ICAD com programa de tratamento de dependência de videojogos
ANTÓNIO COTRIM/LUSA
O Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD) abre segunda-feira, em Matosinhos, e integrado numa unidade já existente, um programa de tratamento de dependência de videojogos, sobretudo dirigido a jovens.
“Os jovens serão referenciados pelos médicos de família ou por referenciação interna do ICAD”, disse à agência Lusa a presidente do ICAD, Joana Teixeira.A responsável falava à agência Lusa a propósito da abertura, a 18 de junho em Lisboa, da primeira unidade pública especializada no tratamento da dependência do jogo a dinheiro, uma resposta ao aumento da procura de apoio, que mais do que duplicou desde 2023.O Centro Especializado de Prevenção (CEP) vai funcionar no antigo hospital de Matosinhos, na Rua Alfredo Cunha, onde atualmente já funciona o Centro de Respostas Integradas (CRI) Porto Ocidental do ICAD.
Segundo a psiquiatra, estas dependências estão frequentemente associadas a outras perturbações psiquiátricas, embora com perfis diferentes: no jogo a dinheiro são mais comuns casos de depressão e ideação suicida, enquanto nos videojogos predominam ansiedade e perturbações do humor, sobretudo entre adolescentes.“Há uma grande comorbilidade com patologia psiquiátrica”, afirmou.A responsável reforçou que, apesar da aposta na prevenção, a prioridade atual passa por dar resposta aos casos que já chegam aos serviços: “Temos que dar já uma resposta imediata para quem nos procura”.À Lusa, a presidente do ICAD avançou que o novo programa de tratamento de dependência de videojogos do Porto poderá vir a ser alargado a Lisboa.Já num resumo enviado à Lusa, o ICAD refere que, no Porto, o programa de tratamento para as utilizações problemáticas de videojogos, “ao contrário da faixa etária do jogo a dinheiro” não terá limitação de idade para tratar o doente”.
“[Isto porque] a maior parte dos utilizadores problemáticos são jovens que frequentam o 3.º ciclo e o ensino secundário”, termina.









