Rui Tavares sai da liderança. Jorge Pinto sobe a porta-voz
PAULO NOVAIS/LUSA
Rui Tavares decidiu abandonar o cargo de porta-voz do Livre, embora continue a fazer parte da direção nacional do partido, o chamado Grupo de Contacto. Os militantes ficaram a saber desta mudança quando ao início da manhã desta quinta-feira a lista A divulgou a sua moção estratégica e a composição da direção, com Rui Tavares a aparecer em terceiro lugar da lista. A liderança bicéfala, assumida por dois porta-vozes, será assegurada pelo antigo candidato presidencial, Jorge Pinto, e pela líder parlamentar, Isabel Mendes Lopes, que continua no cargo.
A moção A, que tem o esmagador apoio do partido, anuncia como uma das mudanças a atribuição de pelouros aos membros do Grupo de Contacto. Rui Tavares vai ficar com o pelouro da estratégia, comunicação e formação; Inês Pires com a tesouraria; Tomás Cardoso Pereira será o secretário-geral para gestão operacional e coordenação de equipa; Nurin Mirzan fica com a “infraestrutura tecnológica e gestão de dados”, ligação ao Grupo Parlamentar e ligação a organizações e sociedade civil”; e Henrique Vasconcelos com a ligação ao Partido Verde Europeu e outros Verdes e a infraestrutura tecnológica e gestão de dados.Rui Tavares atingirá desta vez o limite de mandatos no grupo de contacto. O que significa que, daqui a dois anos, teria obrigatoriamente de sair da direção do Livre. Isto significa que só poderá voltar a ser porta-voz do partido em 2030. Isto não significa que Tavares fique fora dos debates das legislativas de 2029, pois o partido pode considerar que o melhor será manter o fundador.Ao que o Observador apurou, a ideia desta ala do Livre de passar Jorge Pinto a porta-voz já estava prevista quando o deputado foi escolhido para candidato presidencial.









