversário para ambas as equipes, tanto o Paraguai como a seleção da França, que estão neste momento no estádio de Filadélfia, o estádio da equipe da NFL, os Filadélfia Eagles, no dia em que também se comemoram os 250 anos dos Estados Unidos. Houve muitas iniciativas por parte do estado norte-americano que foram canceladas. Vamos dar conta disso nos próximos espaços noticiosos. No entanto, no que toca ao Campeonato do Mundo, neste caso, minuto 10, o Paraguai zero, França também zero.
E assim fechamos o Jornal das 10, edição do Jornalista. João Lourenço está de regresso às 10h30, como sempre. Até já.
Até já.

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