Coitada da Tunísia! Holanda levou tábua e ferro de engomar
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Abrimos agora o espaço à crônica dos jogos deste grupo F. A Tunísia jogou contra os Países Baixos, o Japão defrontou a Suécia. Sempre atento a esta partida esteve o jornalista Martim Madeira. Começamos pela pérola. Quem ou o que foi que melhor se destacou?
Sim, neste jogo dos Países Baixos, para mim, a pérola deste jogo foi Bryan Brobbey, ele que já marcou pelo menos três gols neste mundial, está na lista dos melhores marcadores. Tornou a marcar outra vez, fez um bom jogo, teve um gol, claro, é sempre bom, fez dois remates no total. Em termos de dribles, teve pelo menos três toques na bola, não perdeu a posse muitas vezes, foi importante para segurar o jogo para os Países Baixos e novamente aparece, como sempre, muito letal dentro da área. Portanto, para mim, a pérola é Brobbey, mas não é, para mim, o homem do jogo. O homem do jogo vai ser o Joker, mas Bryan Brobbey, de facto, já era esperado que fizesse uma boa partida e que marcasse gols, e voltou a fazê-lo. Portanto, num jogo que não teve, não vou dizer que foi aborrecido, mas não teve muita dinâmica. Já se esperava que os Países Baixos ganhassem por uma larga vantagem de gols. Bryan Brobbey destaca-se porque já era esperado que marcasse gol e acabou por fazê-lo.
Já disseste que o homem do jogo é o teu Joker, quem é portanto esse Joker?
Jean-Paul Vannecke. Até foi o homem do jogo para a FIFA e é o homem do jogo desta partida, e para mim também é o homem do jogo, e é o Joker também, porque não é normal um defesa central ser o homem do jogo, especialmente quando um avançado já marcou gol. Só que Jean-Paul Vannecke também marcou gol, portanto, não é muito comum os defesas centrais marcarem. Ainda por cima, um defesa central marcar e ser o homem do jogo, tendo em conta que um avançado também marcou, é normalmente difícil. Isto porque Jean-Paul Vannecke, como defesa central, só para teres uma noção, Hugo, ele fez cerca de 130 passes. Noventa e sete por cento deles acertou todos, quase. Fez uma grande média de passes. Em termos de passes no meio-campo adversário, fez 98, acertou 97% outra vez, portanto, apenas falhou dois. Também passes no seu meio-campo, falhou apenas um em 36 e em termos de bolas longas, meteu oito bolas longas e falhou apenas uma. Portanto, um central que teve uma exibição, em termos de passes, espetacular, não falhou quase nenhum e em termos de bolas longas, é muito difícil, em oito bolas longas, apenas meterem sete. Foi extraordinária esta exibição de Jean-Paul Vannecke.
Tempo ainda, Martim, para a sentença. O que fica deste jogo?
Fica que, em primeiro passo, os Países Baixos, a Tunísia está eliminada e que a Tunísia não podia fazer milagres, tendo em conta que trocaram de selecionador e esse selecionador teve apenas duas semanas para se preparar e os Países Baixos já se qualificaram para a próxima fase, onde vão defrontar Marrocos. Portanto, vai ser um jogo muito interessante de se ver.
E fechamos com a mentira, o que devia ter acontecido, mas não aconteceu neste jogo.
A Tunísia ter dado mais luta, mesmo neste jogo e em todo o mundial. Portanto, é a pior prestação de sempre da Tunísia no mundial. De facto, não se podia fazer milagres. E a Tunísia, só para teres uma noção desta má prestação da Tunísia, nos últimos quatro jogos, a Tunísia sofreu 17 gols. Portanto, 17 gols sofridos nos últimos quatro jogos mostra que a Tunísia teve uma exibição muito fraca e esperava-se um bocadinho mais de uma equipe que está no mundial.
Está feita a crônica do Tunísia-Holanda. Já a seguir, Japão-Suécia.








