Portugal vira para a Europa e foge aos reis sul-americanos
▲Ronaldo vai defrontar a Croácia de Luka Modric nos 16 avos. Para um deles, será a despedida deste Mundial e de Mundiais
Portugal tinha apenas dois pontos noutros tantos jogos por causa de dois empates, corria até o risco de ser eliminado na terceira ronda do Europeu de 2016. Aí, durante esses 90 minutos, houve quase um teste a todas as calculadoras (ou às contas de cabeça, até ficarem muito complicadas). A líder Hungria esteve três vezes na frente do marcador, Portugal conseguiu três vezes chegar ao empate. O segundo lugar parecia, no mínimo, estar garantido até que Arnór Traustason marcou no quarto minuto de descontos à Áustria. A surpreendente Islândia somava o primeiro triunfo na prova e ultrapassava a Seleção, que ficou em terceiro. E ainda bem.
Quis o destino que esse golo, que até deveria ser prejudicial para Portugal, acabasse por transformar-se numa espécie de bênção. Porquê? Ao ficar em terceiro, e apesar de cruzar logo com a Croácia nos oitavos, a Seleção ficava com um caminho mais “limpo” até à final, fugindo a um lado do quadro onde andavam Inglaterra, França, Alemanha, Itália e Espanha. De todos eles, “resistiram” os gauleses, que acabariam por ser superados pelo conjunto nacional no prolongamento jogando em Paris. Antes, Portugal não só ganhou aos croatas no prolongamento como superou de seguida a Polónia (nas grandes penalidades) e Gales. Como se viu, acabar em terceiro acabou por ser quase um prémio em comparação com o segundo. Ou seja, foi bom.Agora, olhando para um Mundial-2026 sem grandes surpresas apesar de algumas desilusões (com a Coreia do Sul e a Turquia à cabeça), não havia muito para escolher. Aquilo que se sabia era que acabar em primeiro do grupo seria sempre melhor do que em segundo, como se viu pela forma como a França encarou essa “final” pelo topo do seu grupo com a Noruega – mesmo sabendo que, num plano teórico, pode cruzar com a Alemanha nos oitavos. E se ficasse em segundo? Começava com a Costa do Marfim mas a seguir ia jogar com o vencedor do Brasil-Japão. Aliás, olhando para todo o mapa de cruzamentos, a única equipa que pode ter ficado com alguma vantagem foi a campeã mundial Argentina… para só até aos quartos da competição.No caso de Portugal, o facto de ter ficado em segundo e não em primeiro do grupo K aumentou aquelas que serão as dificuldades a curto prazo. Logo à cabeça, a Seleção vai reencontrar a Croácia (que ficou no pódio nos dois últimos Mundiais) numa fase final como acontecera em 2016, no Europeu de França. De seguida, terá pela frente, num plano teórico, a Espanha, numa reedição da última final da Liga das Nações em 2025 que foi ganha por Portugal. Ponto positivo? À exceção de Bélgica e Estados Unidos, o potencial opositor nos quartos pode baixar os níveis de dificuldades. O que se ficou também a saber é que, ao terminar em segundo do grupo, Portugal fugiu ao lado do calendário com as principais potências sul-americanas, Argentina e Braisl, que só podem defrontar a Seleção na final tal como Inglaterra. O único ponto negativo tem a ver com a realização da partida um dia antes face ao previsto, neste caso na cidade de Toronto.
Mas tudo ficou mesmo adiado para a última. Literalmente. E o Áustria-Argélia foi exemplo paradigmático disso mesmo: como tudo à partida decidido em relação ao segundo e terceiro lugares, Riyad Mahrez colocou pela primeira vez os africanos na frente no terceiro minuto de descontos, o que colocava o Irão a passar como um dos melhores terceiros, mas Kalajdzic, com um desvio de cabeça na área no último lance do encontro, fez mesmo o empate a três que voltou a deixar de fora o Irão, que empatou os três jogos e foi eliminado.
