CIÊNCIA

12h. Teerão acusa Washington de violar o memorando assinado


Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Vamos a isso. Edição do meio-dia com Luís Soares. Começamos pelo antigo deputado do PSD, Miguel Morgado, que acusa Rui Rio de ter aberto a porta ao Chega na política nacional.
É na entrevista que passa já a seguir no programa “Em 40 Minutos”, o colunista do Observador diz que foi a estratégia de Rui Rio, enquanto líder do PSD, que abriu espaço aos partidos à direita da AD, ao contrário da estratégia seguida por Pedro Passos Coelho e por Paulo Portas.
Foi sempre uma estratégia do Pedro Passos Coelho e do Paulo Portas lá com o CDS, quando o CDS ainda existia, garantir que à direita dos respectivos partidos não se daria pretexto nenhum para se criarem monstruosidades. A partir do momento em que o Rio diz que quer ser como o PS, foi o que ele quis fazer.
Então foi Rui Rio que abriu essa porta dessa monstruosidade.
Claro que foi, mas isso para mim era óbvio. A única coisa que me espanta é como é que a malta do PSD, com quem eu tive conversas infinitas sobre isto na altura, mas vocês podem ver como os partidos são. Ganha um líder, a malta quer ir toda lá atrás do líder.
Nesta entrevista, Miguel Morgado critica ainda a escolha de Sebastião Bugalho para porta-voz do PSD, uma escolha feita no último congresso do PSD. O antigo deputado social-democrata diz que Luís Montenegro devia obrigar o eurodeputado a fazer uma escolha.
Se ele está em Estrasburgo e é porta-voz, isso eu não compreendo. Tinha que sair lá do Parlamento Europeu e ser porta-voz. Agora, ser porta-voz e ser do Parlamento Europeu, acho que revela o pior que há na política. Então se quer ser porta-voz, quer estar presente aqui, tem que sair de Estrasburgo. Não percebo como é que Luís Montenegro não impõe isso. Isso eu não percebo.
E muito se fala que Sebastião Bugalho tem essa ambição de um dia ser primeiro-ministro.
Claro que tem essa ambição, ele não esconde a ninguém. Mas lá está, é ele e muitos outros que têm. Isso não faz mal nenhum ele ter essa ambição. Outra coisa é quando as pessoas têm uma ambição maior do que os passos que deram para lá chegar. Isso é um problema do Sebastião Bugalho e de muitos outros, não é o único.
Isso é um problema, neste caso?
Dele é, claro que é.
As críticas do antigo deputado do PSD, Miguel Morgado, entrevistado por João Costa e Silva e João Miguel Santos no programa da Rádio Observador Em 40 Minutos.
É para ouvir logo depois deste jornal do meio-dia. A terra tremeu esta manhã no Algarve, um sismo de magnitude 4.1 na escala de Richter. Não há, Luís, para já, registro de vítimas nem de danos.
De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, este sismo foi registado na rede sísmica do continente pelas oito da manhã. Um sismo de magnitude 4.1 com epicentro localizado a cerca de 70 km a oeste sudoeste do Cabo de São Vicente. Foi registada uma profundidade de 22 km. Este sismo, de acordo com a informação disponível do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, não causou danos pessoais ou materiais. Foi sentido com intensidade máxima 2,3 na escala de Mercalli modificada. A Rádio Observador falou já com os bombeiros de Portimão, que dizem que o sismo não foi sentido, não houve sequer chamadas da população a dar conta do abalo ou pedir ajuda. Também os bombeiros de Lagos dizem que não têm registro de ocorrências relacionadas com este sismo registado na rede sísmica do continente.
Vamos ao Campeonato Mundo de Futebol. Portugal empatou com a Colômbia, a zero. Vai jogar agora com a Croácia nos 16 avos de final.
Portugal fechou o grupo K no segundo lugar, depois de um empate sem gols frente à Colômbia esta madrugada. O jogo frente à Croácia é o que segue em Toronto, está marcado para a meia-noite de quinta para sexta-feira. Nesta altura, a seleção portuguesa já sabe todo o percurso que tem pela frente até à final do mundial. O jornalista Miguel Cordeiro explica o caminho que Portugal vai percorrer.
Toronto, Dallas, Los Angeles, Dallas novamente e Nova Jersey. É este o percurso que Portugal tem pela frente até a final do Campeonato do Mundo. Por agora, a seleção vai ficar em Palm Beach até o próximo dia 1 de julho. Vai fazer treino de recuperação e preparar o duelo frente à Croácia. Só na véspera dos 16 avos de final é que Portugal viaja para Toronto. Voo às 10h35 do dia 1 de julho, a partir de Miami. Em Toronto, a equipe portuguesa vai ficar hospedada no Hotel Delta, a cerca de 4 km do estádio. No dia antes do duelo com a Croácia, a seleção portuguesa vai também fazer um treino no Centennial Park, já em Toronto. Neste mesmo dia, Roberto Martinez vai falar aos jornalistas no estádio de Toronto. O plano da seleção nacional passa por fazer a despedida de Palm Beach na quarta-feira de manhã e depois, se tudo correr bem, ficar em Toronto até aos oitavos de final. Ou seja, se Portugal conseguir ultrapassar a Croácia, o objetivo é continuar no Canadá até o dia 5 de julho, a véspera do jogo em Dallas, a contar para os oitavos de final do Campeonato do Mundo. Nesse caso, será frente ao vencedor do duelo entre Espanha e Áustria.
Miguel Cordeiro, enviado especial do Observador ao Mundial de Futebol, com o possível percurso de Portugal até à final, um percurso que vai começar ainda na próxima semana de frente à Croácia.
