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Fundo Soberano de Moçambique reporta ganhos

O Fundo Soberano de Moçambique (FSM) produziu um rendimento de USD 2.014.685,32, de Janeiro a Junho deste ano, dos quais USD 953.049,33 dizem respeito ao segundo trimestre, refere o Relatório Trimestral daquela entidade, divulgado pelo Banco de Moçambique (BdM), instituição gestora da conta, num documento em que sinaliza que está comprometido com a “transparência” na prestação de contas.

O valor obtido de Abril a Junho corresponde a um retorno de 0,81% e elevou o resultado de 2026 para um patamar superior a dois milhões de dólares.

“A contribuição da carteira de títulos foi limitada, em virtude do curto período decorrido entre o início da sua implementação e o final do trimestre”, realça-se.

Os proventos alcançados resultam dos juros das aplicações overnight, ou seja, investimento de curto prazo, e de obrigações soberanas, contribuindo para o reforço do seu património.

“No período do relato [segundo trimestre de 2026], assinala-se uma etapa determinante na operacionalização do FSM. Na sequência da aprovação do Plano Director de Investimento pelo Ministério das Finanças, o FSM iniciou a transição da fase de transição temporária de capital, em aplicações overnight, para a implementação da sua estratégia de investimento de longo prazo”, lê-se no relatório.

Juros dos títulos

A análise das contas do FSM nota que, com a constituição das carteiras de títulos, o rendimento do Fundo deixou de depender exclusivamente dos juros gerados pelos depósitos overnight, passando a reflectir igualmente os juros dos títulos e as variações dos respectivos preços de mercado.

Em Junho de 2026, o capital daquele instrumento financeiro era de USD 118.409.931,80 e estava repartido por uma carteira em 70% de dólares norte-americanos e por uma carteira em 30% de euros.

“À data de referência de 30 de Junho, o valor de mercado do FSM ascendia a USD 118.385.600,17, sendo que a carteira em USD se encontrava integralmente constituída, totalizando USD 82.838.869,20, enquanto a carteira em euros permanecia em fase de implementação, integrando 9.559.718,93, aplicados em títulos, e cerca de USD 25.957.012,04, em disponibilidades que aguardavam a liquidação de títulos negociados, processo que ficou concluído em 09 de Julho de 2020”, diz o Banco Central moçambicano.

No documento, é frisado que o rigoroso cumprimento dos limites e parâmetros definidos na política de investimento é essencial para assegurar a sustentabilidade do FSM e a prossecução dos seus objectivos de longo prazo.

“O enquadramento macrofinanceiro internacional, marcado pelo agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, pela volatilidade dos mercados obrigacionistas e por riscos inflacionistas persistentes, reforça a importância de uma gestão disciplinada assente em princípios de prudência, diversificação e monitoria permanente do risco”, diz-se no relatório.

No documento, o BdM anota que reafirma o seu compromisso com a transparência e a prestação de contas, permitindo aos cidadãos acompanharem o desempenho do FSM, através de relatórios diários, publicados na página da Internet, relatórios trimestrais e anuais.  

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