Jogo 1, 28 de junho (20h, Los Angeles): África do Sul (2.º A)-Canadá (2.º B)
Jogo 2, 29 de junho (18h, Houston): Brasil (1.º C)-Japão (2.º F)
Jogo 3, 29 de junho (21h30, Boston): Alemanha (1.º E)-Paraguai (3.º D)
Jogo 4, 30 de junho (2h, Monterrey): Países Baixos (1.º F)-Marrocos (2.º C)
Jogo 5, 30 de junho (18h, Dallas): Costa do Marfim (2.º E)-Noruega (2.º I)
Jogo 6, 30 de junho (22h, Nova Iorque): França (1.º I)-Suécia (3.º F)
Jogo 7, 1 de julho (2h, Cidade do México): México (1.º A)-Equador (3.º E)
Jogo 8, 1 de julho (17h, Atlanta): Inglaterra (1.º L)-RD Congo (3.º K)
Jogo 9, 1 de julho (21h30, Seattle): Bélgica (1.º G)-Senegal (3.º F)
Jogo 10, 2 de julho (1h, São Francisco): Estados Unidos (1.º D)-Bósnia (3.º B)
Jogo 11, 2 de julho (20h, Los Angeles): Espanha (1.º H)-Áustria (2.º J)
Jogo 12, 3 de julho (00h, Toronto): Portugal (2.º K)-Croácia (2.º L)
Jogo 13, 3 de julho (4h, Vancouver): Suíça (1.º B)-Argélia (3.º J)
Jogo 14, 3 de julho (19h, Dallas): Austrália (2.º D)-Egito (2.º G)
Jogo 15, 3 de julho (23h, Miami): Argentina (1.º J)-Cabo Verde (2.º H)
Jogo 16, 4 de julho (2h30, Kansas City): Colômbia (1.º K)-Gana (3.º L)
Jogo 17, 4 de julho (18h, Houston): África do Sul ou Canadá-Países Baixos ou Marrocos
Jogo 18, 4 de julho (22h, Filadélfia): Alemanha ou Paraguai -França ou Suécia
Jogo 19, 5 de julho (21h, Nova Iorque): Brasil ou Japão-Costa do Marfim ou Noruega
Jogo 20, 6 de julho (1h, Cidade do México): México ou Equador-Inglaterra ou RD Congo
Jogo 21, 6 de julho (20h, Dallas): Portugal ou Croácia-Espanha ou Áustria
Jogo 22, 7 de julho (1h, Seattle): Estados Unidos ou Bósnia-Bélgica ou Senegal
Jogo 23, 7 de julho (17h, Atlanta): Argentina ou Cabo Verde-Austrália ou Paraguai
Jogo 24, 7 de julho (21h, Vancouver): Suíça ou Argélia-Colômbia ou Gana
Jogo 25, 9 de julho (21h, Boston): vencedor do jogo 18-vencedor do jogo 17
Jogo 26, 10 de julho (20h, Los Angeles): vencedor do jogo 21-vencedor do jogo 22
Jogo 27, 11 de julho (22h, Miami): vencedor do jogo 19-vencedor do jogo 20
Jogo 28, 12 de julho (2h, Kansas): vencedor do jogo 23-vencedor do jogo 24
Jogo 29, 14 de julho (20h, Dallas): vencedor do jogo 25-vencedor do jogo 26
Jogo 30, 25 de julho (20h, Atlanta): vencedor do jogo 27-vencedor do jogo 28
Apurados (8): RD Congo (grupo K), Suécia (grupo F), Gana (grupo L), Equador (grupo E), Bósnia (grupo B), Argélia (grupo J), Paraguai (grupo D) e Senegal (grupo I)
Eliminados (4): Irão (grupo G), Coreia do Sul (grupo A), Escócia (grupo C) e Uruguai (grupo H)
Coreia do Sul, Rep. Checa (grupo A), Qatar (grupo B), Escócia, Haiti (grupo C), Turquia (grupo D), Curaçau (grupo E), Tunísia (grupo F), Irão, Nova Zelândia (grupo G), Uruguai, Arábia Saudita (grupo H), Iraque (grupo I), Jordânia (grupo J), Uzbequistão (grupo K) e Panamá (grupo L)
Grupo A: México (9 pontos), África do Sul (4), Coreia do Sul (3) e Rep. Checa (1)
Grupo B: Suíça (7 pontos), Canadá (4), Bósnia (4) e Qatar (1)
Grupo C: Brasil (7 pontos), Marrocos (7), Escócia (3) e Haiti (0)
Grupo D: Estados Unidos (6 pontos), Austrália (4), Paraguai (4) e Turquia (3)
Grupo E: Alemanha (6 pontos), Costa do Marfim (6), Equador (4) e Curaçau (1)
Grupo F: Países Baixos (7 pontos), Japão (5), Suécia (4) e Tunísia (0)
Grupo G: Bélgica (5 pontos), Egito (5), Irão (3) e Nova Zelândia (1)
Grupo H: Espanha (7 pontos), Cabo Verde (3), Uruguai (2) e Arábia Saudita (2)
Grupo I: França (9 pontos), Noruega (6), Senegal (3) e Iraque (0)
Grupo J: Argentina (9 pontos), Áustria (4), Argélia (4) e Jordânia (0)
Grupo K: Colômbia (7 pontos), Portugal (5), RD Congo (4) e Uzbequistão (0)
Grupo L: Inglaterra (7 pontos), Croácia (6), Gana (4) e Panamá (0)