E para o comentador de desporto do Observador, Luís Pinto Coelho, a Croácia é um adversário que vai trazer dificuldades a Portugal.
Ainda assim, considera que a seleção portuguesa tem argumentos mais do que suficientes para seguir em frente, embora defenda que Roberto Martinez vai precisar de ajustar a forma de jogar de Portugal. Luís Pinto Coelho destaca a experiência e maturidade do grupo croata neste mundial, o que aumenta as dificuldades de Portugal para seguir em frente na prova.
É um jogo dificílimo, porque é uma equipa experiente, madura, com qualidade individual e parece-me uma equipa coletivamente mais bem posicionada em campo. E Portugal, se não fizer esses ajustes, acho que vai ter dificuldades, obviamente, mas acho que ainda assim temos condições para seguir em frente
A análise de Luís Pinto Coelho no “E o Campeão É” desta manhã diz também que a questão física não deverá ser problemática para nenhuma seleção, uma vez que quer Portugal, quer a Croácia vão ter exatamente o mesmo tempo de descanso.
Na atualidade internacional, a chefe da diplomacia europeia confirma que os países da União Europeia já mobilizaram € 5 milhões para as zonas mais afetadas pelos sismos na Venezuela.
Kai Kallas esteve ao telefone com a presidente interina da Venezuela, a quem prestou solidariedade para com o povo do país. Confirma que foi acionado o mecanismo europeu de proteção civil, com vários Estados-membros a enviar equipes de busca e salvamento e também pessoal médico. O Sistema Europeu Copernicus vai apoiar as equipes no terreno a identificar as zonas com maiores danos e onde a ajuda é mais necessária. Esta manhã, o Papa Leão XIV agradeceu publicamente a todos os que ajudam nas operações de busca e salvamento na Venezuela.
Já o Irão acusa Washington de violar novamente o memorando de entendimento para acabar com a guerra.
Acusação que surge depois de se terem registado novos bombardeamentos norte-americanos contra instalações na costa sul do Irão. Num comunicado, o Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros classifica os ataques como uma ofensa à Carta das Nações Unidas e do acordo assinado entre os dois países. A especialista em Relações Internacionais, Liliana Reis, diz que a troca de acusações entre os dois países é mais um sinal de que o memorando de entendimento está mais vulnerável, o que pode levar a mais quebras do acordo e também a uma deterioração militar entre as duas partes.
Apesar deste memorando de entendimento ser naturalmente mais flexível, por acomodar esta dimensão mais técnica e menos política, também é muito mais vulnerável a violações localizadas, como nós temos vindo a observar. Só que estas violações do memorando de entendimento podem efetivamente provocar efeitos sistêmicos e por isso é que neste momento começa também a ser analisado que esta deterioração militar, porque na verdade, aquilo que nós assistimos é efetivamente a uma deterioração militar, porque nenhum dos intervenientes abandonou oficialmente as negociações.
A análise de Liliana Reis, a especialista em Relações Internacionais no Gabinete de Guerra desta manhã, considera também que estes ataques são uma forma de marcar território e de reivindicar os pontos pretendidos dos dois lados do conflito.
O programa a esta hora já disponível também em podcast. Agora 12h08, já a seguir em 40 minutos com o Miguel Morgado. Antes, Luís, vamos ainda a outros destaques a esta hora.
A Fenprof considera inaceitável a desresponsabilização do Ministério da Educação perante o que considera ser o caos instalado na preparação dos exames nacionais. Em comunicado, a Fenprof diz que continua a receber testemunhos de professores classificadores preocupados com a avaliação das provas. As críticas surgem numa altura em que têm vindo a ser registados atrasos na distribuição das credenciais de acesso aos professores. Ainda assim, o Júri Nacional de Exames mantém o dia 10 de julho como prazo final das classificações. França registou mais de mil mortes do que o habitual devido ao calor extremo. As autoridades francesas divulgaram hoje um primeiro balanço sobre as vítimas associadas a este fenômeno. O Ministério da Saúde francês explica que as altas temperaturas afetaram, sobretudo, pessoas com mais de 65 anos. O território francês passou os últimos 11 dias a lidar com uma onda de calor histórica, com temperaturas superiores a 40 graus em todo o país. Em Portugal continental, sete distritos do continente vão estar sob aviso amarelo nos próximos dias, também devido às previsões de altas temperaturas. Informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, os distritos de Évora, Guarda, Beja, Castelo Branco, Portalegre, Vila Real e Bragança vão estar em aviso amarelo até à manhã de quarta-feira. E hoje, João, chega ao fim o Rock in Rio, é o último dia. São esperadas quase 80 mil pessoas no Parque Tejo.
E o rapper britânico 21 Savages é o cabeça de cartaz no fecho desta edição do festival.
Exatamente. O britânico é considerado um dos maiores nomes do rap internacional da atualidade. E no cartaz de hoje há também outros nomes, nomeadamente no Palco Mundo, como Matuê, Remei e Central Cee.
É isso mesmo. Há para todos os gostos. Hoje no Rock in Rio, que encerra assim a edição deste ano, 2026. Fica por aqui também o Jornal do Meio-Dia com o Luís Soares.

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