CIÊNCIA

Rotura interrompe fornecimento de água em 6 zonas de Almada

O fornecimento de água nas zonas Monte de Caparica, Lazarim, Palhais, Alto do Índio, Vale Flores e Costa da Caparica, no concelho de Almada, foi interrompido devido a uma rotura de grandes dimensões numa conduta adutora, segundo fonte oficial.
De acordo com um aviso dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada, colocado no seu ‘site’, as equipas estão no local para proceder à reparação desta rotura.Os SMAS acrescentam que quem tiver falha de abastecimento de água e a sua morada não estiver abrangida na zona afetada deve contactar os serviços através do 800 205 712 (chamada gratuita) – Piquete – Avarias e Roturas.Na sua página oficial, os SMAS dão conta ainda de outras duas ocorrências registadas este domingo, uma na Rua Gonçalo Velho Cabral, na Charneca da Caparica, que garante já estar resolvida e outra na rua Gonçalo Veloso Cabral, também na Charneca da Caparica, que estima ter resolvida até às 14:30.
Nos últimos dias moradores de várias localidades do concelho de Almada têm relatado sucessivas falhas de água, tendo sido lançada uma petição que conta já com quase quatro mil assinaturas, na qual os peticionários exigem medidas urgentes para minimizar os impactos da falta de água.Os peticionários pedem ainda uma intervenção urgente para que este problema seja resolvido com a maior brevidade possível e manifestam-se “profundamente preocupados e indignados perante as frequentes interrupções no abastecimento de água” que têm afetado parte do concelho, em especial a Costa da Caparica, a Sobreda e os Capuchos.Também existem relatos nas redes sociais de falta de água ou de perda de pressão em zonas como o Laranjeiro e Feijó.Na petição é explicado que “há várias semanas que milhares de residentes e comerciantes enfrentam cortes de água recorrentes, muitas vezes durante horas consecutivas e frequentemente em períodos críticos do dia, nomeadamente ao final da tarde e início da noite, quando a maioria das famílias regressa a casa e necessita de utilizar este serviço essencial”.
Esta situação, adiantam, tem provocado sérios constrangimentos à população, impedindo atividades básicas e indispensáveis do quotidiano, como tomar banho, preparar refeições, lavar roupa, lavar loiça, assegurar a higiene pessoal e familiar, bem como o funcionamento normal de estabelecimentos comerciais, cafés, restaurantes e outros serviços que dependem do abastecimento regular de água.Entretanto a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) pediu esclarecimentos aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada.Numa nota publicada no seu ‘site’ a ERSAR explica que se encontra a acompanhar a situação que tem afetado o abastecimento de água no concelho de Almada, no distrito de Setúbal, e que tem motivado um número elevado de reclamações por parte dos utilizadores.Na sequência dessas queixas a ERSAR, no âmbito das suas competências de regulação e supervisão do setor dos serviços de águas, adianta que solicitou esclarecimentos aos SMAS de Almada no sentido de apurar as circunstâncias da situação e a resposta que está a ser assegurada aos utilizadores.
Na quinta-feira, o SMAS divulgou um comunicado indicando que Almada “está a viver um período de grande exigência no sistema de abastecimento de água”, atribuindo-o às temperaturas elevadas e ao aumento significativo da população sazonal no concelho, que “fizeram disparar o consumo de água”.“Nestes dias de calor, a procura global tem sido superior à água que conseguimos captar diariamente nos nossos furos. Para garantir que este bem essencial chegue a todos, estamos a implementar uma gestão solidária e rotativa da rede. A implementação desta medida estratégica permite-nos equilibrar as pressões por todo o concelho, assegurando que o recurso é partilhado de forma justa e equitativa por todas as localidades”, explica o SMAS.Esta gestão da rede, adiantou o SMAS numa informação mais precisa divulgada na sexta-feira, implica uma “redução estratégica da pressão em todo o concelho entre as 0:00 e as 6:00 com o objetivo de permitir, durante a noite, a recuperação das reservas nos depósitos.Os SMAS referem ainda que reforçaram a fiscalização, por todo o território, para identificar e cessar ligações irregulares.O Movimento Futuro da Costa, que se candidatou nas ultimas autárquicas, anunciou a realização na manhã de segunda-feira de uma concentração de protesto junto aos SMAS Almada, enquanto nas redes sociais está a ser anunciada a realização, no dia 08 de julho, na Costa da Caparica, de um cordão humano silencioso para apelar à resolução urgente da falta de água na Costa da Caparica.
Segundo dados do Pordata, o concelho de Almada, no distrito de Setúbal, tem atualmente 202.896 habitantes, mais 19.562 em relação a 2021 (últimos censos) e mais 27.651 em relação a 2011.

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